sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Yes, they can
Conhece o Obamicon? Ele faz ícones com qualquer foto, baseado naquele photoshop clássico do Obama em vermelho e azul. Apresento-lhes minha banda favorita.









As férias da Candice
Para monitorar o que acontece com o Deep Purple, seus membros e ex-membros, cadastrei alertas de RSS ativados pela menção a seus nomes no noticiário. Uma das palavras-chave é Blackmore's Night. Com isso, descobri que a Candice andou de férias num resort de luxo. A menção está no meio de uma matéria de turismo do USA Today:
- On a typical 80-degree morning, Candice Night, Theresa Pepe and Denise Weston hop on small catamaran for just such a trip. Delroy Bain of Caicos Dream Tours hands out snorkeling gear and promises to take the group to see endangered rock iguanas at nearby Little Water Cay.
(...) The women chose Provo as a girlfriend getaway for its quiet, beach-oriented luxury. Today's agenda: boat trip, then spa. "There's no noise here," Night says. "You can just listen to the waves and water."
Figuring out if the person behind the sunglasses next to you is famous (as opposed to merely rich) is a key Provo activity. Night — the lead singer of the band Blackmore's Night — and her friends discover that actor Peter Michael Goetz is on the trip with his wife, Connie. Cards are discreetly exchanged.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Solando com os mestres
Don Airey acaba de terminar sua turnê solo na Europa, divulgando seu disco solo, "A Light in the Sky". O The Highway Star postou vídeos. Ele tocou até coisas que gravou com o Rainbow e o Ozzy, mas nada do Deep Purple - isso ele deixa para a vindoura turnê.
Sexta-feira, foi o Ian Gillan quem começou uma turnê solo européia que vai até dia 10 de fevereiro. Ele está divulgando seu álbum solo "One Eye to Morocco", que já está em pré-venda na Amazon germânica.
Sexta-feira, foi o Ian Gillan quem começou uma turnê solo européia que vai até dia 10 de fevereiro. Ele está divulgando seu álbum solo "One Eye to Morocco", que já está em pré-venda na Amazon germânica.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Nova cantora na área

Pois é, amigos. Essa não é a Britney Spears, não. É a mulher do nosso guitarrista favorito, Ritchie Blackmore. A foto é a capa do novo site dela, promovendo seu projeto solo.
O site vem completo com dicas de moda (para ter um cabelo como o dela é preciso aplicar óleo quente e deixar secar naturalmente, segundo o que eu entendi da dica de sua cabeleireira), as causas filantrópicas que ela apóia (incluindo a Salve os Texugos, uma clínica de reabilitação de animais e uma ONG que mede as emissões de carbono feitas nos shows da banda) - e, é claro, trechos das músicas-solo dela.
Ah, sim, o som. Não tem muito a ver com Blackmore's Night.
"Gilded Cage" parece coisa do Bryan Adams. Tem uns floreios de violão parecidos com os feitos pelo Blackmore. É o que mais parece Blackmore's Night - no que a banda tem de mais cansativo. Não me espantaria se fosse sobra de estúdio.
"Gone Gone Gone" lembra uma mistura entre Britney Spears e o disco do Deep Purple com o Joe Lynn Turner. Tem guitarra, teclado e baixo sugestivos, mas se você fechar os olhos consegue imaginar até as coreografias.
"Now and Then" parece uma mistura de música de FM mela-cueca (tipo "love songs") com cantiga de ninar.
E continua a dúvida: com a Candice em carreira-solo, o que é que o mestre está preparando?
domingo, 25 de janeiro de 2009
Novo DVD da Mk3 - mas cuidado!
Daqui a poucos dias, em 10 de fevereiro, será lançado na Europa um DVD com um show teoricamente quase inédito da Mk3, ao vivo na Alemanha em 1974. Ele sai pela IMV Blueline, segundo o Blabbermouth. Até agora, essas imagens teriam sido de alguma forma exibidas basicamente só na Argentina, diz a matéria, embora ninguém as conheça. Ao contrário do California Jam, onde houve uma desinteligência com os câmeras, esse vídeo mostraria fartos minutos de Ritchie Blackmore em ação.
