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domingo, 29 de abril de 2012
Glover em Veneza
Roger Glover andou tocando na Itália neste final de semana, com o guitarrista Tolo Marton. Foi em Veneza, num clima super descontraído. Ele até tocou coisas solo, inéditas ao vivo.
Veja estes vídeos. Os primeiros são do Hard Rock Café, na noite de 27/4. Os outros são do Teatro Corso Mestre, na noite de 28/4.
Lazy (Purple):
Stone Free (Hendrix):
When Life Gets to the Bone (minha favorita do "If Life Was Easy", seu último disco solo):
Highway Star (Purple):
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Contrataram o produtor de "The Wall", do Pink Floyd????
A DPAS catou de passagem numa entrevista do Steve Morse a informação de que o Deep Purple teria contratado Bob Ezrin como produtor do novo disco.
Simon Robinson diz que isso é um indicativo de que a banda está levando muito a sério o trabalho, porque Ezrin já produziu discos de Pink Floyd, Kiss e outros comercialmente bem-sucedidos. Mas quais? No artigo sobre Ezrin na Wikipedia constam vários que eu não sei avaliar, todos os grandes discos do Alice Cooper, três de uma boa fase do Kiss, aquele do Aerosmith em que eles gravaram "Train Kept A-Rollin" e... "The Wall", do Pink Floyd.
Os grandes discos do Deep Purple nos anos 70, incluindo "Machine Head", foram produzidos por Martin Birch, mas ele não está mais com a banda há algum tempo.
De "Perfect Strangers" até "Abandon", quem produziu foi Roger Glover, vindo de uma experiência produzindo outras bandas. Nada a reparar - ele é um bom produtor. Mas, quando Michael Bradford assumiu a produção de "Bananas" e "Rapture of the Deep", o baixo de Glover apareceu bem mais. Acho que é pela modéstia do Glover.
Quando Bradford foi anunciado, eu fiquei com o pé atrás. Dá pra ver aqui nos arquivos do blog. Poxa, ele estava gravando com o Charlie Brown Jr. Mas aí o cara é tão gente boa, respondendo e-mails inclusive durante os trabalhos de mixagem, e o "Bananas" ficou tão legal, que achei fabuloso. Gostei da ideia de trazerem um produtor de fora.
Os remasters também se beneficiaram de um produtor externo. "Stormbringer" e "Come Taste the Band" tiveram o dedo de Kevin Shirley, que produz os discos do Black Country Communion. Soam que é uma maravilha.
Então, se for Ezrin mesmo, que seja muito bem-vindo.
Mal posso esperar pelo novo disco. Eu já não podia antes, agora posso ainda menos.
segunda-feira, 26 de março de 2012
Opa, por acaso estava por aqui, posso dar uma canja?
Sexta-feira, a banda-tributo suíça Purpendicular teve uma surpresa.
Estava marcado que Ian Paice ia tocar com eles. Marcado e anunciado. Mas eles acabaram tendo, ao invés de um quinto, DOIS quintos da banda no palco: Roger Glover subiu pra ajudar. Sabe como é: ele mora na Suíça, calhou de estar em férias, por acaso estava por perto e foi prestigiar o colega e quem prestigiava seu trabalho.
Achei dois vídeos, ambos só com o Paice:
A banda já havia tocado antes com Paice. Dos ex-membros do Deep Purple, Joe Lynn Turner já esteve com eles, e o baterista da banda tocou com Jon Lord.
É nessas horas que meu amigo Abdalla Kilsam (vocalista dos mais competentes tributos ao Deep Purple que já vi no Brasil) deve ter um dó imenso de ser brasileiro.
Estava marcado que Ian Paice ia tocar com eles. Marcado e anunciado. Mas eles acabaram tendo, ao invés de um quinto, DOIS quintos da banda no palco: Roger Glover subiu pra ajudar. Sabe como é: ele mora na Suíça, calhou de estar em férias, por acaso estava por perto e foi prestigiar o colega e quem prestigiava seu trabalho.
Achei dois vídeos, ambos só com o Paice:
A banda já havia tocado antes com Paice. Dos ex-membros do Deep Purple, Joe Lynn Turner já esteve com eles, e o baterista da banda tocou com Jon Lord.
É nessas horas que meu amigo Abdalla Kilsam (vocalista dos mais competentes tributos ao Deep Purple que já vi no Brasil) deve ter um dó imenso de ser brasileiro.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Glover brinca: novo disco é "boato cruel"
Os mestres estão cansando de responder a perguntas sobre quando sai o próximo disco do Deep Purple.
O repórter do jornal Times Colonist, do Canadá, perguntou a Roger Glover quando ia sair o novo disco. Glover "disse brincando que isso era um 'boato cruel'", escreveu o repórter. No começo de novembro, Glover escreveu em seu site que a banda começaria a gravar o disco no começo de 2012.
"Não posso contar como vai ser, porque eu não sei", ele disse. "Trabalhamos de um jeito que seria assustador para outras pessoas. Fazemos as coisas no nosso tempo. Não adianta forçar."
Ian Gillan outro dia deu uma entrevista negando que o material produzido durante uma sessão de composição na Espanha, no ano passado, já seja algo pronto para o novo disco. Segundo ele, não tem nada pronto - ao contrário do que o Steve Morse disse, de que só faltavam as letras.
Mas é verdade o que o Glover diz: o Deep Purple só produz um disco quando para tudo o que está fazendo para fazer. Enquanto isso, esperemos.
Nesta madrugada, a banda colocou em seu site várias datas de shows que farão na Rússia em outubro. A turnê canadense termina na semana que vem. Dali para a frente, eles estão oficialmente em férias até os shows russos, a menos que novas apresentações sejam marcadas.
Leia tudo o que o Purpendicular já publicou sobre o próximo disco do Deep Purple neste link.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Oh, Aranea, you're so divine
Nasceu a segunda neta de Roger Glover, segunda filha da cantora Gillian Glover. Chama-se Aranea, segundo o orgulhoso vovô. O nome tem tantas implicações musicais e familiares que é impossível não escrever um post a respeito.
