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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Um instante clássico

John Barnes postou no Facebook uma foto que eu não conhecia:


É um encontro entre Jon Lord e Ian Gillan em 1981, no festival de Reading. Possivelmente esse momento inclui uma das rodadas mais fortes de conversas entre os ex-membros do Deep Purple para reformar a banda, no começo dos anos 80. Salvo engano, foi nessa rodada que a Campari estava querendo patrocinar um grande (e único) show da banda. 

Como você sabe, não foi daquela vez. Ainda haveria uma canja do Blackmore num show do Gillan em 1982 e toda a passagem do vocalista pelo Black Sabbath em 1983 antes do retorno, em 1984. Ali em 1981, Lord e Paice estavam no Whitesnake, enquanto Blackmore e Glover estavam no Rainbow.

De qualquer forma, é sempre fascinante espiar pelo buraco da fechadura desses momentos.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Um conto de Natal

 Nesta noite, sonhei que estava dando bronca no Ian Gillan. Bronca mesmo, dessas de o mestre fazer cara de cachorro com a cauda entre as pernas.

"Porra, Ian. Eu sei que não tem mais jeito de você tocar com o Blackmore. Pena, eu queria ter visto pessoalmente vocês dois tocando juntos, mas entendo que o cara é difícil. Você também não é fácil. Só que eu acho que você devia retribuir o favor a ele", eu disse. "Sabe como é, Natal."

Perto da véspera do Natal de 1978, Ian Gillan já estava fora do Deep Purple havia cinco anos, e a banda estava acabada havia dois. Era tarde da noite e o cantor estava em casa se abrigando da neve que caía lá fora quando ouviu batidos na porta.

"Lá, de pé, a uns dois ou três passos, estava o guitarrista com seu chapéu bobo de peregrino", escreveu Gillan em sua biografia.

-- O que você quer? - perguntou Gillan.

-- Estou procurando um cantor - respondeu Blackmore.

Após o convite para entrar, Blackmore perguntou se podia levar a então patroa Amy Rothman pra participar da visita. Claro que podia. A preocupação de Blackmore era evitar que a mulher estivesse por perto caso Gillan ficasse agressivo. Que nada: segundo uma entrevista de Blackmore, Gillan repetia: "Rich, estou tão feliz. Tô alegre pra caralho de você estar aqui."

Seguiu-se uma conversa agradável. Os dois secaram uma garrafa de vodca e tentaram contratar um ao outro para suas respectivas bandas. Estavam os dois fazendo mudanças no Rainbow e na Ian Gillan Band, enfim.

A Ian Gillan Band era uma banda diferente. Tocava uma espécie de jazz-rock, muito elaborada, e fazia o circuito das universidades inglesas. Estava feliz sendo pequeno. Tocava o que queria, para quem quisesse ouvir. Dificilmente dava muita gente, mas azar. Já Blackmore queria o contrário: ele queria diversão e bolo, queria tudo e mais um pouco, como cantava o Nei Lisboa. Queria juntar a direção pop do Rainbow com o peso do nome do ex-colega. Glover já estava a bordo.

Quando viram que não poderiam contratar um ao outro, Blackmore deu o presente de Natal de Ian Gillan. Foi um conselho:

"Ian, você está fazendo tudo errado. Devia estar tocando era nos grandes estádios."

Blackmore topou dar uma canja num show do Gillan, no Marquee. Lucille, Woman From Tokyo e - salvo engano - Smoke on the Water. Não há vídeo, mas há áudio:




A banda do Gillan estava mudando, assumindo um som mais pesado e inclusive cortando duas palavras do seu nome. Poucos meses depois, entrariam a bordo o guitarrista Bernie Tormé e o baterista Mick Underwood - aliás, ex-colega de Gillan no Episode Six e o sujeito que falou de Gillan para o Blackmore uma década antes.

