Dia 19 de agosto - o dia do aniversário do Gillan - houve uma festa no Estúdio Abbey Road, em Londres, para o lançamento da edição comemorativa, remasterizada, com faixas extras e o escambau do glorioso Concerto para Grupo e Orquestra, de 1969. Entre os presentes estavam: Jon Lord, que compôs o concerto; Malcolm Arnold, que co-compôs e regeu a primeira versão, fazendo o meio de campo com a Royal Philarmonic Orchestra; Paul Mann, maestro da London Symphony Orchestra que é gente finíssima e regeu a turnê inteira dos 30 anos do concerto, em 99; Tony Edwards, primeiro empresário do Deep Purple, que deu toda força possível para a idéia; e Fin Costello, fotógrafo oficial do Purple nos anos 70.
Arre, que eu queria ter estado lá...
segunda-feira, 16 de setembro de 2002
sexta-feira, 13 de setembro de 2002
Lord: só tem dois tipos de música, boa e ruim
Wheat: Let me ask you. How do you maintain the classical, orchestral, acoustic music connection while all these years you've been trucking all over the world playing very loud, nasty rock and roll? How do you keep both of those things alive?
Jon: Well, I'm a Gemini. I guess was born with a distinctly split way of looking at things. I adore both styles of music and in fact I used to go so far as to sort of pontificate on the subject by saying "There is only one music," or "There are only two kinds of music, 'good' or 'bad'." And I don't want to get quite that passionate about it, but I honestly believe that the less labels, the better. The less demarcation between one kind of thing and another, the better. That's what I've tried to do in the past. I may well be perceived as a rock and roll musician, a rock keyboard player, but that doesn't mean that I can't do this or that.
A entrevista é de alguns anos atrás, mas permanece viva.
Jon: Well, I'm a Gemini. I guess was born with a distinctly split way of looking at things. I adore both styles of music and in fact I used to go so far as to sort of pontificate on the subject by saying "There is only one music," or "There are only two kinds of music, 'good' or 'bad'." And I don't want to get quite that passionate about it, but I honestly believe that the less labels, the better. The less demarcation between one kind of thing and another, the better. That's what I've tried to do in the past. I may well be perceived as a rock and roll musician, a rock keyboard player, but that doesn't mean that I can't do this or that.
A entrevista é de alguns anos atrás, mas permanece viva.
Jazz Purple
É sensacional ouvir como o Deep Purple - especialmente na fase gloriosa entre 1969 e 1972, e particularmente no jamming ao vivo das músicas com longos instrumentais - tem influências de jazz. Estava ouvindo agora uma gravação pirata de Wring That Neck (Aachen, 1970) e fiquei de queixo caído com as improvisações.
Love hurts
Dan McAfferty, do Nazareth, subiu ao palco do Deep Purple ontem para cantar "Love Hurts" com os mestres.
Enquanto isso, Joe Satriani mandou para o The Highway Star as fotos de sua passagem como convidado pelo palco da banda nos EUA, em 30 de julho.
Enquanto isso, Joe Satriani mandou para o The Highway Star as fotos de sua passagem como convidado pelo palco da banda nos EUA, em 30 de julho.
segunda-feira, 9 de setembro de 2002
Dois tecladistas no palco
Vejam abaixo o Ian Gillan entre os DOIS tecladistas do Deep Purple: Don Airey (o novo) e Jon Lord (que está saindo).

Iron Maiden se despede de Jon Lord
Depois do Satriani, foi a vez do Iron Maiden. Durante a música Smoke on the Water, no segundo dia da turnê de despedida do Jon Lord, em Londres, os convidados especiais foram três caras do Iron: o guitarrista Janick Gers, o baterista Nicko McBrain (tocando bongô, pandeiro e tom tom) e o vocalista Bruce Dickinson. Steve Morse e Janick duelaram com as guitarras, e Morse ganhou!
Com isso, eram nove músicos no palco (Don Airey voltou ao palco para participar da baderna toda).
