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segunda-feira, 26 de março de 2012

Opa, por acaso estava por aqui, posso dar uma canja?

Sexta-feira, a banda-tributo suíça Purpendicular teve uma surpresa.

Estava marcado que Ian Paice ia tocar com eles. Marcado e anunciado. Mas eles acabaram tendo, ao invés de um quinto, DOIS quintos da banda no palco: Roger Glover subiu pra ajudar. Sabe como é: ele mora na Suíça, calhou de estar em férias, por acaso estava por perto e foi prestigiar o colega e quem prestigiava seu trabalho.

Achei dois vídeos, ambos só com o Paice:





A banda já havia tocado antes com Paice. Dos ex-membros do Deep Purple, Joe Lynn Turner já esteve com eles, e o baterista da banda tocou com Jon Lord.

É nessas horas que meu amigo Abdalla Kilsam (vocalista dos mais competentes tributos ao Deep Purple que já vi no Brasil) deve ter um dó imenso de ser brasileiro.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Paice: Lord está melhor e deve voltar ao trabalho em abril

Ian Paice, o mestre das baquetas, deu uma entrevista a uma rádio canadense. Entre outras várias coisas, comentou o estado de saúde do mestre Jon Lord - seu concunhado, aliás. Parece que eles moram perto um do outro, porque suas esposas são irmãs gêmeas.

Segundo ele, o câncer do tecladista é no pâncreas e foi detectado muito no começo, permitindo tratar com grande chance de sucesso. Não estão sendo produzidas novas células cancerosas, afastando o risco de a praga voltar a afetar o mestre. Agora, diz Paice, Lord está tratando da saúde em Israel e deve voltar ao trabalho em abril.

No final do ano passado, conversei com uma pessoa da banda de Lord, que me disse mais ou menos a mesma coisa: que em abril eles estavam planejando tocar em Paris.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Ian Paice vai gravar com Rick Wakeman?


Até agora, o Ian Paice era o único dos membros do Deep Purple que não estava gravando como convidado nos discos dos outros ou não gravou disco solo (Glover gravou). Rick Wakeman acaba de mudar isso.

Quem viu no blog do tecladista foi o The Highway Star:
Tem muitas outras coisas que eu vou tentar levar a cabo neste mês, que incluem um possível álbum em trio com Tony Levin e Ian Paice. Ainda estão no início as discussões com todos os envolvidos, mas parece muito promissor. 
Em julho do ano passado, Wakeman foi convidado pra tocar na Sunflower Jam, o show beneficiente anual promovido pelas esposas gêmeas de Paice e Jon Lord. Coloquei um vídeo do momento histórico neste post. Paice e Wakeman já tinham se encontrado antes, dando uma entrevista juntos em 1982. Este é o vídeo de onde saiu a imagem acima.

No dia 2 de abril, Paice também dará uma canja num show em homenagem a Buddy Rich, nos 25 anos da morte do baterista. Será no Reino Unido. Aí, pelas minhas contas, o Deep Purple já estará em férias e poderá finalmente começar a gravar seu disco.

E o disco novo? Nada de novo, quase.

Em entrevista publicada ontem num jornal canadense, o Ian Gillan disse que realmente houve uma sessão de composição no ano passado, mas que eles dificilmente vão aproveitar alguma coisa dela.
Nada aconteceu de verdade, e não estávamos muito no pique. Então, acho que vamos começar do zero e ver o que acontece. Eu imagino que a coisa vai rolar bem, porque não escrevemos nada há algum tempo.
Razoável. Bananas e Rapture of the Deep foram compostos assim. Eles se acertam melhor tocando juntos, ouvindo um o que o outro faz e sacando na hora como reagir.

***

Apenas pra atualizar a lista de participações especiais de outros membros do Deep Purple em discos dos outros ainda por sair:

Steve Morse

  • Tributo a Tommy Bolin (Glenn Hughes também estará lá)
  • Flying Colors
Ian Gillan
  • Tributo a Dio (Glenn Hughes também estará lá)
Don Airey
  • Homenagem às vítimas do tsunami no Japão
Ian Paice
  • Álbum em trio com Rick Wakeman e Tony Levin

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Paice: "vamos parar quando alguém não puder cortar a mostarda"


Em entrevista ao LFPress, do Canadá, perguntaram ao Ian Paice se o Deep Purple tem uma "estratégia de saída", já que eles estão ficando velhinhos. A resposta, genial:
"A estratégia de saída será parar quando um ou mais de nós, fisicamente, não conseguir mais cortar a mostarda. Não acho que valha a pena virar uma sombra de nós mesmos. Então, acabaria aí. Ou se o público parasse de vir, mas isso não parece estar rolando."
(A melhor tradução de "cortar a mostarda" em português seria "dar no couro". Mas é genial a expressão.)

O baterista também falou sobre o disco novo. Disse que devem gravar neste ano. Segundo ele, alguns na banda não estavam muito a fim há um par de anos, mas agora isso mudou. Vão gravar por respeito aos fãs, segundo ele, porque grana não dá pra esperar muita hoje em dia com disco.