Desde o primeiro disco dessa formação, "Mr. Universe", a banda foi com fome ao pomar e quebrou tudo. De todas as bandas de ex-membros que surgiram após o final do Deep Purple, foi certamente uma das mais interessantes. Seguindo o conselho de Blackmore, eles foram com sede aos grandes estádios.


Troquei mensagens de final de ano hoje com Tormé e Underwood, no Facebook. Os dois têm excelentes lembranças das turnês da banda, especialmente dos festivais de Reading.

A banda acabou sendo desmanchada por causa da volta iminente de Gillan para o Deep Purple, lá por 1982. Mais ou menos por essa época, chegou a haver reuniões pra tentar bater o martelo na volta do Purple. Demoraria ainda mais um pouco, mas resta uma foto da segunda canja de Blackmore com a banda do Gillan:


Gillan foi fazer uma cirurgia nas cordas vocais, e ao se recuperar foi passar uns meses no Black Sabbath pra depois pular para a volta do Deep Purple. Isso, somado a problemas com grana, fez com que os músicos da Gillan nutrissem uma raiva do ex-chefe pelas três décadas seguintes.

Meu desejo de Natal é que Gillan fosse retribuir o favor a Blackmore. Batesse na porta do castelo dele, sei lá, pegasse um copo e dissesse:

"Ritchie, você está fazendo tudo errado. Devia estar tocando era nos grandes estádios."

Não precisa nem se vestir de figurante do Senhor dos Anéis pra dar canja na banda do ex-colega. Não precisa nem convidar pra tocar junto - não deu certo da segunda vez, não deu certo ainda mais rápido da terceira vez, dificilmente daria certo uma quarta vez.

Mas será uma pena se dois dos músicos que eu mais admiro no mundo - dois músicos tão marcantes na vida um do outro que vivem se mencionando em entrevistas e biografias - deixarem os anos que lhes restam passarem sem voltarem a conversar uma vez que seja. Cresçam, seus velhos malas. *risos*

Aos amigos que leem o Purpendicular, um excelente final de ano. Em 2012, o Purpendicular faz 10 anos. Espero conseguir manter um ritmo de atualizações melhor do que o de 2011.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Quatro minutos em estado de graça

Eu vibrava como torcedor que assiste seu time fazer uma goleada.

Isso foi há dez minutos, quando descobri o vídeo que segue logo abaixo. Precisei correr pro computador, pra escrever este post, tamanha foi a satisfação.

O vídeo é de 18 de junho de 1985. Foi gravado em Malmö, na Suécia - a cidade dos meus tataravós, onde mora o Svante Axbacke. Tanto eu quanto o Svante éramos crianças na época, e acho que o Svante sequer morava lá. Adoraria acreditar que algum primo distante estivesse na primeira fila.

A Mk2 fazia sua primeira turnê mundial depois do retorno do Deep Purple. Era o último show da perna sueca da turnê antes do famoso festival de Knebworth. O Deep Purple tocava Smoke on the Water ao vivo pela 409ª vez (sim, eu contei), e pela 69ª vez o Gillan puxava o coro da plateia de "Smoooke on the Waaaater, fire in the sky".

Gillan brinca com a plateia. A banda se prepara para voltar a tocar. Nisso, Blackmore olha para Glover. Dá uma levantadinha na guitarra, como quem pergunta: "quer trocar?" Glover topa - ia contrariar, por acaso? Eles trocam. Blackmore vai para o lado esquerdo do palco, ao lado do teclado. Glover vai para o lado direito, no cantinho do Blackmore.

Seguem-se quatro minutos com o Deep Purple em pleno estado de graça. ESSE é o MEU Deep Purple, amigos. É nessas horas que eu não sei por que ouço tão pouco a Mk2 pós 1984.



