segunda-feira, 18 de outubro de 2004
They went again to Montreux
Praticamente desde que vim trabalhar em São Paulo de volta eu não cometia novamente isso de assistir a um show do Deep Purple enquanto trabalho. Hoje à tarde, achei um link para o show dos mestres no Festival de Jazz de Montreux, em julho deste ano. Estou me deliciando. O vídeo é genial. A forma como eles introduzem Knocking at Your Back Door é engraçadíssima, e tem a mais poderosa versão de Demon's Eye que já ouvi na vida. E olha que ainda falta mais de uma hora de show.
domingo, 26 de setembro de 2004
Back to the house of pain
Estou terminando de baixar, um ano depois, a gravação do show do Purple em Porto Alegre, a que eu assisti espremido no ano passado, mas a dois metros do palco. É interessante poder apreciar com mais calma o que eu vi no calor do momento há um ano. Quase me sinto um ano mais jovem. Até coloquei a camiseta que comprei na frente do Gigante do Beira-Rio (sim, house of pain mesmo).
Até o comercial da Kaiser logo antes do início de Highway Star me trouxe boas lembranças. Termina o Toni Garrido de falar, o Ian Paice senta no banquinho. Tum, tá, tum, tá, tum, tá, tum, tá... Entra o Glover com o baixo. Entra o Airey com o teclado. O Morse com a guitarra. E o mestre: "EEEEEEEAAAAAAAAAWWWWWW!!!!"
Quase posso ouvir meus próprios gritos no meio das vinte mil vozes que lá se emocionavam.
Até o comercial da Kaiser logo antes do início de Highway Star me trouxe boas lembranças. Termina o Toni Garrido de falar, o Ian Paice senta no banquinho. Tum, tá, tum, tá, tum, tá, tum, tá... Entra o Glover com o baixo. Entra o Airey com o teclado. O Morse com a guitarra. E o mestre: "EEEEEEEAAAAAAAAAWWWWWW!!!!"
Quase posso ouvir meus próprios gritos no meio das vinte mil vozes que lá se emocionavam.
sábado, 25 de setembro de 2004
Remaster de Burn sai segunda
Estou roendo as unhas. Já encomendei o meu via The Highway Star (sai o mesmo preço na Amazon, mas o nosso purplesite favorito ganha uns caraminguás). Recomendo comprar da loja britânica, que sai bem mais em conta em reais. Na americana, custa US$ 29,99 sem frete, o que dá uns R$ 86 só o CD. Na britânica, custa 12,08 libras tudo, o que deu R$ 62. Agora é esperar uma semana e roer as unhas enquanto isso. Posto resenha aqui assim que chegar.
Já é o mais vendido disco do Deep Purple na Amazon britânica, e é o 104º mais vendido de todos os CDs da loja virtual. As faixas:
1. Burn
2. Might Just Take Your Life
3. Lay Down Stay Down
4. Sail Away
5. You Fool No One
6. What’s Goin’ On Here
7. Mistreated
8. “A” 200
9. Coronarias Redig (single b-side 2004 remix)
10. Burn (2004 remix)
11. Mistreated (2004 remix)
12. You Fool No One (2004 remix)
13. Sail Away (2004 remix)
Já é o mais vendido disco do Deep Purple na Amazon britânica, e é o 104º mais vendido de todos os CDs da loja virtual. As faixas:
1. Burn
2. Might Just Take Your Life
3. Lay Down Stay Down
4. Sail Away
5. You Fool No One
6. What’s Goin’ On Here
7. Mistreated
8. “A” 200
9. Coronarias Redig (single b-side 2004 remix)
10. Burn (2004 remix)
11. Mistreated (2004 remix)
12. You Fool No One (2004 remix)
13. Sail Away (2004 remix)
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quarta-feira, 15 de setembro de 2004
Whitesnake de volta ao palco
O Whitesnake está de volta aos palcos, e sua turnê anda abrindo com... "BURN". Nos trinta anos de sua estréia no Purple, David Coverdale entra nos palcos se sentindo um guri de 21 de novo.