"Aranea" é uma faixa do disco Butterfly Ball, composto por Glover depois de sua saída do Deep Purple. O disco é um musical em torno de um popular livro infantil inglês, com ilustrações clássicas. Glover escreveu uma música para cada personagem e chamou seus amigos para gravar. Ronnie James Dio pôs a voz na faixa mais conhecida, "Love is All", e na arrepiante "Sitting in a Dream". David Coverdale cantou "Behind the Smile". Glenn Hughes soltou os pulmões em "Get Ready". Jon Lord fez os teclados, junto com Tony Ashton.
Quando foram apresentar a obra ao vivo, no Royal Albert Hall, isso virou uma grande celebração da família Deep Purple. Em nenhum outro show da banda você veria Glover tocando baixo ao lado de David Coverdale, por exemplo. E foi nessa apresentação que Ian Gillan saiu da toca depois de dois anos, cantando "Sitting in a Dream". Dio não pôde participar do show porque o chefe dele era um tal de Ritchie Blackmore. E a apresentação de Hughes foi como que um teste depois de um surto químico, pra ver se ele ainda conseguia se apresentar antes da turnê mundial da Mk4. Que, aliás, seria a última da primeira grande era do Purple.
Uma das faixas, "Aranea", foi composta especialmente para Judi Kuhl - então mulher de Glover. Ao cantar no Royal Albert Hall, ela exibia uma barriguinha grávida. Dentro dela estava Gillian Glover, a orgulhosa mãe de Aranea. Com uma cajadada só, Gillian ao escolher o nome da filha homenageou seu pai, sua mãe e a primeira vez em que pisou no palco. Veja aqui embaixo:
O fim desse show acabou virando uma emocionante festa da família do Deep Purple:
"Aranea" é uma faixa do disco Butterfly Ball, composto por Glover depois de sua saída do Deep Purple. O disco é um musical em torno de um popular livro infantil inglês, com ilustrações clássicas. Glover escreveu uma música para cada personagem e chamou seus amigos para gravar. Ronnie James Dio pôs a voz na faixa mais conhecida, "Love is All", e na arrepiante "Sitting in a Dream". David Coverdale cantou "Behind the Smile". Glenn Hughes soltou os pulmões em "Get Ready". Jon Lord fez os teclados, junto com Tony Ashton.
Quando foram apresentar a obra ao vivo, no Royal Albert Hall, isso virou uma grande celebração da família Deep Purple. Em nenhum outro show da banda você veria Glover tocando baixo ao lado de David Coverdale, por exemplo. E foi nessa apresentação que Ian Gillan saiu da toca depois de dois anos, cantando "Sitting in a Dream". Dio não pôde participar do show porque o chefe dele era um tal de Ritchie Blackmore. E a apresentação de Hughes foi como que um teste depois de um surto químico, pra ver se ele ainda conseguia se apresentar antes da turnê mundial da Mk4. Que, aliás, seria a última da primeira grande era do Purple.
Uma das faixas, "Aranea", foi composta especialmente para Judi Kuhl - então mulher de Glover. Ao cantar no Royal Albert Hall, ela exibia uma barriguinha grávida. Dentro dela estava Gillian Glover, a orgulhosa mãe de Aranea. Com uma cajadada só, Gillian ao escolher o nome da filha homenageou seu pai, sua mãe e a primeira vez em que pisou no palco. Veja aqui embaixo:
O fim desse show acabou virando uma emocionante festa da família do Deep Purple:
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Aniversário no palco
Roger Glover fez aniversário anteontem, no meio de um show na Alemanha. Com direito a orquestra tocando parabéns.
Já mandei os parabéns no blog dele, onde ele anuncia que será avô pela segunda vez. Gillian Glover, sua filha cantora, teve o primeiro filho em 2009 e já encomendou o segundo. No dia do aniversário, chegou meu exemplar do novo CD do Glover. Vou resenhar depois.
Em 1984, num dos primeiros shows da reunião do Deep Purple, também houve aniversário do mestre. Gillan pegou o microfone e anunciou - avisando que Rog pagaria drinques pra todo mundo depois do show. O @brunoalsantos lembrou de um pirata do Rainbow, de 1979, chamado "Perfect Roger's Birthday Party"
Outras comemorações no palco:
* 29 de junho de 1973. Último show de Gillan e Glover antes de deixarem o Deep Purple. Também era aniversário de Ian Paice. No meio de Space Truckin', Jon Lord deu um jeito de tocar o parabéns. Quem não sabia a data ficou achando que era algo como o Blackmore tocando Jingle Bells no meio de Wring that Neck em qualquer época do ano.
* 17 de dezembro de 1997. Pouco antes de começar o show do Deep Purple na House of Blues de Chicago, Ian Gillan pega o microfone e anuncia que tinha um momento muito especial: o casamento de Steve Morse. Entra um padre no palco e casa o Steve com Jackelyn. Detalhe fabuloso: Jon Lord toca a marcha nupcial. Só caso de papel passado nessa situação.
Já mandei os parabéns no blog dele, onde ele anuncia que será avô pela segunda vez. Gillian Glover, sua filha cantora, teve o primeiro filho em 2009 e já encomendou o segundo. No dia do aniversário, chegou meu exemplar do novo CD do Glover. Vou resenhar depois.
Em 1984, num dos primeiros shows da reunião do Deep Purple, também houve aniversário do mestre. Gillan pegou o microfone e anunciou - avisando que Rog pagaria drinques pra todo mundo depois do show. O @brunoalsantos lembrou de um pirata do Rainbow, de 1979, chamado "Perfect Roger's Birthday Party"
Outras comemorações no palco:
* 29 de junho de 1973. Último show de Gillan e Glover antes de deixarem o Deep Purple. Também era aniversário de Ian Paice. No meio de Space Truckin', Jon Lord deu um jeito de tocar o parabéns. Quem não sabia a data ficou achando que era algo como o Blackmore tocando Jingle Bells no meio de Wring that Neck em qualquer época do ano.