Leia a resenha na DPAS.
Com isso, eram nove músicos no palco (Don Airey voltou ao palco para participar da baderna toda).
Leia a resenha na DPAS.
sexta-feira, 6 de setembro de 2002
British Beat Boom
Tu és que nem eu, que quando ouve o pessoal elogiar a onda de bandas inglesas fica pensando que nihil sub sole novum?
Pois olha: entre 1963 e 1966, quando os Beatles mal e mal estavam começando a ser mais famosos que Jesus Cristo, houve uma onda de bandas no Reino Unido. Algumas experimentais, muitas bem boazinhas. Entre elas estavam The Artwoods (de onde saiu Jon Lord, do Deep Purple) e Episode Six (onde Ian Gillan e Roger Glover tocavam).
Para conhecer algumas dessas bandas obscuras, vá ao Groups and Artists featured in the British Beat Boom. E depois corra ao Kazaa e congêneres.
Pois olha: entre 1963 e 1966, quando os Beatles mal e mal estavam começando a ser mais famosos que Jesus Cristo, houve uma onda de bandas no Reino Unido. Algumas experimentais, muitas bem boazinhas. Entre elas estavam The Artwoods (de onde saiu Jon Lord, do Deep Purple) e Episode Six (onde Ian Gillan e Roger Glover tocavam).
Para conhecer algumas dessas bandas obscuras, vá ao Groups and Artists featured in the British Beat Boom. E depois corra ao Kazaa e congêneres.
Gillanismos
"Thank you, this next thing is like an old song, and it's a about fat Joey this time, and an evil woman, evil woman he got mixed up with, she did all sorts of rotten things to him, and it ended up that it was a very sad ending to the song anyway. Why I'm talking such a lot is cos like we got to tune up again, cos the there's a big time change from England you see, and the guitars are still not recovered from it, they're a bit sleepy and they're gone out of tune. So here's what it's called, it's a thing called Strange kind of woman.
Very important announcement to make at this stage, we're pleased to announce that next week we're turning professional, ha."
Antes de cantar Strange Kind of Woman, na segunda noite da turnê em Osaka, há 30 anos, que deu origem ao Made in Japan
"I'll tell you what we want you to do: if you don't feel too cold we want you to get all your gear off, take all your clothes off, and and let it all hang down to your knees and everything like that. You know, I mean there's no one around, and the fuzz are all at the back, so, so, get it all off and be very rude here's a filthy, rude song, it's a thing ha?, yeah it's very rude it's a diabolically rude song, so if you feel like getting all your diaboliclies out let's do it, it's a thing called Mandrake root"
Esta é a minha favorita. Foi dita em Aachen, 1970, antes de Mandrake Root. Sempre que eu ouço as versões ao vivo que eles faziam dessa música naquela fase eu lembro dessa.
Very important announcement to make at this stage, we're pleased to announce that next week we're turning professional, ha."
Antes de cantar Strange Kind of Woman, na segunda noite da turnê em Osaka, há 30 anos, que deu origem ao Made in Japan
"I'll tell you what we want you to do: if you don't feel too cold we want you to get all your gear off, take all your clothes off, and and let it all hang down to your knees and everything like that. You know, I mean there's no one around, and the fuzz are all at the back, so, so, get it all off and be very rude here's a filthy, rude song, it's a thing ha?, yeah it's very rude it's a diabolically rude song, so if you feel like getting all your diaboliclies out let's do it, it's a thing called Mandrake root"
Esta é a minha favorita. Foi dita em Aachen, 1970, antes de Mandrake Root. Sempre que eu ouço as versões ao vivo que eles faziam dessa música naquela fase eu lembro dessa.
Candice Night Solo
Candice Night, a mulher do Ritchie Blackmore - sua parceira no projeto Blackmore's Night - está para lançar um disco solo.
