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terça-feira, 30 de maio de 2006

Pára tudo

Amigos, pausa para o grande momento da arqueologia purpleana.

É o equivalente na história do Deep Purple ao elo perdido na antropologia.

Respirem fundo.

Respiraram?

Estão prontos?

Sério?

Achei no YouTube o mais antigo vídeo do Deep Purple que existe.

Foi gravado em 20 de abril de 1968, na TV dinamarquesa.

Quando a banda marcou o estúdio, ainda se chamava Roundabout. MINUTOS ANTES de ir ao ar, eles mudaram de nome para Deep Purple - e o Jon Lord EXPLICOU ISSO NO AR.

(A banda se chamava Roundabout por herança do primeiro baterista, Chris Curtis. Com o desaparecimento dele e a substituição por Ian Paice, eles queriam um novo nome. Parte da banda queria "Fire". Blackmore bateu pé no "Deep Purple". Vocês sabem quem venceu.)

O vídeo mostra um trecho do solo de "Help", dublada de uma demo - que saiu em CD no Brasil no remaster de Shades of Deep Purple.

terça-feira, 1 de março de 2005

Then, Chris Curtis... disappeared

Morrer é um costume que sabe ter toda gente, como dizia Jorge Luis Borges, então vamos ao minuto de silêncio de hoje.

Foi encontrado morto ontem em Liverpool, aos 63 anos, o baterista Chris Curtis, que fez fama no grupo The Searchers (que foi rival dos Beatles e gravou a versão original de "Needles and Pins") e, mais importante, foi o idealizador do grupo Roundabout (carrossel). Que, logo depois, se tornaria o Deep Purple.

Ele andava doente há muito tempo, mas a causa da morte não foi revelada. Seu último emprego foi como funcionário público, do qual foi aposentado por problemas de saúde. Em 2003, passou a cantar num grupo beneficiente de rock, chamado "The Merseycats".

Curtis se envolveu com a história do Deep Purple a partir da participação na banda Flowerpot Men, que gravou "Let's Go To San Francisco" (uma das músicas do filme Curtindo a Vida Adoidado). O tecladista da banda era um tal Jon Lord, com quem o baterista passou a dividir apartamento. Em 1967, juntou-se com Lord para um projeto de banda.

Sua idéia era muito louca: ele, o baterista, seria a figura central do grupo. Em torno dele, se revezariam outros músicos - tecladistas, guitarristas, baixistas e vocalista. Numa festa em 1967, Curtis conheceu o produtor Tony Edwards, que gostou da idéia principalmente depois de conhecer o polido e culto Jon Lord.

Mas, poxa, era o final dos anos 60 e Curtis estava metido até o pescoço no espírito da época. Certa vez, Lord entrou no apartamento e encontrou as paredes cobertas de papel alumínio. Seu colega de apartamento redecorou a casa pra trazer vibrações mais alto-astral, manja? Liga, desliga, cai na estrada: Chris Curtis desapareceu.

Com sua saída, o grupo achou um novo baterista - um certo Ian Paice -, que trouxe um guitarrista - Blackmore -, que conhecia um baixista - Nick Simper -, que trouxe um vocalista - Rod Evans. Estava formado um grupo, e de uma lista com mais de cem sugestões (incluindo "Orpheus" e "Fire"), foi escolhido o nome da música favorita da avó de Blackmore: "Deep Purple".

A banda provou ser um carrossel ao longo dos 37 anos seguintes. Saem Simper e Evans, entram Gillan e Glover. Saem os dois, entram Coverdale e Hughes. Sai Blackmore, entra Bolin. Sai todo mundo, voltam Lord, Paice, Blackmore, Gillan e Glover. Sai Gillan, entra Turner. Sai Turner, volta Gillan. Sai Blackmore, entra Satriani. Sai Satriani, entra Morse. Sai Lord, entra Airey.

Apenas o baterista fica imóvel. Como no conceito original do Roundabout de Chris Curtis.

quarta-feira, 10 de setembro de 2003

Casa dos ensaios da Mk1 à venda

A casa onde a primeira formação do Purple ensaiou em 1968, está à venda. São só 1,25 milhão de libras. Baratinho.

No site da DPAS, é Simon Robinson quem faz o apelo: se cada um dos freqüentadores regulares do site mandar 50 centavos de libra pra ele, a casa cai na mão dos fãs.

Abaixo, veja uma foto recente da casa e uma foto oficial do Purple provavelmente tirada lá dentro.