* 17 de dezembro de 1997. Pouco antes de começar o show do Deep Purple na House of Blues de Chicago, Ian Gillan pega o microfone e anuncia que tinha um momento muito especial: o casamento de Steve Morse. Entra um padre no palco e casa o Steve com Jackelyn. Detalhe fabuloso: Jon Lord toca a marcha nupcial. Só caso de papel passado nessa situação.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Roger Glover: "devemos começar a gravar o novo disco no começo do ano"
Em mensagem aos fãs em seu site, o aniversariante de hoje - ninguém menos que mestre Roger Glover - coloca mais um capítulo na novela do próximo disco do Purple. Segundo ele, houve uma conversa produtiva ao final da turnê sul-americana.
"O IG e eu fomos juntos para Frankfurt, via Caracas, e tivemos tempo de conversar sobre o próximo álbum. Foi uma conversa produtiva, e apesar de todas as coisas negativas que andam dizendo na internet, estamos entusiasmados e definitivamente trabalharemos sobre o projeto no começo do ano novo. Li em algum lugar que todas as faixas estavam finalizadas, faltando apenas o vocal. Não é verdade. Da sessão de composição no começo deste ano no estúdio El Cortijo, na Espanha (que não é do Ian Paice, como creio que alguns acreditam), temos uma dúzia de jams e ideias inacabadas para músicas - são diamantes brutos que ainda precisam ser polidos. E é isso."A banda já tem shows marcados para fevereiro, no Canadá, e para novembro e dezembro de 2012, em vários países da Europa. Considerando que quando eles turneiam não gravam e quando gravam não turneiam, pode ser que a gravação role em janeiro. Considerando o tempo de produção, mixagem e lançamento, é possível que se o disco for gravado por janeiro saia lá por agosto ou setembro. Foi o que houve com o Bananas, por exemplo.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Pra quem duvidou na outra entrevista...
...Roger Glover confirmou ao Boston Herald que a banda concordou em gravar um disco novo:
We had a writing session in March. We did manage to get together and agree to do an album. People were saying the business has changed, people don’t buy albums anymore. I’m not of that belief. We’re an album band. We were born and should die that way. An album is almost like a school report of a particular era, a great tradition.Mas o Steve Morse deu outra entrevista e pelo jeito parece que não vai rolar de eles testarem as músicas novas no palco.
“We used to do that. You Tube has derailed that concept. The first time you do a new song, it’s immediately pushed out on You Tube.”Aconteceu na pré-turnê de Bananas, em 2002. Duas músicas foram testadas ao vivo: "Up the Wall", que depois virou "I've Got Your Number", e "Long Time Gone", que não foi pro disco. Esta foi gravada no Festival de Jazz de Montreux em 2000:
sábado, 4 de junho de 2011
Tietando no palco
Nick Fyffe, ex-baixista do Jamiroquai, passou três semanas cobrindo a licença-paternidade do Glover. Em seu blog, Fyffe agradeceu a oportunidade e postou fotos de fazer qualquer fã babar.
Primeiro, ele com a banda:

Depois, seu instrumento todo autografado com agradecimentos dos mestres:

Gillan escreveu: "Grande cara você é. Valeu, parceiro."
Paice: "Prova de fogo!"
Morse: "Nick - ótimo trabalho! Te vejo no palco, na boa e velha Inglaterra"
Airey: "Nick - u rock!"
Primeiro, ele com a banda:
Depois, seu instrumento todo autografado com agradecimentos dos mestres:

Gillan escreveu: "Grande cara você é. Valeu, parceiro."
Paice: "Prova de fogo!"
Morse: "Nick - ótimo trabalho! Te vejo no palco, na boa e velha Inglaterra"
Airey: "Nick - u rock!"
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Se a vida fosse fácil
Roger Glover lança em 11 de julho seu novo disco solo, "If Life Was Easy". Ele tem o carimbo "with Guilty Party", indicando que é mais ou menos a mesma banda que gravou seu disco anterior, "Snapshot", de 2002. Isso inclui sua filha, a excelente vocalista Gillian Glover. EDITADO: Glover já trouxe mais detalhes do disco, mas não tive tempo de trazer. Don Airey, o tecladista do Deep Purple, é outro dos convidados para o disco. Segundo o baixista, as canções refletem tudo o que ele passou nos últimos cinco anos: separação, novo casamento, virar pai coroa, virar avô ao mesmo tempo, mudar de pais (hoje ele mora na Suíça). Esta é a lista das faixas e seus respectivos músicos:
DON’T LOOK NOW [EVERYTHING HAS CHANGED] (Roger Glover/Randall Bramblett)
Randall Bramblett – vocals, keyboards, saxophone
Gillian Glover – vocals
Roger Glover – bass, baglama, guitar, piano
Joe Bonadio – drums, percussion
Oz Noy – guitars
Harvey Jones – synthesizers
BOX OF TRICKS (Roger Glover)
Roger Glover – Vocals, bass, guitar, programming
Eliot Denenberg – drums, guitar atmosphere
MOONLIGHT (Roger Glover)
Gillian Glover – vocals
Roger Glover – Godin fretless bass
Randall Bramblett – keyboards
Joe Bonadio – drums, percussion
Oz Noy – guitars
Joe Mennonna – horns, horn arrangement
THE CAR WON‘T START (Roger Glover)
Roger Glover – vocals, guitar, harmonica, Godin fretless bass, keyboards, percussion, programming.