Aliás, recomendo fortemente a leitura das memórias que Coverdale posta sobre o período no site oficial do Whitesnake. Por exemplo, pediram que ele mandasse uma foto e ele não tinha nenhuma recente. Pediu que a mãe dele escolhesse e a véia mandou esta:

E ele conta histórias bem legais, como esta, sobre a letra da música que ele canta hoje em seu show:
"Passei boa parte da noite escrevendo toneladas de letras para o que virou 'Burn'... mais tarde, brinquei que eu estava tão empolgado que escrevi pelo menos doze letras pra música!!! Não era verdade, mas apenas um leve exagero... provavelmente fiz umas 3 ou 4 versões... a mais memorável pra mim se chamava... olha só... 'The Road'!!! Então, em vez de 'All I hear... is BUUUUUUURRRNNN!' era 'Take me down... the ROOOOOOAAAADDD!!!'.
Longe de ser uma das minhas melhores letras... e foi uma fonte de grande alegria para o sr.Lord. De qualquer forma... eu deixei todas as letras... incluindo a letra completamente sci-fi de 'Burn', que eu tinha escrito especificamente pensando no Ritchie... num piano de cauda no estúdio, para os caras olharem e escolherem. Não preciso nem dizer... eu estava me sentindo bem satisfeito de dar tantas escolhas a eles... e então eu saltei pra cama... absolutamente detonado..."
Aliás, recomendo fortemente a leitura das memórias que Coverdale posta sobre o período no site oficial do Whitesnake. Por exemplo, pediram que ele mandasse uma foto e ele não tinha nenhuma recente. Pediu que a mãe dele escolhesse e a véia mandou esta:
E ele conta histórias bem legais, como esta, sobre a letra da música que ele canta hoje em seu show:
"Passei boa parte da noite escrevendo toneladas de letras para o que virou 'Burn'... mais tarde, brinquei que eu estava tão empolgado que escrevi pelo menos doze letras pra música!!! Não era verdade, mas apenas um leve exagero... provavelmente fiz umas 3 ou 4 versões... a mais memorável pra mim se chamava... olha só... 'The Road'!!! Então, em vez de 'All I hear... is BUUUUUUURRRNNN!' era 'Take me down... the ROOOOOOAAAADDD!!!'.
Longe de ser uma das minhas melhores letras... e foi uma fonte de grande alegria para o sr.Lord. De qualquer forma... eu deixei todas as letras... incluindo a letra completamente sci-fi de 'Burn', que eu tinha escrito especificamente pensando no Ritchie... num piano de cauda no estúdio, para os caras olharem e escolherem. Não preciso nem dizer... eu estava me sentindo bem satisfeito de dar tantas escolhas a eles... e então eu saltei pra cama... absolutamente detonado..."
quarta-feira, 11 de agosto de 2004
quinta-feira, 3 de junho de 2004
Arte inspirada no Purple
Para quem estiver na Alemanha, a exposição vai até 20 de junho neste endereço: Stiftung Starke, Koenigshall 30-32, 14193 Berlin Grunewald, Germany. Tel 030 / 8 25 76 85.
Quem tiver fotos, tenha a bondade. Para quem lê naquela língua enrolada, tá aqui o release.
terça-feira, 4 de maio de 2004
Duas notícias recentes sobre o Deep Purple
Não esqueci vocês. É que eu estou de mudança pra São Paulo muito em breve (no sábado à noite), então perdoem a baixa freqüência.
Dez notícias recentes sobre o Purple, pra tirar atraso:
1) Mais de 2 mil leitores da revista inglesa Top Guitar votaram no maior riff de guitarra de todos os tempos. Ganhou Sweet Child O'Mine, mas Smoke on the Water ficou em quarto lugar. Perdeu pra Smells Like Teen Spirit (segundo) e Whole Lotta Love (terceiro).
2) O site indiano Webindia publicou observações de Gillan e Glover sobre como a televisão e a tecnologia mudaram a música. "Estamos num mundo diferente; a tecnologia e a televisão mudaram muita coisa, tiraram o romance. A indústria está detonada, é gananciosa, nunca se importou com a música", disse o Gillan. "Somos expostos à música pela televisão, porque tudo é orientado pela imagem. O pessoal quer tocar pelas razões erradas", disse o Glover. O que explica os dois primeiros lugares da parada acima.