O set é aquele que a gente conhece de Cal Jam e Live in London:
* Burn
* Might Just Take Your Life
* Mistreated
* Smoke On The Water
* You Fool No One
* The Mule
* Space Truckin'
O The Highway Star adverte:
- 1. Tem uma foto do Cal Jam na capa.
2. A lista de faixas parece idêntica à do Cal Jam.
3. O selo (IMV Blueline) tem um histórico de lançar coletâneas toscas.
4. Não que seja completamente impossível, mas uma gravação de vídeo do Purple de 55 minutos completamente desconhecida de 1974 aparecendo por um selo pequeno e independente?
Nos comentários, um fã alemão lembra que uma cópia pirata do California Jam já foi lançada na Argentina como "Leipzig". Esse DVD também circula nas estantes brasileiras. Outro fã lembra que nesse setlist não tem Lay Down Stay Down - como a primeira versão do Cal Jam também não tinha.
Considerando o custo de importar, minha dica é a seguinte: aguarde as resenhas primeiro para ver se é inédito mesmo.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Hughes vai tocar o Burn inteiro em praça pública
É o que consta em seu fórum oficial. Vai ser a primeira vez em que ele toca todo o álbum Burn, na ordem exata. E vai ser de graça. Só que vai ser em Kavarna, na Bulgária. Ele foi contratado por Tsonko Tsonev, prefeito metaleiro da cidade e, segundo ele, seu grande amigo. Hughes também vai cantar para abrir a Maratona Nacional Búlgara, no dia anterior.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Terceiro DVD
A DPAS está para lançar o terceiro DVD de imagens de arquivo do Deep Purple. O primeiro, vocês sabem, foi Machine Head Live. O segundo, California Jam. As faixas do terceiro serão divulgadas em breve, dizem eles.
No site, eles usam uma imagem da Mk1 a mais mal-documentada do Purple. Deve ter coisas deles, mas acho que não vai ser só. Tendo Mk1, algumas possibilidades de imagens conhecidas deles são:
1) A gravação do primeiro show em que eles usaram o nome "Deep Purple". Eu já vi o vídeo, mas com som "dublado";
2) A aparição dos mestres no Playboy Club, onde o Blackmore ensina o Hef a tocar guitarra;
3) O show na Califórnia gravado num vídeo em preto-e-branco cuja qualidade era considerada perdida.
Não sendo nenhuma dessas, é ainda mais empolgante.
No site, eles usam uma imagem da Mk1 a mais mal-documentada do Purple. Deve ter coisas deles, mas acho que não vai ser só. Tendo Mk1, algumas possibilidades de imagens conhecidas deles são:
1) A gravação do primeiro show em que eles usaram o nome "Deep Purple". Eu já vi o vídeo, mas com som "dublado";
2) A aparição dos mestres no Playboy Club, onde o Blackmore ensina o Hef a tocar guitarra;
3) O show na Califórnia gravado num vídeo em preto-e-branco cuja qualidade era considerada perdida.
Não sendo nenhuma dessas, é ainda mais empolgante.
sábado, 17 de janeiro de 2009
A máscara
Em 1984, entre a reunião do Deep Purple para gravar seu 11o álbum de estúdio (abril) e o início da turnê de Perfect Strangers (novembro), tendo já saído do Rainbow, Roger Glover lançou um disco chamado "The Mask". Era seu terceiro disco solo, seguindo "Butterfly Ball" (1975) e "Elements" (1978). Foi gravado ainda no segundo semestre de 1983, quando ele estava no Rainbow.
