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terça-feira, 11 de julho de 2006

Um minuto de silêncio

UM MINUTO DE SILÊNCIO

Um dos primeiros empresários do Deep Purple, John Coletta, morreu anteontem. O C da HEC Enterprises (Hire-Edwards-Coletta) empresariou o Deep Purple de 1967 (quando a banda era apenas uma idéia) a 1976 (quando a banda acabou pela primeira vez), depois cuidou do Whitesnake. Antes de trabalhar com o Deep Purple, ele foi executivo de publicidade. Em 1980, ele e Tony Edwards tiveram a sacada de processar o Deep Purple Tabajara que circulava pelos EUA - o que acabou tirando os direitos de Rod Evans sobre sua parte na renda sobre as músicas que gravou com o Deep Purple.

Nos últimos anos, ele vivia na Espanha e trabalhava com promoção de shows, segundo a DPAS. No ano passado, quando ficou doente, estava trabalhando com Derek Lawrence - o primeiro produtor do Deep Purple - em algumas idéias de discos. Coletta tinha, pelas minhas contas, 74 anos.

terça-feira, 1 de março de 2005

Then, Chris Curtis... disappeared

Morrer é um costume que sabe ter toda gente, como dizia Jorge Luis Borges, então vamos ao minuto de silêncio de hoje.

Foi encontrado morto ontem em Liverpool, aos 63 anos, o baterista Chris Curtis, que fez fama no grupo The Searchers (que foi rival dos Beatles e gravou a versão original de "Needles and Pins") e, mais importante, foi o idealizador do grupo Roundabout (carrossel). Que, logo depois, se tornaria o Deep Purple.

Ele andava doente há muito tempo, mas a causa da morte não foi revelada. Seu último emprego foi como funcionário público, do qual foi aposentado por problemas de saúde. Em 2003, passou a cantar num grupo beneficiente de rock, chamado "The Merseycats".

Curtis se envolveu com a história do Deep Purple a partir da participação na banda Flowerpot Men, que gravou "Let's Go To San Francisco" (uma das músicas do filme Curtindo a Vida Adoidado). O tecladista da banda era um tal Jon Lord, com quem o baterista passou a dividir apartamento. Em 1967, juntou-se com Lord para um projeto de banda.

Sua idéia era muito louca: ele, o baterista, seria a figura central do grupo. Em torno dele, se revezariam outros músicos - tecladistas, guitarristas, baixistas e vocalista. Numa festa em 1967, Curtis conheceu o produtor Tony Edwards, que gostou da idéia principalmente depois de conhecer o polido e culto Jon Lord.

Mas, poxa, era o final dos anos 60 e Curtis estava metido até o pescoço no espírito da época. Certa vez, Lord entrou no apartamento e encontrou as paredes cobertas de papel alumínio. Seu colega de apartamento redecorou a casa pra trazer vibrações mais alto-astral, manja? Liga, desliga, cai na estrada: Chris Curtis desapareceu.

Com sua saída, o grupo achou um novo baterista - um certo Ian Paice -, que trouxe um guitarrista - Blackmore -, que conhecia um baixista - Nick Simper -, que trouxe um vocalista - Rod Evans. Estava formado um grupo, e de uma lista com mais de cem sugestões (incluindo "Orpheus" e "Fire"), foi escolhido o nome da música favorita da avó de Blackmore: "Deep Purple".

A banda provou ser um carrossel ao longo dos 37 anos seguintes. Saem Simper e Evans, entram Gillan e Glover. Saem os dois, entram Coverdale e Hughes. Sai Blackmore, entra Bolin. Sai todo mundo, voltam Lord, Paice, Blackmore, Gillan e Glover. Sai Gillan, entra Turner. Sai Turner, volta Gillan. Sai Blackmore, entra Satriani. Sai Satriani, entra Morse. Sai Lord, entra Airey.

Apenas o baterista fica imóvel. Como no conceito original do Roundabout de Chris Curtis.