Nicky Moroch – guitar
THE DREAM I HAD (Roger Glover)
Dan McCafferty and Pete Agnew – vocals
Roger Glover – guitar, bass, percussion
Joe Bonadio – drums, percussion
Oz Noy – slide, guitar
STAND TOGETHER (Roger Glover/Randall Bramblett)
Randall Bramblett – vocals, keyboards
Gillian Glover – vocals
Roger Glover – bass, keyboards, programming
Don Airey – pianet
Joe Bonadio – drums, percussion
Oz Noy – guitars
IF LIFE WAS EASY (Roger Glover)
Roger Glover – vocals, Spanish and electric guitars, Godin fretless bass, percussion
WELCOME TO THE MOON (Roger Glover)
Roger Glover – vocals, bass, guitar, keyboards, percussion, programming
SET YOUR IMAGINATION FREE (Roger Glover/Gillian Glover)
Gillian Glover – vocals
Roger Glover – bass, guitar, strings
Randall Bramblett – keyboards
Joe Bonadio – drums, percussion
Oz Noy – sitar guitars
WHEN LIFE GETS TO THE BONE (Roger Glover)
Roger Glover – vocals, guitar, bass, percussion
WHEN THE DAY IS DONE (Roger Glover)
Walther Galley – vocals
Roger Glover – guitar, keyboards, percussion, programming
Sim Jones – strings, string arrangement
STARING INTO SPACE (Roger Glover)
Roger Glover – vocals, bass, guitar, synthesizer, percussion, programming
GET AWAY (CAN’T LET YOU) (Roger Glover /Gillian Glover)
Gillian Glover – vocals
Randall Bramblett – piano
Roger Glover – bass
Joe Bonadio – drums, percussion, electric drill
Oz Noy – guitar
Nicky Moroch - guitar
Joe Mennonna – horns, horn arrangement
THE GHOST OF YOUR SMILE (Roger Glover)
Mickey Lee Soule – vocals
Randall Bramblett – keyboards
Roger Glover – Godin fretless bass, keyboards, percussion
Oz Noy - acoustic guitar
Joe Bonadio – drums, percussion
Nicky Moroch – lead guitar
CRUEL WORLD (Roger Glover)
Roger Glover – vocals, bass, acoustic and ‘Tin–Tone’ guitars, percussion, programming
Randall Bramblett – keyboards
Joe Bonadio – drums, percussion
Oz Noy – sitar guitar
FEEL LIKE A KING (Roger Glover)
Sahaj Ticotin – vocals
Roger Glover – vocals, lead and rhythm guitars, bass, programming
Joe Bonadio – drums, percussion
Nicky Moroch – guitar
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solo
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Glover: o novo disco está só composto, não gravado
Mestre Glover, em plena licença-paternidade, deu uma entrevista ao Vancouver Sun sobre a turnê com a orquestra que começa neste final de semana.
Na entrevista, ele deu mais detalhes sobre o disco, que aparentemente só está composto:
Fazer o disco, porém, não foi consenso. Ian Gillan algumas vezes disse que não precisava. E o que realmente dá dinheiro é fazer turnês - coisa que eles não páram de fazer. Glover foi questionado sobre a maior demora da história do Deep Purple em lançar algo novo. Já faz quase seis anos que saiu o Rapture of the Deep, enfim. Resposta do Glover:
Na entrevista, ele deu mais detalhes sobre o disco, que aparentemente só está composto:
"Estamos trabalhando num novo álbum. Já tivemos uma sessão de composição; ficamos uns nove dias na Espanha e tiramos um monte de ideias boas nas quais trabalharemos mais tarde neste ano, e depois viremos, presumivelmente, com um álbum matador."Aqui faz sentido a declaração do Steve Morse de que as músicas novas podem estrear já na nova turnê, mesmo sem o disco. Segundo o site oficial da banda, o disco deve sair só em 2012, e eu estava estranhando o fato de que já diziam estar gravado.
Fazer o disco, porém, não foi consenso. Ian Gillan algumas vezes disse que não precisava. E o que realmente dá dinheiro é fazer turnês - coisa que eles não páram de fazer. Glover foi questionado sobre a maior demora da história do Deep Purple em lançar algo novo. Já faz quase seis anos que saiu o Rapture of the Deep, enfim. Resposta do Glover:
"Já houve discordâncias na banda sobre se devíamos fazer um novo disco. Isso realmente não dá mais dinheiro. Minha opinião é que somos uma banda de álbuns e devemos fazê-los mesmo perdendo dinheiro, porque isso é o que fazemos. Talvez eu seja tradicionalista, mas acredito que devemos continuar como somos. Podemos progredir com nossa música, mas a forma como a fazemos deve ser como sempre a fizemos. Não há nada de errado nisso. Um disco é como capturar um momento no tempo. E, numa banda com uma história como a nossa, esses momentos dizem muito."Leia tudo o que já saiu aqui sobre os vaivéns do novo disco do Deep Purple neste link.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
A nova filha do Glover
Roger Glover esteve ausente dos últimos shows do Deep Purple por um motivo muito especial: sua terceira filha, Melody, nasceu dia 19 de maio. Enquanto ele está de licença-paternidade, o ex-Jamiroquai Nick Fyffe faz os shows. Em seu site, Glover pede desculpas pela ausência e mostra a foto da sua nova filha, Melody.
"Até onde eu lembre, esta é só a segunda vez em que isto me acontece em quarenta e sete anos como músico profissional. A primeira foi em 1965, quando meu apêndice explodiu quando o Episode Six tocava direto em Frankfurt."
Em 2009, quando conversamos no backstage do show do Purple em São Paulo, mestre Glover estava faceiro porque estava prestes a ser pai pela segunda vez e avô pela primeira, mais ou menos na mesma época. Parece que ele curtiu a farra, e sua terceira filha veio logo após a segunda. A primeira, claro, é a Gillian Glover, excelente cantora, que deve ter uns 35 anos.
"Até onde eu lembre, esta é só a segunda vez em que isto me acontece em quarenta e sete anos como músico profissional. A primeira foi em 1965, quando meu apêndice explodiu quando o Episode Six tocava direto em Frankfurt."