"The Mask" é um disco interessante. Tem sintetizadores bem datados. Lembra um tanto o som dos 80, e em alguns pontos parece The Police. A faixa-título teve até clipe à la Sessão da Tarde, resgatado pelo produtor e divulgado no The Highway Star:
Cabe aqui lembrar que cada disco do Glover tem uma característica própria, e geralmente diferente do que ele faz em sua carreira principal: "Butterfly Ball" é uma ópera-rock com um quê de vaudeville - bela chance de juntar os amigos para um churrascão musical, dois anos depois de se aposentar do Purple; "Elements" é instrumental, soa um tanto new age - uma experimentação interessante para quem então passava o tempo inteiro produzindo discos até de ex-coelhinhas da Playboy; "The Mask" é pop-rock dos anos 80, numa vertente quase oposta ao que fazia o Rainbow; "Accidentally on Purpose" (com o Gillan), é pura diversão, um disco de reconciliação com o velho amigo; "Snapshot", já da fase do Purple com Airey, puxa para o bom e velho roquenrôu de instrumentagem simples e direta. Mal posso esperar pelo próximo.
"The Mask" é um disco interessante. Tem sintetizadores bem datados. Lembra um tanto o som dos 80, e em alguns pontos parece The Police. A faixa-título teve até clipe à la Sessão da Tarde, resgatado pelo produtor e divulgado no The Highway Star:
Cabe aqui lembrar que cada disco do Glover tem uma característica própria, e geralmente diferente do que ele faz em sua carreira principal: "Butterfly Ball" é uma ópera-rock com um quê de vaudeville - bela chance de juntar os amigos para um churrascão musical, dois anos depois de se aposentar do Purple; "Elements" é instrumental, soa um tanto new age - uma experimentação interessante para quem então passava o tempo inteiro produzindo discos até de ex-coelhinhas da Playboy; "The Mask" é pop-rock dos anos 80, numa vertente quase oposta ao que fazia o Rainbow; "Accidentally on Purpose" (com o Gillan), é pura diversão, um disco de reconciliação com o velho amigo; "Snapshot", já da fase do Purple com Airey, puxa para o bom e velho roquenrôu de instrumentagem simples e direta. Mal posso esperar pelo próximo.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Adoro errar assim
Dois comentários no post abaixo dão conta de que o Via Funchal já está vendendo os ingressos para os shows do Purple. Eles ocorrem em 6 e 7 de março.
Ou seja: pelo menos em São Paulo vai ter shows.
No Rio e em outras cidades, ainda não vi nada anunciado. Caso alguém veja, avise. Reformando um pouco a análise do post anterior, é possível que cidades fora do grande eixão não queiram por causa do dólar. É de ver. Tomara que eu esteja errado aqui também.
A grande dúvida é: o que é a tal "pista premium" do Via Funchal, cujo ingresso custa R$ 300? Será que premiunizaram os lugares na frente do palco? Ela não está indicada no mapa dos lugares da casa de espetáculos.
Ou seja: pelo menos em São Paulo vai ter shows.
No Rio e em outras cidades, ainda não vi nada anunciado. Caso alguém veja, avise. Reformando um pouco a análise do post anterior, é possível que cidades fora do grande eixão não queiram por causa do dólar. É de ver. Tomara que eu esteja errado aqui também.
A grande dúvida é: o que é a tal "pista premium" do Via Funchal, cujo ingresso custa R$ 300? Será que premiunizaram os lugares na frente do palco? Ela não está indicada no mapa dos lugares da casa de espetáculos.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Talvez não role show do Purple
Por conta da crise, é possível que não role turnê do Deep Purple no Brasil neste ano. Aos fatos.
1) O dólar anda corcoveando. Voltou aos níveis de 2005, depois de uma longa trajetória de queda. Ainda não estabilizou direito. Como os cachês e outros custos são cotados em dólar, o mercado dos espetáculos está em alerta desde outubro. Três meses antes, o mesmo mercado comemorava o bom momento do câmbio para trazer os shows. A conta é fácil: quando o câmbio está baixo, pagando-se menos reais os artistas recebem mais dólares.