E você, corta a mostarda?

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Aniversário no palco

Roger Glover fez aniversário anteontem, no meio de um show na Alemanha. Com direito a orquestra tocando parabéns.



Já mandei os parabéns no blog dele, onde ele anuncia que será avô pela segunda vez. Gillian Glover, sua filha cantora, teve o primeiro filho em 2009 e já encomendou o segundo. No dia do aniversário, chegou meu exemplar do novo CD do Glover. Vou resenhar depois.

Em 1984, num dos primeiros shows da reunião do Deep Purple, também houve aniversário do mestre. Gillan pegou o microfone e anunciou - avisando que Rog pagaria drinques pra todo mundo depois do show. O @brunoalsantos lembrou de um pirata do Rainbow, de 1979, chamado "Perfect Roger's Birthday Party"

Outras comemorações no palco:

* 29 de junho de 1973. Último show de Gillan e Glover antes de deixarem o Deep Purple. Também era aniversário de Ian Paice. No meio de Space Truckin', Jon Lord deu um jeito de tocar o parabéns. Quem não sabia a data ficou achando que era algo como o Blackmore tocando Jingle Bells no meio de Wring that Neck em qualquer época do ano.



* 17 de dezembro de 1997. Pouco antes de começar o show do Deep Purple na House of Blues de Chicago, Ian Gillan pega o microfone e anuncia que tinha um momento muito especial: o casamento de Steve Morse. Entra um padre no palco e casa o Steve com Jackelyn. Detalhe fabuloso: Jon Lord toca a marcha nupcial. Só caso de papel passado nessa situação.

sábado, 21 de maio de 2011

Paice, em Israel: só os frouxos cancelam shows por motivo político

No ano passado, especialmente depois do ataque israelense a um navio palestino (que levava inclusive uma cineasta brasileira), matando parte da tripulação, vários músicos cancelaram shows que fariam em Israel. Elvis Costello foi um. Santana foi outro. Pixies também.

Já o Deep Purple anunciou em dezembro que tocaria lá. Houve alguma pressão pra eles mudarem de ideia, mas isso não rolou. O motivo é muito simples, afirmaram membros da banda em entrevista coletiva: eles não misturam música e política.

Ian Paice teria dito que cancelar show por motivo político é coisa de "wimp" (frouxo, medroso, bunda-mole). Ian Gillan disse que o fato de eles terem tocado em Londres não significa, por exemplo, que eles tenham apoiado o governo Tony Blair.

O Haaretz atribui a Steve Morse - único americano da banda - o seguinte raciocínio: se o Deep Purple não respeita os políticos de seu próprio país e mesmo assim toca lá, por que levaria os políticos de outros países em consideração na hora de decidir se tocam ou não?

Em 2008, eles foram contratados pela Gazprom, a Petrobras russa, pra tocar na despedida do fã Dmitri Medvedev, que virou presidente da Rússia. Neste ano andaram voltando lá pra bater papo com ele.

Minha opinião pessoal: não acho NADA legal banda puxar saco de político. Qualquer banda e qualquer político. Não gosto da postura do Bono, por exemplo, de puxar o saco dos políticos de todos os países que o U2 visita, ainda que por causas nobres.

Também não curti quando o Deep Purple foi tocar na festa privada do Medvedev. A foto do evento é essa aí de cima. Mas aí tem um outro nível, também - eles não foram lá pra necessariamente puxar o saco. Foram contratados pra tocar - e espero que tenham ganho bem pra isso.

Da mesma forma, na mão inversa, eu acho que seria abuso da boa vontade qualquer político barrar qualquer banda.

Alice Cooper e Miles Davis tocaram no Brasil em 1974, em pleno governo Médici. E isso foi legal pra caramba - um sopro de liberdade em meio à ditadura. A maior parte das bandas legais não vinha pra cá, mas por motivos econômicos. Não tinha grana pra um show deles. A economia era muito fechada.

Aí, estou com os meus velhos mestres mais uma vez. Banda geralmente não toca pra político. Toca pra fã. Independente de seus fãs apoiarem ou não o governo do país em que vivem.

domingo, 24 de abril de 2011

Por que Blackmore não vai tocar Space Truckin'?

O William Shatner divulgou a lista dos músicos convidados para tocar no álbum que ele vai lançar. Do Deep Purple, temos Ian Paice e Ritchie Blackmore.

Space Trucking Originally By Deep Purple - Deep Purple Drummer Ian Paice Has Performed The Drum Part. Johnny Winter Is On Guest Guitar.

Space Oddity Originally By David Bowie - Ritchie Blackmore (Ex-Deep Purple) Has Added Guest Guitar. Alan Parsons Is Adding Guest Keyboards.

Blackmore foi fundador do Deep Purple e um dos compositores de Space Truckin'. Foi ele o homem que teve a ideia daquele riff - no vídeo "Classic Albums - Machine Head", ele canta meio constrangido sua ideia de fazer um refrão dizendo "come on tundundundum, come on...".