Em 2009, quando conversamos no backstage do show do Purple em São Paulo, mestre Glover estava faceiro porque estava prestes a ser pai pela segunda vez e avô pela primeira, mais ou menos na mesma época. Parece que ele curtiu a farra, e sua terceira filha veio logo após a segunda. A primeira, claro, é a Gillian Glover, excelente cantora, que deve ter uns 35 anos.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Quatro minutos em estado de graça
Eu vibrava como torcedor que assiste seu time fazer uma goleada.
Isso foi há dez minutos, quando descobri o vídeo que segue logo abaixo. Precisei correr pro computador, pra escrever este post, tamanha foi a satisfação.
O vídeo é de 18 de junho de 1985. Foi gravado em Malmö, na Suécia - a cidade dos meus tataravós, onde mora o Svante Axbacke. Tanto eu quanto o Svante éramos crianças na época, e acho que o Svante sequer morava lá. Adoraria acreditar que algum primo distante estivesse na primeira fila.
A Mk2 fazia sua primeira turnê mundial depois do retorno do Deep Purple. Era o último show da perna sueca da turnê antes do famoso festival de Knebworth. O Deep Purple tocava Smoke on the Water ao vivo pela 409ª vez (sim, eu contei), e pela 69ª vez o Gillan puxava o coro da plateia de "Smoooke on the Waaaater, fire in the sky".
Gillan brinca com a plateia. A banda se prepara para voltar a tocar. Nisso, Blackmore olha para Glover. Dá uma levantadinha na guitarra, como quem pergunta: "quer trocar?" Glover topa - ia contrariar, por acaso? Eles trocam. Blackmore vai para o lado esquerdo do palco, ao lado do teclado. Glover vai para o lado direito, no cantinho do Blackmore.
Seguem-se quatro minutos com o Deep Purple em pleno estado de graça. ESSE é o MEU Deep Purple, amigos. É nessas horas que eu não sei por que ouço tão pouco a Mk2 pós 1984.
(Agradeço ao @brunoalsantos por ter me apontado outra performance da Mk2a hoje. Sem isso eu não teria chegado a esse vídeo.)
Isso foi há dez minutos, quando descobri o vídeo que segue logo abaixo. Precisei correr pro computador, pra escrever este post, tamanha foi a satisfação.
O vídeo é de 18 de junho de 1985. Foi gravado em Malmö, na Suécia - a cidade dos meus tataravós, onde mora o Svante Axbacke. Tanto eu quanto o Svante éramos crianças na época, e acho que o Svante sequer morava lá. Adoraria acreditar que algum primo distante estivesse na primeira fila.
A Mk2 fazia sua primeira turnê mundial depois do retorno do Deep Purple. Era o último show da perna sueca da turnê antes do famoso festival de Knebworth. O Deep Purple tocava Smoke on the Water ao vivo pela 409ª vez (sim, eu contei), e pela 69ª vez o Gillan puxava o coro da plateia de "Smoooke on the Waaaater, fire in the sky".
Gillan brinca com a plateia. A banda se prepara para voltar a tocar. Nisso, Blackmore olha para Glover. Dá uma levantadinha na guitarra, como quem pergunta: "quer trocar?" Glover topa - ia contrariar, por acaso? Eles trocam. Blackmore vai para o lado esquerdo do palco, ao lado do teclado. Glover vai para o lado direito, no cantinho do Blackmore.
Seguem-se quatro minutos com o Deep Purple em pleno estado de graça. ESSE é o MEU Deep Purple, amigos. É nessas horas que eu não sei por que ouço tão pouco a Mk2 pós 1984.
(Agradeço ao @brunoalsantos por ter me apontado outra performance da Mk2a hoje. Sem isso eu não teria chegado a esse vídeo.)
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sábado, 21 de maio de 2011
Ex-Jamiroquai cobre licença de Glover
Mestre Roger Glover tirou um tempinho pra cuidar de assuntos familiares. Não foram informados quais, mas a gente sabe que ele tem filha e neto pequenos. Isso pode demandar bastante o tempo de um homem. Assim, é a primeira vez desde a volta da banda em 1984 que alguém diferente do velho Roger cuida da baixaria do Purple.
Quem anda tocando no lugar dele, durante a licença, é Nick Fyffe, do Jamiroquai. É o sujeito mais jovem que já tocou regularmente com o Deep Purple: nasceu em 1972, ano do lançamento do Machine Head.
Ele sempre toca no show beneficiente promovido anualmente pelas patroas de Paice e Lord, a Sunflower Jam. O The Highway Star diz: "Roger está vivo e bem, e voltará quando as circunstâncias permitirem".
Um vídeo de fã mostra Fyffe tocando Highway Star no Chipre. Ouve-se mais a guitarra que o baixo, mas fora isso o som está bem bom:
sábado, 16 de abril de 2011
Quando sai o novo disco do Deep Purple? Talvez 2012
Hoje estreou a nova cara do site oficial do Deep Purple voltado à imprensa e promotores de shows.
Ele é todo embalado com a arte da turnê "The Songs That Built Rock", em que eles farão vários shows com orquestra nos EUA e na Europa. No texto de apresentação da turnê, há um resumo de tudo o que a banda vem fazendo. E diz o seguinte:
Ou seja: a confiar no site oficial, e não tenho motivos para não confiar, o novo disco sai só no ano que vem. O que faz sentido, se neste ano eles estão investindo pesado numa turnê que celebra a influência do Deep Purple na história do rock. Nada impede que essa turnê vá para outros lugares também, como Ásia e América do Sul, onde o Deep Purple tem muitos fãs. Vale a pena segurar o lançamento. Até porque hoje a grana no negócio da música está mais nos shows do que nos discos, embora os lançamentos arejem o repertório.
Ocorre, porém, que aparentemente eles JÁ começaram a trabalhar em 17 músicas para um disco novo. Ao menos 9 teriam sido gravadas em março num estúdio particular que o Ian Paice tem na Espanha. O baterista, que seria o produtor do novo disco ao lado do Roger Glover, teria confirmado e dito que o disco novo vai ser mais pesado que "Rapture of the Deep".