(Agradeço ao @brunoalsantos por ter me apontado outra performance da Mk2a hoje. Sem isso eu não teria chegado a esse vídeo.)

sábado, 17 de janeiro de 2009

A máscara

Em 1984, entre a reunião do Deep Purple para gravar seu 11o álbum de estúdio (abril) e o início da turnê de Perfect Strangers (novembro), tendo já saído do Rainbow, Roger Glover lançou um disco chamado "The Mask". Era seu terceiro disco solo, seguindo "Butterfly Ball" (1975) e "Elements" (1978). Foi gravado ainda no segundo semestre de 1983, quando ele estava no Rainbow.

"The Mask" é um disco interessante. Tem sintetizadores bem datados. Lembra um tanto o som dos 80, e em alguns pontos parece The Police. A faixa-título teve até clipe à la Sessão da Tarde, resgatado pelo produtor e divulgado no The Highway Star:



Cabe aqui lembrar que cada disco do Glover tem uma característica própria, e geralmente diferente do que ele faz em sua carreira principal: "Butterfly Ball" é uma ópera-rock com um quê de vaudeville - bela chance de juntar os amigos para um churrascão musical, dois anos depois de se aposentar do Purple; "Elements" é instrumental, soa um tanto new age - uma experimentação interessante para quem então passava o tempo inteiro produzindo discos até de ex-coelhinhas da Playboy; "The Mask" é pop-rock dos anos 80, numa vertente quase oposta ao que fazia o Rainbow; "Accidentally on Purpose" (com o Gillan), é pura diversão, um disco de reconciliação com o velho amigo; "Snapshot", já da fase do Purple com Airey, puxa para o bom e velho roquenrôu de instrumentagem simples e direta. Mal posso esperar pelo próximo.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Come back where you belong

O amigo Karlan disponibilizou o link para um show que eu vinha procurando há séculos: o do primeiro reencontro de Gillan e Blackmore no palco após o mestre sair do Deep Purple.

Então, senta que lá vem história.

No natal de 1978, a campainha da casa do Ian Gillan tocou. Nevava. Era tarde. Quando o mestre abriu a porta, viu um vulto de chapéu pontudo, a três passos da porta.

-- O que você quer?

-- Estou procurando um cantor.

-- Ora, então pode entrar!

-- Tudo bem se eu trouxer minha namorada?

-- Cadê ela?

Estava no final da rua, esperando um sinal. Blackmore havia pedido que ela ficasse lá para o caso de dar briga.

Lá dentro, eles passaram algumas horas bebendo vodca. Ao final, Blackmore pergunta se o Gillan topa cantar no Rainbow. Ele diz que não, e convida o homem de preto para tocar na Gillan. É nessa hora que Blackmore diz a frase-chave:

-- Não... não, Ian. Você está fazendo tudo errado. Devia estar tocando nos grandes estádios.

Eles se cumprimentaram e Gillan convidou Blackmore para tocar no dia 27 de dezembro, no Marquee. Ele foi tocar Lucille. Deu isto aqui:




O que eu NÃO sabia, e que descobri a partir da pesquisa para este post, é que o segundo show linkado pelo Karlan não é um erro de data: realmente o Blackmore voltou a tocar com o Gillan, em março de 1980. Foi dali que saiu esta foto:




Bernie Torme, entrevistado, explicou: "Ritchie estava tentando convidar o Gillan para a volta do Deep Purple." Na brincadeira toda, tocou este medley do rock'n'roll:




Torme ficou na banda até junho de 1981, sendo substituído por Jannick Gers. A Gillan durou até dezembro de 1982, quando mestre Ian pediu licença pra operar a garganta. Em agosto de 1983, porém, ele começa a sua turnê com o Black Sabbath - o que fez os ex-membros da banda se sentirem caloteados e chamarem o cara de mentiroso.

A turnê histórica com o Black Sabbath procede até março de 1984. No começo de abril, o Deep Purple se reúne em Vermont para a gravação de Perfect Strangers e o casamento do Ian Gillan. O resto vocês já sabem.