2) Em 1999, o câmbio deu uma corcoveada com a maxidesvalorização empreendida logo após a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso. O Deep Purple tinha marcado uma turnê que incluiria Porto Alegre, mas a produtora local acabou desmarcando o show de lá porque ficou caro demais.
3) Está lenta a marcação dos shows do Purple no primeiro semestre, e possivelmente um dos fatores é essa crise mundial. Lembrem que a crise começou a encrespar lá por setembro, o que pegou todo o período de antecedência razoável para marcar datas para os primeiros meses do ano.
4) Estamos quase no meio de janeiro e o único show marcado para fevereiro é o da Argentina, dia 14/2. A seqüência lógica seria o Deep Purple vir para o Brasil na mesma viagem, mas até agora nada foi anunciado. Se demorar mais uma semana, pode ter impacto nas vendas de ingressos, porque seria muito em cima da hora.
5) No ano passado, chegou a ser anunciado um show em Manaus e o Deep Purple cancelou, prometendo para os organizadores incluir a cidade na turnê mais ou menos em março deste ano. Isso foi antes da crise. Agora, conversei com os organizadores e eles disseram que chegou a vir a nova proposta dos shows para março, mas ela foi recusada. Não conversei com produtores de São Paulo, Rio e outras cidades.
6) O gráfico abaixo mostra a cotação do dólar e as vindas do Purple ao Brasil desde o início do plano real. Não inclui a turnê de 1991, por exemplo, porque teria que atualizar a cotação dia a dia pelo real. Observe que o Deep Purple (e certamente não só ele) vem quando o dólar está estável, caindo ou subindo moderadamente. Quando o câmbio está em fase de segura-peão, fica caro trazer a banda.
1) O dólar anda corcoveando. Voltou aos níveis de 2005, depois de uma longa trajetória de queda. Ainda não estabilizou direito. Como os cachês e outros custos são cotados em dólar, o mercado dos espetáculos está em alerta desde outubro. Três meses antes, o mesmo mercado comemorava o bom momento do câmbio para trazer os shows. A conta é fácil: quando o câmbio está baixo, pagando-se menos reais os artistas recebem mais dólares.
2) Em 1999, o câmbio deu uma corcoveada com a maxidesvalorização empreendida logo após a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso. O Deep Purple tinha marcado uma turnê que incluiria Porto Alegre, mas a produtora local acabou desmarcando o show de lá porque ficou caro demais.
3) Está lenta a marcação dos shows do Purple no primeiro semestre, e possivelmente um dos fatores é essa crise mundial. Lembrem que a crise começou a encrespar lá por setembro, o que pegou todo o período de antecedência razoável para marcar datas para os primeiros meses do ano.
4) Estamos quase no meio de janeiro e o único show marcado para fevereiro é o da Argentina, dia 14/2. A seqüência lógica seria o Deep Purple vir para o Brasil na mesma viagem, mas até agora nada foi anunciado. Se demorar mais uma semana, pode ter impacto nas vendas de ingressos, porque seria muito em cima da hora.
5) No ano passado, chegou a ser anunciado um show em Manaus e o Deep Purple cancelou, prometendo para os organizadores incluir a cidade na turnê mais ou menos em março deste ano. Isso foi antes da crise. Agora, conversei com os organizadores e eles disseram que chegou a vir a nova proposta dos shows para março, mas ela foi recusada. Não conversei com produtores de São Paulo, Rio e outras cidades.
6) O gráfico abaixo mostra a cotação do dólar e as vindas do Purple ao Brasil desde o início do plano real. Não inclui a turnê de 1991, por exemplo, porque teria que atualizar a cotação dia a dia pelo real. Observe que o Deep Purple (e certamente não só ele) vem quando o dólar está estável, caindo ou subindo moderadamente. Quando o câmbio está em fase de segura-peão, fica caro trazer a banda.
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