3) No mesmo site indiano, o Gillan revela o que é para os velhos roqueiros o que um dia foi o sexo, drogas e roquenrôu: "Eu aprecio acordar de manhã e fazer as palavras cruzadas, ou sentar à noite com uma garrafa de vinho pra comer gorduras com os amigos", disse ele. Com minha própria garrafa de vinho aberta, cheers para o mestre.
4) Entre 13 de agosto e 10 de setembro, Joe Satriani vai fazer uma turnê com o Deep Purple e o Thin Lizzy nos EUA, acabando em Seattle. Satriani, lembrem, substituiu o Blackmore no Deep Purple, subindo ao palco com os mestres pela primeira vez em 8.dez.1993. Ele já foi convidado a acompanhar o Steve Morse duas vezes nos últimos quatro anos, e honrosamente faz parte da família do Purple.
5) "Estivemos conversando outro dia e eu acho que esta é a melhor formação que já tivemos, sem dúvida. Com o nosso nível de trabalho, nossa musicalidade é o que nos mantém de pé. O maior desafio é nos mantermos novos em folha". Palavras de Ian Gillan ao New Zealand Herald. Ele esteve no país vinte anos antes, lançando Perfect Strangers, mas não lembra de nada porque estava bêbado até não poder mais.
6) Também ao jornal neozelandês, ele minimizou o grau de influência do Deep Purple sobre bandas mais jovens. "Como tudo mais, a música é um processo evolucionário. Durante os anos das nossas formações, copiamos todo mundo, de Chuck Berry a Ella Fitzgerald, de Ray Charles a Marvin Gaye. Foi esse o começo do nosso desenvolvimento musical. Mas você não vai além da mediocridade se não tiver aquele algo mais. Para capturar boa música, você deve ser mais do que um bom artesão."
7) Um colunista australiano foi ao show do Deep Purple, curtiu pra caraco mas apontou que as letras do grupo não fazem sentido. De fato, é preciso conhecer a história por trás delas pra entender o que algumas significam. Strange Kind of Woman, por exemplo, eu só entendi direito depois de ler a biografia do Ian Gillan.
8) O jornal australiano The Age tem uma interessante reportagem sobre as bandas experientes cujas formações são irreconhecíveis pra quem não está acompanhando de perto. Comete a injustiça de dizer que não sobrou nenhum membro original do Deep Purple. Claro, um argumento de especialista colocaria o Chris Curtis nas baquetas antes do Ian Paice, mas o Curtis não chegou nem a ensaiar com o Purple.
9) Interessante ler esta matéria sobre como o rock pesado, "alternativo", virou mainstream. Ela comete a injustiça de dizer que "bandas como o Deep Purple, Black Sabbath e Led Zeppelin ficaram fascinadas pelo misticismo e pelo ocultismo", mas é um bom artigo.
10) Tô devendo uma notinha sobre o Living Loud, mas isso vai mais adiante assim que eu ouvir o disco deles.
Dez notícias recentes sobre o Purple, pra tirar atraso:
1) Mais de 2 mil leitores da revista inglesa Top Guitar votaram no maior riff de guitarra de todos os tempos. Ganhou Sweet Child O'Mine, mas Smoke on the Water ficou em quarto lugar. Perdeu pra Smells Like Teen Spirit (segundo) e Whole Lotta Love (terceiro).
2) O site indiano Webindia publicou observações de Gillan e Glover sobre como a televisão e a tecnologia mudaram a música. "Estamos num mundo diferente; a tecnologia e a televisão mudaram muita coisa, tiraram o romance. A indústria está detonada, é gananciosa, nunca se importou com a música", disse o Gillan. "Somos expostos à música pela televisão, porque tudo é orientado pela imagem. O pessoal quer tocar pelas razões erradas", disse o Glover. O que explica os dois primeiros lugares da parada acima.
3) No mesmo site indiano, o Gillan revela o que é para os velhos roqueiros o que um dia foi o sexo, drogas e roquenrôu: "Eu aprecio acordar de manhã e fazer as palavras cruzadas, ou sentar à noite com uma garrafa de vinho pra comer gorduras com os amigos", disse ele. Com minha própria garrafa de vinho aberta, cheers para o mestre.