Espero que isso signifique que Blackmore vai deixar de lado essa história de violão medieval. A idéia de Blackmore's Night é interessante, mas a execução não me agradou muito. Tem momentos bons nos discos deles, mas é só. Na maior parte do tempo, especialmente pelo vocal da Candice, fica um negócio meio New Age. Meio Enya, sabe como é? Deprime um pouco ver o Blackmore parado nisso.
Se rolar uma volta do Rainbow, fico feliz. O Blackmore ainda tem muito o que oferecer para a gente, com os dedos correndo no braço de uma Fender.
Espero que isso signifique que Blackmore vai deixar de lado essa história de violão medieval. A idéia de Blackmore's Night é interessante, mas a execução não me agradou muito. Tem momentos bons nos discos deles, mas é só. Na maior parte do tempo, especialmente pelo vocal da Candice, fica um negócio meio New Age. Meio Enya, sabe como é? Deprime um pouco ver o Blackmore parado nisso.
Se rolar uma volta do Rainbow, fico feliz. O Blackmore ainda tem muito o que oferecer para a gente, com os dedos correndo no braço de uma Fender.
quinta-feira, 5 de setembro de 2002
Coisas que só se ouve em disco pirata
Estou terminando de baixar o show do Deep Purple em Amsterdã, em 24 de agosto de 1969. É o mais antigo registro ao vivo da Mark 2. Gillan e Glover estavam na banda havia apenas dois meses.
A primeira música é "Kneel And Pray", uma versão primitiva de "Speed King", com uma letra que é uma preciosidade da malícia: "lady, lady, lady... kneel down, look around, tell me what you've found". O jamming entre os instrumentistas durante os solos mata a pau. Essa música já havia sido registrada antes, nos estúdios da BBC, no dia 11 daquele mês. Com o título provisório de Ricochet.
A banda se apresenta antes da segunda música, "Child in Time", uma versão mais rápida que a que acabou sendo gravada no disco. Na verdade, a primeira versão de estúdio de Child só foi gravada oficialmente cinco dias depois, na BBC - portanto, este TAMBÉM é o primeiro registro de CiT. É uma versão mais rápida na parte lenta. Ian Gillan está com os berros a todo vapor.
Mas eu queria falar da apresentação deles.
Gillan olha para a platéia e, polidamente, se apresenta:
-- Hello, we're Deep Purple.
Um cheiro acre de fumaça vem da platéia. Amsterdã tem essas coisas (tá, Porto Alegre e São Paulo também têm). Gillan dá uma longa respirada.
-- Smells good!
Depois vêm Mandrake Root, Paint it Black (que tradicionalmente inclui um longo solo de Ian Paice) e Wring That Neck (aparentemente bem cortada). Mas essas eu ainda não ouvi.
A primeira música é "Kneel And Pray", uma versão primitiva de "Speed King", com uma letra que é uma preciosidade da malícia: "lady, lady, lady... kneel down, look around, tell me what you've found". O jamming entre os instrumentistas durante os solos mata a pau. Essa música já havia sido registrada antes, nos estúdios da BBC, no dia 11 daquele mês. Com o título provisório de Ricochet.
A banda se apresenta antes da segunda música, "Child in Time", uma versão mais rápida que a que acabou sendo gravada no disco. Na verdade, a primeira versão de estúdio de Child só foi gravada oficialmente cinco dias depois, na BBC - portanto, este TAMBÉM é o primeiro registro de CiT. É uma versão mais rápida na parte lenta. Ian Gillan está com os berros a todo vapor.
Mas eu queria falar da apresentação deles.
Gillan olha para a platéia e, polidamente, se apresenta:
-- Hello, we're Deep Purple.
Um cheiro acre de fumaça vem da platéia. Amsterdã tem essas coisas (tá, Porto Alegre e São Paulo também têm). Gillan dá uma longa respirada.
-- Smells good!
Depois vêm Mandrake Root, Paint it Black (que tradicionalmente inclui um longo solo de Ian Paice) e Wring That Neck (aparentemente bem cortada). Mas essas eu ainda não ouvi.
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