Em fevereiro, na Cidade do México, Ian Gillan disse que "já estava na hora" de ter um disco novo.
Quando sai o novo disco?
Uma coisa não exclui a outra. Eles podem gravar agora pra ter tempo de melhorar o material até lançar. Já passamos por isso antes, quando depois do Abandon eles levaram cinco anos pra lançar o Bananas. Algumas músicas foram testadas no palco, uma foi melhorada no meio do caminho ("I've Got Your Number") e outra foi descartada ("Long Time Gone").
Eu queria o mais rápido possível, mas entendo o lado deles. Pessoalmente espero que saia o mais rápido possível mas conto com 2012. Até lá, teremos possivelmente novo discos solo do Roger Glover e do Ian Gillan, pra segurar o apetite.
Ele é todo embalado com a arte da turnê "The Songs That Built Rock", em que eles farão vários shows com orquestra nos EUA e na Europa. No texto de apresentação da turnê, há um resumo de tudo o que a banda vem fazendo. E diz o seguinte:
The band is planning a new album for 2012. Their last studio album was Rapture of the Deep in 2005.
Ou seja: a confiar no site oficial, e não tenho motivos para não confiar, o novo disco sai só no ano que vem. O que faz sentido, se neste ano eles estão investindo pesado numa turnê que celebra a influência do Deep Purple na história do rock. Nada impede que essa turnê vá para outros lugares também, como Ásia e América do Sul, onde o Deep Purple tem muitos fãs. Vale a pena segurar o lançamento. Até porque hoje a grana no negócio da música está mais nos shows do que nos discos, embora os lançamentos arejem o repertório.
Ocorre, porém, que aparentemente eles JÁ começaram a trabalhar em 17 músicas para um disco novo. Ao menos 9 teriam sido gravadas em março num estúdio particular que o Ian Paice tem na Espanha. O baterista, que seria o produtor do novo disco ao lado do Roger Glover, teria confirmado e dito que o disco novo vai ser mais pesado que "Rapture of the Deep".
Em fevereiro, na Cidade do México, Ian Gillan disse que "já estava na hora" de ter um disco novo.
"So we're gonna get together and have a writing session quite soon. And if we get excited, then we'll probably have another [album finished and ready for release] shortly after that. We'll see how it goes. But there's no plans. But I think we're getting poked by various connections who would like to see another DEEP PURPLE record. So I think it's about time."
Quando sai o novo disco?
Uma coisa não exclui a outra. Eles podem gravar agora pra ter tempo de melhorar o material até lançar. Já passamos por isso antes, quando depois do Abandon eles levaram cinco anos pra lançar o Bananas. Algumas músicas foram testadas no palco, uma foi melhorada no meio do caminho ("I've Got Your Number") e outra foi descartada ("Long Time Gone").
Eu queria o mais rápido possível, mas entendo o lado deles. Pessoalmente espero que saia o mais rápido possível mas conto com 2012. Até lá, teremos possivelmente novo discos solo do Roger Glover e do Ian Gillan, pra segurar o apetite.
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Songs that Built Rock
sábado, 17 de janeiro de 2009
A máscara
Em 1984, entre a reunião do Deep Purple para gravar seu 11o álbum de estúdio (abril) e o início da turnê de Perfect Strangers (novembro), tendo já saído do Rainbow, Roger Glover lançou um disco chamado "The Mask". Era seu terceiro disco solo, seguindo "Butterfly Ball" (1975) e "Elements" (1978). Foi gravado ainda no segundo semestre de 1983, quando ele estava no Rainbow.
"The Mask" é um disco interessante. Tem sintetizadores bem datados. Lembra um tanto o som dos 80, e em alguns pontos parece The Police. A faixa-título teve até clipe à la Sessão da Tarde, resgatado pelo produtor e divulgado no The Highway Star:
Cabe aqui lembrar que cada disco do Glover tem uma característica própria, e geralmente diferente do que ele faz em sua carreira principal: "Butterfly Ball" é uma ópera-rock com um quê de vaudeville - bela chance de juntar os amigos para um churrascão musical, dois anos depois de se aposentar do Purple; "Elements" é instrumental, soa um tanto new age - uma experimentação interessante para quem então passava o tempo inteiro produzindo discos até de ex-coelhinhas da Playboy; "The Mask" é pop-rock dos anos 80, numa vertente quase oposta ao que fazia o Rainbow; "Accidentally on Purpose" (com o Gillan), é pura diversão, um disco de reconciliação com o velho amigo; "Snapshot", já da fase do Purple com Airey, puxa para o bom e velho roquenrôu de instrumentagem simples e direta. Mal posso esperar pelo próximo.
"The Mask" é um disco interessante. Tem sintetizadores bem datados. Lembra um tanto o som dos 80, e em alguns pontos parece The Police. A faixa-título teve até clipe à la Sessão da Tarde, resgatado pelo produtor e divulgado no The Highway Star:
Cabe aqui lembrar que cada disco do Glover tem uma característica própria, e geralmente diferente do que ele faz em sua carreira principal: "Butterfly Ball" é uma ópera-rock com um quê de vaudeville - bela chance de juntar os amigos para um churrascão musical, dois anos depois de se aposentar do Purple; "Elements" é instrumental, soa um tanto new age - uma experimentação interessante para quem então passava o tempo inteiro produzindo discos até de ex-coelhinhas da Playboy; "The Mask" é pop-rock dos anos 80, numa vertente quase oposta ao que fazia o Rainbow; "Accidentally on Purpose" (com o Gillan), é pura diversão, um disco de reconciliação com o velho amigo; "Snapshot", já da fase do Purple com Airey, puxa para o bom e velho roquenrôu de instrumentagem simples e direta. Mal posso esperar pelo próximo.
domingo, 15 de junho de 2008
Revelado o motivo
Finalmente foi revelado, por vias tortas, o motivo pelo qual o Deep Purple cancelou o show que eles fariam em Manaus no dia 7.