4) Entre 13 de agosto e 10 de setembro, Joe Satriani vai fazer uma turnê com o Deep Purple e o Thin Lizzy nos EUA, acabando em Seattle. Satriani, lembrem, substituiu o Blackmore no Deep Purple, subindo ao palco com os mestres pela primeira vez em 8.dez.1993. Ele já foi convidado a acompanhar o Steve Morse duas vezes nos últimos quatro anos, e honrosamente faz parte da família do Purple.
5) "Estivemos conversando outro dia e eu acho que esta é a melhor formação que já tivemos, sem dúvida. Com o nosso nível de trabalho, nossa musicalidade é o que nos mantém de pé. O maior desafio é nos mantermos novos em folha". Palavras de Ian Gillan ao New Zealand Herald. Ele esteve no país vinte anos antes, lançando Perfect Strangers, mas não lembra de nada porque estava bêbado até não poder mais.
6) Também ao jornal neozelandês, ele minimizou o grau de influência do Deep Purple sobre bandas mais jovens. "Como tudo mais, a música é um processo evolucionário. Durante os anos das nossas formações, copiamos todo mundo, de Chuck Berry a Ella Fitzgerald, de Ray Charles a Marvin Gaye. Foi esse o começo do nosso desenvolvimento musical. Mas você não vai além da mediocridade se não tiver aquele algo mais. Para capturar boa música, você deve ser mais do que um bom artesão."
7) Um colunista australiano foi ao show do Deep Purple, curtiu pra caraco mas apontou que as letras do grupo não fazem sentido. De fato, é preciso conhecer a história por trás delas pra entender o que algumas significam. Strange Kind of Woman, por exemplo, eu só entendi direito depois de ler a biografia do Ian Gillan.
8) O jornal australiano The Age tem uma interessante reportagem sobre as bandas experientes cujas formações são irreconhecíveis pra quem não está acompanhando de perto. Comete a injustiça de dizer que não sobrou nenhum membro original do Deep Purple. Claro, um argumento de especialista colocaria o Chris Curtis nas baquetas antes do Ian Paice, mas o Curtis não chegou nem a ensaiar com o Purple.
9) Interessante ler esta matéria sobre como o rock pesado, "alternativo", virou mainstream. Ela comete a injustiça de dizer que "bandas como o Deep Purple, Black Sabbath e Led Zeppelin ficaram fascinadas pelo misticismo e pelo ocultismo", mas é um bom artigo.
10) Tô devendo uma notinha sobre o Living Loud, mas isso vai mais adiante assim que eu ouvir o disco deles.
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terça-feira, 27 de abril de 2004
Há 30 anos
Burn foi lançado em 1974, e muito em breve sai o remaster. A DPAS traz os pôsteres da época, numa extraordinária seção especial:

domingo, 11 de abril de 2004
Clássicos Purpendicular - California Jam
Depois de algumas apresentações iniciais da nova formação na Europa, o Deep Purple foi convidado para ser a principal banda a tocar no festival California Jam --com a fantástica duração de 12 horas!!! Outras bandas poderosas que estariam lá: Black Sabbath, ELP, Eagles. Mas o Deep Purple seria o prato principal e o show mais polêmico do ano. Eram meados da primeira turnê americana da nova formação, quando o Deep Purple era a banda mais lucrativa do mundo e havia entrado no Guinness havia pouco tempo como a banda mais BARULHENTA do mundo.
Muito nervosismo, da banda e da organização do show. O guitarrista do grupo, Ritchie Blackmore, era conhecido por fazer misérias com suas guitarras no palco. Não chegava a tocar com os dentes ou botar fogo na guitarra, como o Jimi Hendrix, mas como bom discípulo do glorioso Screaming Lord Sutch, ele fazia lá suas balacas. Coisas como tocar com os pés, fazer longas seções de "bending" nas cordas, jogar a guitarra ao redor do corpo e voltar a tocar. O magrinho era um malabarista.
Josh White, diretor de filmagens do evento, lembra de como ele, pensando nessa fama do Blackmore, pode tê-lo induzido à cena mais famosa do evento:
"Eu falei com ele na noite anterior. O Deep Purple fez um ensaio técnico, e eu perguntei se ele ia quebrar a guitarra dele. E Richie disse: 'sim, talvez. Sei lá, que merda'. Ele estava meio puto com várias coisas que não tinham nada a ver comigo. E eu disse: 'Veja, se você for quebrar a guitarra, privilegie a câmera. Vou fazer uma bela filmagem e vai ficar genial'. E ele privilegiou bem a câmera, gerando US$ 8 mil de prejuízo."