O que ninguém sabe é quando o Gillan vai retribuir ao Blackmore a cortesia de chamá-lo de volta aos grandes estádios.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Fênix

O Deep Purple voltou em 1984, depois de oito anos parado. A volta foi chamada de caça-níqueis na época. Depois, ficou comum bandas voltarem para homenagear a si próprias - mas praticamente só o Deep Purple voltou a ser uma banda que dá a cara a tapa produzindo coisas novas consistentemente.

Em novembro, duas ótimas bandas farão um tributo a seu passado glorioso em Londres: Led Zeppelin (com Jason Bonham na bateria) e Sex Pistols (que já voltou duas ou três vezes antes). O Led vai homenagear o produtor Ahmet Ertegun - o cidadão que assinou o contrato deles com a Atlantic Records. Os Pistols vão homenagear os 30 anos do disco "Nevermind the Bollocks".

Ambos valem a pena para quem estiver a fim de vender a mãe pra ver grandes bandas fazendo grandes shows. Eu, pessoalmente, só vendo a minha se um dia rolar aquele show proposto pelo Jon Lord, reunindo todos os ex-membros do Deep Purple. Mas só o Jon Lord e os ex-membros da Mk3 e da Mk5 (menos o Blackmore) são a favor, portanto minha genitora pode dormir sossegada.

domingo, 6 de maio de 2007

With a little help from a friend

Em abril de 1984, corria mundo a notícia de que o Deep Purple voltara e gravara um disco - Perfect Strangers. A turnê, porém, só ocorreria em dezembro, começando pela Austrália. No segundo show, em 13 de dezembro, um convidado muito especial subiu ao palco: George Harrison, para tocar Lucille. Esse foi o mesmo dia da famosa foto da meia.

Um benfeitor da humanidade, no fundo do palco, teve a presença de espírito de pegar uma câmera. Algum gênio do Deep Purple Hub achou o vídeo. Alguma alma caridosa dentre as tantas que freqüentam o site pôs no Youtube. Vejam como os tios estão descontraídos e o Blackmore não pára de sorrir:


domingo, 12 de janeiro de 2003

Pré-história da internet


Image originally from The Highway Star - www.thehighwaystar.com


Esse é Roger Glover, baixista do Deep Purple. Na foto, tirada pelo alemão Didi Zil em 1984, ele usa um dos primeiros mecanismos de envio de emails. Ele conta a história ao The Highway Star, que publicou a foto:

"Minha mais antiga memória de 'correio eletrônico' é da turnê de Perfect Strangers [NM: o disco que marcou a reunião da fase clássica do Purple depois de 11 anos] na Austrália, em 1984. Todos nós compramos aparelhos Radio Shack modelo 100, o único computador que podia mandar emails na época. O modem era um enorme troço de borracha que se enrolava fisicamente no bocal do telefone, lembrando algo como um filme de ficção científica tipo pesadelo alienígena.

Lembro de ter entendido que quando eu mandava uma mensagem do meu quarto de hotel em Sydney, ela subia para um satélite, dava a volta no mundo e caía em Washington, nos EUA, onde um computador gigante a redirecionava de volta para o satélite e para baixo de novo, segundos depois, para o quarto de Jon Lord, na porta ao lado. Achávamos um barato. Brinquedo de guri, sabe como é!"

domingo, 19 de maio de 2002

Os homens e a rádio

Esta nota já foi postada há alguns dias, mas adicionei algumas coisas interessantes aqui.

I'm a Haaaaaaaaaard loving man... aaaaaaaaaaaaaaaaahh!Eu sempre achei interessante o apoio que a BBC deu ao Deep Purple até o lançamento de In Rock --com sessões frequentes em seus estúdios lá por 1969 e 1970. Mas nunca entendi por que isso não continuou no mesmo ritmo a partir de 1971. Claro, houve grandes apresentações ao vivo, como as que saíram em In Concert (de 1970 e 1972) e o Live in London (de 1974). Mas nunca mais, depois do final de 1970, o Deep Purple voltou a gravar versões inéditas para a BBC.