Desde março, o Roger Glover estava de licença, cuidando de sua mãe no interior da Inglaterra. Ela sofria de câncer e morreu dia 10, aos 86 anos. O mestre escreveu um texto em homenagem a ela, onde agradece os colegas assim: "Tenho uma dívida profunda com meus colegas de banda por me permitirem esta licença."
O último show feito pelos mestres foi em 8 de março, em Caracas. O próximo está anunciado para 22 de julho, em Zaragoza. Eles têm quase dois meses sem nada marcado em setembro e outubro, e depois agenda cheia até 18 de novembro.
Eu não fazia idéia de que esse podia ser o motivo. Mas as mães deles estão velhinhas, e já dizia o Jorge Luis Borges que "morir es una costumbre que sabe tener la gente". Meus sinceros respeitos à memória de dona Brenda Glover, esta senhorinha simpática aqui embaixo.

Desde março, o Roger Glover estava de licença, cuidando de sua mãe no interior da Inglaterra. Ela sofria de câncer e morreu dia 10, aos 86 anos. O mestre escreveu um texto em homenagem a ela, onde agradece os colegas assim: "Tenho uma dívida profunda com meus colegas de banda por me permitirem esta licença."
O último show feito pelos mestres foi em 8 de março, em Caracas. O próximo está anunciado para 22 de julho, em Zaragoza. Eles têm quase dois meses sem nada marcado em setembro e outubro, e depois agenda cheia até 18 de novembro.
Eu não fazia idéia de que esse podia ser o motivo. Mas as mães deles estão velhinhas, e já dizia o Jorge Luis Borges que "morir es una costumbre que sabe tener la gente". Meus sinceros respeitos à memória de dona Brenda Glover, esta senhorinha simpática aqui embaixo.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Glover fala sobre o novo disco
Mestre Roger Glover deu uma entrevista ao G1. Segundo ele, o grupo só vai parar pra pensar num novo disco no final do ano. Alguns pontos:
- "O Deep Purple se tornou um grupo focado em turnês. Fazemos shows o tempo todo, e o grande motivo para isso é que os negócios mudaram muito. Com a queda na venda de CDs, que está praticamente acabada, o trabalho das bandas se foca em shows ao vivo. É a forma que elas encontraram para sobreviver. Nosso grupo se consolidou como o de uma grande apresentação ao vivo, e hoje podemos encontrar lugares para tocar com bastante público em qualquer lugar do mundo, o que nos mantém muito ativos.
Fazemos mais shows e turnês muito mais longas. Antes, fazíamos turnês de três a quatro meses para promover discos recém-lançados. Os shows eram agendados apenas na Europa, nos EUA e no Japão. Isso até 15 anos atrás, quando, mesmo na Europa, não conseguíamos tocar em lugares como a Espanha, por exemplo. Não havia infra-estrutura para grandes shows em nenhum outro lugar do mundo, o que também limitava as viagens. Hoje isso mudou, e podemos ir a qualquer lugar do mundo, à América do Sul, à África, à Europa Oriental, à Indonésia e até mesmo à China, lugares que se desenvolveram nos últimos 15 anos. Mudou a indústria, que requer mais shows para sustentar as bandas, e mudou a tecnologia, que permite que toquemos com som de qualidade em qualquer lugar do mundo, o que faz com que nos apresentemos mais vezes em todos os lugares onde há público."
"Por ser um grupo formado por músicos muito competentes, nem sequer ensaiamos mais. Decidimos o repertório nos camarins, pouco antes de entrar no palco. Soa como uma estratégia perigosa, mas sempre dá certo. Mesmo quando acabamos tocando as mesmas músicas, a atmosfera de cada show é completamente diferente, há solos diferentes. Isso é o que torna divertido. Se fosse o mesmo show, seria uma apresentação de cabaré do rock. Não somos um grupo de música de cabaré."
"Sou fã do Led Zeppelin, acho que eles são fabulosos e mudaram a forma como se faz música. Foi algo que o Purple ajudou, nos anos 1960 e 1970, um período mágico, revolucionário da música. Na época, havia uma grande profissionalização da música. Os grupos eram formados por músicos, as gravadoras tinham músicos em suas equipes. Hoje o mundo é outro. As gravadoras estão falidas, estão desaparecendo. Isso é em grande parte porque as empresas foram comandadas por advogados e contadores. Além disso a tecnologia se difundiu no mundo, fazendo com que proliferassem novas bandas, e que se tornasse fácil divulgar novas músicas. O que acontece é que o Purple sobreviveu a isso tudo, já estava na mente de todas as pessoas, um clássico, que se mantém atual. É algo que acontece também com o Zeppelin. Essas bandas fizeram algo mágico no passado e continuam queridas em todo o mundo, o que novos grupos não conseguem."
"Devemos voltar a pensar num novo álbum de estúdio no final do ano. É algo difícil de fazer atualmente, já que se vendem poucos discos. Perdemos dinheiro para gravar. Mas o foco é fazer shows, e pretendemos voltar ao Brasil muitas outras vezes. Não temos um limite, uma data de quando pretendemos parar de tocar. Não estou querendo me aposentar. Isto é a minha aposentadoria, na verdade. Meu último trabalho foi quando tinha 19 anos."
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terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Da bola de cristal da DPAS
Sente só o que pode vir em 2008, segundo a DPAS:
- A EMI deve lançar uma caixa de singles em vinil;
- O remaster de Stormbringer ficou para abril/maio;
- Já estão trabalhando no remaster de Come Taste the Band, mas eles preferem não prometer nada em termos de datas;
- O terceiro DVD de arquivos do Deep Purple pode ser finalizado neste ano. O primeiro foi o Machine Head Live. O segundo foi o de California Jam. O que será que vem aí? Rises Over Japan?
- A Purple Records deve lançar pela primeira vez em CD a gravação de estúdio do Gemini Suite, de Jon Lord, gravado sem o restante do Deep Purple e com letra diferente da versão ao vivo com a banda.