A música era, desde os tempos de Gillan, o veículo para os solos de cada um deles. Todos faziam performances quase literalmente pirotécnicas, de quase meia hora (um amigo meu, na época do vinil, dizia que não tinha curiosidade de ouvir o Purple porque alguns discos --como o Made in Japan-- tinham "só uma música num dos lados").
Naquele dia, Blackmore se estranhou com os jornalistas, que estavam lá embaixo na platéia, bem na frente do palco. Eles queriam ângulo para tirar fotos dele, e ele só fazia caretas. Para complicar, um câmera da TV americana ABC estava lá em cima do palco querendo pegar também o melhor ângulo.
Lá pelo 17º minuto da música, ele começou seu verdadeiro show.
Quebrou duas guitarras e as atirou violentamente nos jornalistas. Bateu violentamente numa câmera com sua guitarra. Dançou sobre as cordas de guitarras inteiras e quebradas. Fez uma barulheira dos infernos. Até que o verdadeiro lance pirotécnico foi tentado.
Quando foi buscar sua terceira guitarra, Blackmore cochichou meia dúzia de palavras com um dos roadies da banda, e se posicionou. Inocentemente, começou a tocar sua guitarra e a caminhar para a frente de um grande amplificador. Lá na frente, começou a dançar sobre as cordas da guitarra.
O técnico jogou gasolina lá dentro, riscou um fósforo, saiu correndo e...
Essa é uma das cenas mais lindas da história do rock. Merece ser vista em vídeo - em áudio não tem graça nenhuma. O clipe dessa parte em especial pode ser baixado clicando aqui.
Blackmore ficou fazendo coreografias na frente do fogo, até que foi retirado de lá pelos bombeiros. Mais tarde, passou a jogar os amplificadores queimados nos jornalistas também.
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sexta-feira, 2 de abril de 2004
Deep Purple: os primeiros roqueiros na China
Anteontem, o Deep Purple foi a primeira banda ocidental da história a tocar na China. O primeiro show, no dia 31, deu 6 mil pagantes. "Nunca imaginei que tão pouca gente poderia fazer tanto barulho", disse o chinês Chen Lanfen, de 19 anos, após o show de Pequim. Segundo a Rádio China International, o show impressionou os roqueiros chineses, mesmo tendo sido aberto pela lenda do rock local Cui Jian.
O segundo está sendo um sucesso de vendas, segundo a Xinhua, agência de notícias oficial chinesa: sete mil ingressos (70%) tinham sido vendidos até anteontem para o show que ocorre hoje no Grande Palco Xangai. O mais barato saía por 500 ienes (ou US$ 60, ou R$ 90). E eles ainda vão a Guangzhou.
Até recentemente, todo tipo de música de rock era proibida no país, porque o maoísmo considerava que o som ocidental corromperia os costumes chineses e comunistas. Originalmente, a primeira banda a tocar na China seria os Rolling Stones, em abril do ano passado. Mas eles não foram por causa da pneumonia asiática.
Foi uma viagem muito esperada pelos mestres, e divulgada com orgulho por lá. Em seu site, Roger Glover lembra da primeira vez em que planejou ir à China como turista, em 1976. Não deu certo: a mulher dele estava para dar à luz sua filha, Gillian. Andy McKay, o saxista do Roxy Music, ia com ele, mas acabou indo sozinho com sua esposa após a alegre desistência do casal Glover.
"Lembro que na época ele me contou que nunca tinha visto tanta honestidade. Aparentemente, em seu primeiro hotel em Beijing (ou Peking, como se chamava na época), sua esposa Jane tinha jogado fora uma revista Time que tinha lido no avião, e a revista os alcançou algumas semanas depois em uma cidade a milhares de quilômetros dali; as faxineiras acharam que ela tinha sido deixada por acidente. (Atenção, equipes de bordo de aviões! Talvez eu tivesse recebido de volta meu caríssimo telefone celular se o tivesse perdido na China e não em Nova York.)"
Depois do Deep Purple, o dilúvio: Mariah Carey está a caminho e lá pelo final do mês é a estréia chinesa da Britney Spears.
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