Levantei a questão no fórum do Deep Purple, numa discussão sobre faixas piratas que o Deep Purple gravou na BBC (que saíram nos boots BBC Stew e eu tenho em MP3). Recebi uma resposta bastante consistente do Doug:

"Basicamente (e Nigel que me corrija se eu estiver errado), nos primeiros dias, era muitas vezes mais barato para a BBC convencer as bandas a regravar suas músicas exclusivamente para a BBC do que tocar constantemente as versões comercialmente lançadas, e por isso o Deep Purple e muitas outras bandas da época foram gravados diversas vezes. Entretanto, uma das razões pelas quais eu acredito que o Deep Purple perdeu popularidade na BBC foi uma briga deles com o DJ John Peel, que sentiu que a Mark 2 havia se vendido depois de ter um single de sucesso. :)"

Doug informa que a maioria dessas gravações deve sair uma caixa que a EMI vai lançar (e na edição da qual o Simon Robinson constantemente avisa que está trabalhando).

Black Sabbath que se cuide!Em 1984, o Deep Purple deu uma série de entrevistas a Tommy Vance, um dos mais antigos apresentadores de programas sobre rock no rádio mundial. Hoje, a rádio até tem um perfil do grupo em seu site e reapresenta velhos shows... mas a última entrevista que eles fizeram com o Gillan foi particularmente sofrível. Entende-se: o Deep Purple não é mais um promissor grupo de jovens músicos que vão levar ao mundo a glória da evolução cultural do império britânico. Até um americano eles andaram convidando para tocar cavaquinho! Mas sabe como é fã: sempre quer mais.

As gravações feitas exclusivamente para a BBC durante a primeira formação do Deep Purple saíram nos remasters dos três primeiros discos. As da Mark 2, que eu tenho em MP3, são:

- Ricochet ou Kneel and Pray (11.aug.1969) - primeira versão de Speed King, com letra diferente
- The Bird has Flown (11.aug.1969)
- Child in Time (29.aug.1969)
- John Stew (31.oct.1969)
- Speed King (31.oct.1969) - ainda tem algo de Kneel and Pray
- Bloodsucker (21.apr.1970)
- Hard Loving Man (21.apr.1970)
- Living Wreck (não sei a data, 1970)
- Black Night (9.sep.1970)
- Into the Fire (23.sep.1970)
- Grabsplatter (23.sep.1970)

segunda-feira, 25 de março de 2002

Elemental, meu caro Glover

Conhecem essa raridade aqui do lado?

Como percebem, é um trabalho solo do Roger Glover. O CD foi lançado em 1993, coletando dois discos solo do baixista do Deep Purple: "Elements" (1978) e "The Mask" (1984). Só saiu lá fora, está fora de catálogo e eu consegui comprar em uma loja de raridades aqui em Porto Alegre, onde eu comprava meus vinis há dez anos. Tinham que ver a festa que o cara fez quando me reconheceu.

Musicalmente, o CD é um colosso, especialmente na parte de Elements. The Mask é legal, mas é mais pop. Tem uma musiquinha que acho que ou foi hit de FM em 1984 ou esteve em filme de sessão da tarde e tela quente do final dos anos 80 (a faixa-título, de letra quase genivalacerdesca e refrão pegajoso: "Take it off/Take off the mask...").

The Mask virou uma sombra. Logo depois de seu lançamento o Deep Purple voltou, lançando Perfect Strangers...

Apesar de ser um ótimo produtor, Glover nunca teve nem sucesso relativo na carreira solo (como o que o Gillan teve). O que me faz perguntar: será que o Lord vai obter sucesso em sua promissora carreira de compositor clássico moderno? Talento ele tem.

Mais dados sobre o CD no The Highway Star.