- É possível também que a Purple Records lance o show do Deep Purple em Springfield, em 1976. Embora haja 110 minutos de gravação, algumas canções estão incompletas.
- Pela primeira vez, estão falando em lançar remasters dos discos gravados pelo Deep Purple nos anos 80, Perfect Strangers e House of Blue Light. "Adoraríamos ouvir Roger Glover tirar fora o verniz comercial dos anos 80 de algumas das faixas", diz a DPAS.
- Alguns livros também devem sair.
- Glenn Hughes e David Coverdale devem lançar novos discos em 2008. Será o primeiro disco do Coverdale com novas faixas em vários anos.
- Don Airey prepara um novo disco solo. Roger Glover também.
- Deve sair um DVD com gravações raras da banda Gillan. Será que isso inclui o ótimo material da caixa dos singles?
- Aparentemente, Blackmore's Night vai lançar um novo disco de estúdio.
- Jon Lord tem três trabalhos orquestrais na gaveta pra lançar: o Concerto de Durham, o Boom of the Tingling Strings e Disguises. Ele deve fazer mais um show do Concerto de Durham em Liverpool. Talvez haja shows da Hoochie Coochie Men, com quem Lord já gravou dois discos.
- A EMI deve lançar uma caixa de singles em vinil;
- O remaster de Stormbringer ficou para abril/maio;
- Já estão trabalhando no remaster de Come Taste the Band, mas eles preferem não prometer nada em termos de datas;
- O terceiro DVD de arquivos do Deep Purple pode ser finalizado neste ano. O primeiro foi o Machine Head Live. O segundo foi o de California Jam. O que será que vem aí? Rises Over Japan?
- A Purple Records deve lançar pela primeira vez em CD a gravação de estúdio do Gemini Suite, de Jon Lord, gravado sem o restante do Deep Purple e com letra diferente da versão ao vivo com a banda.
- É possível também que a Purple Records lance o show do Deep Purple em Springfield, em 1976. Embora haja 110 minutos de gravação, algumas canções estão incompletas.
- Pela primeira vez, estão falando em lançar remasters dos discos gravados pelo Deep Purple nos anos 80, Perfect Strangers e House of Blue Light. "Adoraríamos ouvir Roger Glover tirar fora o verniz comercial dos anos 80 de algumas das faixas", diz a DPAS.
- Alguns livros também devem sair.
- Glenn Hughes e David Coverdale devem lançar novos discos em 2008. Será o primeiro disco do Coverdale com novas faixas em vários anos.
- Don Airey prepara um novo disco solo. Roger Glover também.
- Deve sair um DVD com gravações raras da banda Gillan. Será que isso inclui o ótimo material da caixa dos singles?
- Aparentemente, Blackmore's Night vai lançar um novo disco de estúdio.
- Jon Lord tem três trabalhos orquestrais na gaveta pra lançar: o Concerto de Durham, o Boom of the Tingling Strings e Disguises. Ele deve fazer mais um show do Concerto de Durham em Liverpool. Talvez haja shows da Hoochie Coochie Men, com quem Lord já gravou dois discos.
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quarta-feira, 11 de julho de 2007
O que Gillan fez com a voz
Há uns três anos, quando alguém diz que o Gillan não tem mais voz porque ele não grita mais, costumo responder que ele mudou o jeito de cantar - que, em vez de tentar imitar depois dos 60 o que fazia aos 20, ele nos últimos anos saboreia mais as palavras, brinca mais com outros recursos da voz como a entonação. Ele nunca tinha falado claramente sobre isso até esta semana, no Q&A de seu site:
"In Rock" foi um catalizador (da minha voz), porque ali foi a primeira vez em que eu me soltei, e depois veio "JC Superstar". Desde então, tem sido toda uma jornada de descoberta. Outro grande momento foi o conselho que eu recebi de Roger Glover há uns cinco ou seis anos. Acho que todos nós deterioramos durante os traumas do começo dos anos 90. Jon Lord, Paicey e Rog se recuperaram bem rápido quando o Stevie entrou pra banda, mas eu nunca me recuperei a ponto de voltar aos altos padrões anteriores até que Rog resolveu o problema. Ele disse que eu devia relaxar, simples assim. Eu sofria em cada nota, o que dava um toque chato à minha voz e limitava severamente o alcance de expressão que eu aproveitava em anos anteriores. Então, eu relaxei, e com a ajuda da meditação e encorajamento do meu querido Roger, tudo voltou.
Houve uma crise semelhante no começo dos anos 80, antes de eu tirar minhas amígdalas. Acho que foi ao me recuperar desses tempos horríveis que eu "descobri" como fui agraciado por ter este instrumento natural, e como eu tenho sorte de ele estar ainda funcionando.
"In Rock" foi um catalizador (da minha voz), porque ali foi a primeira vez em que eu me soltei, e depois veio "JC Superstar". Desde então, tem sido toda uma jornada de descoberta. Outro grande momento foi o conselho que eu recebi de Roger Glover há uns cinco ou seis anos. Acho que todos nós deterioramos durante os traumas do começo dos anos 90. Jon Lord, Paicey e Rog se recuperaram bem rápido quando o Stevie entrou pra banda, mas eu nunca me recuperei a ponto de voltar aos altos padrões anteriores até que Rog resolveu o problema. Ele disse que eu devia relaxar, simples assim. Eu sofria em cada nota, o que dava um toque chato à minha voz e limitava severamente o alcance de expressão que eu aproveitava em anos anteriores. Então, eu relaxei, e com a ajuda da meditação e encorajamento do meu querido Roger, tudo voltou.
Houve uma crise semelhante no começo dos anos 80, antes de eu tirar minhas amígdalas. Acho que foi ao me recuperar desses tempos horríveis que eu "descobri" como fui agraciado por ter este instrumento natural, e como eu tenho sorte de ele estar ainda funcionando.
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