Há anos, Blackmore vem evitando deixar o Deep Purple em seu passado. É perfeitamente legítimo - ele já está fora da banda há mais de 15 anos, tem sua própria banda com a patroa, é um senhor de 66 anos e tal. Não precisa provar nada a ninguém - e é exatamente por isso que eu lamento que ele não toque na mesma faixa que o Paice no disco do Capitão Kirk.

O site oficial de Blackmore's Night dá conta de que a Candice Night vai colocar a voz na faixa de David Bowie, junto com Blackmore. Pode ser um motivo a mais pra evitar a associação com Paice. A mãe de Candice é a empresária de Blackmore's Night. E, cada vez mais, a banda é centrada na cantora. O guitarrista fica como pano de fundo, quase como convidado especial, como neste vídeo:



Há alguns meses, quando saiu o vídeo acima, troquei impressões com um ex-colega de Blackmore no Deep Purple. (Não um que reconhecidamente não o suporta e que bateu de frente com ele; com esse converso muito pouco, e geralmente por intermédio de um funcionário.) Perguntei o que esse ex-colega achava do vídeo. Ele respondeu: "o Ritchie sempre foi mandado pelas mulheres dele".

OK, já estamos acostumados com a ideia de que o Blackmore não pretende mais tocar com o Deep Purple. É um fato da vida. Mas é triste ver um sujeito tão talentoso se fechando em si mesmo.

Space Truckin' era a música que o Deep Purple usava para seus mais viajantes improvisos, entre 1974 e 1974. Era onde o Ian Paice quebrava tudo em longos solos, na Mk2, e onde o Blackmore literalmente tacava fogo no palco, na Mk3. Prefiro na Mk2, onde o Glover fica discretamente segurando as condições do improviso com o pulso firme. Na Mk3 o Hughes queria mostrar seu talento tanto quanto Blackmore e Lord, e acabava-se perdendo o pulso.

Minha homenagem a esse passado glorioso com o Blackmore, aqui:



quinta-feira, 21 de abril de 2011

Pro seu bolso chorar, como o meu

Encomendei da DPAS nesta semana o DVD "Phoenix Rising", que deve sair no final de maio. Hoje, recebi um simpático email da Ann Warburton, administradora da Purple Records (e, salvo engano, mulher do Simon Robinson), contando o que mais vai sair neste ano. Algumas coisas eu não tinha ouvido falar. Olha só:

* Ainda não tem data, mas está em planejamento uma edição especial de Perfect Strangers com 3 discos. Da DPAS: "CD1 será o remaster incluindo 'Not Responsible'. CD3 será o velho disco de entrevistas que a Polydor lançou como promo no final de 1984. CD2 será um disco de material variado, com faixas do show de Knebworth (já lançado como um pacote por si), Son Of Alerik e com espera-se que também as jams que sobraram da gravação" (Cozmic Jazz e RIJIR). Cozmic Jazz já circula há tempos por aí como pirataria:



* Vai sair uma edição limitada de 2 mil cópias do Phoenix Rising em vinil. Ela não disse o que vai ter nessa versão, mas suponho que seja algo como o Last Concert in Japan (base do Rises Over Japan, vídeo que estará incluído no documentário). Eu não tenho onde ouvir vinil, então não me emociono ainda. O trailer do documentário:



* Vai sair uma versão em CD do single beneficiente "Who Cares", com Ian Gillan, Tony Iommi e Jon Lord. São duas faixas. Uma delas, "Out of My Mind", vai estar à venda oficialmente em 6 de maio.
Um gostinho do single:



* Já foi anunciado antes que vai sair uma reedição do Born Again, o famoso disco do Black Sabbath com o Gillan que é fabuloso musicalmente mas tem o som abafado. "Infelizmente não conseguiram achar as fitas master, então um remix não foi possível. Ao invés disso, o disco será remasterizado, e vão pelo menos acrescentar a apresentação no festival de Reading feita para a Radio 1 da BBC (o único show da banda no Reino Unido) como disco bônus, mais o single", escreveu Ann. Ou seja: pela primeira vez, oficialmente, teremos "The Fallen" (yeah!) e o Gillan cantando "War Pigs" - minha versão favorita da música - e "Paranoid", como no vídeo abaixo:



* Já dá pra encomendar o segundo disco da Black Country Communion, o genial projeto do Glenn Hughes com o Joe Bonamassa e o Jason Bonham. Ainda não se sabe os formatos finais. O primeiro vídeo do novo disco deve sair agora em junho. Eu fiquei fascinado por BCC logo na primeira faixa do primeiro disco, com este baixo aqui:



* Vai sair um musical italiano sobre a vida do Blackmore. "Já me garantiram que não é tosco!", disse Ann. Eu ainda não tinha ouvido falar a respeito. Pedi mais detalhes.

* Blackmore e Paice vão tocar no disco "Seeking Major Tom", do capitão Kirk William Shatner. Paice vai tocar "Space Truckin'", do Deep Purple, e o Blackmore vai tocar "Space Oddity", do David Bowie. Já está no YouTube um vídeo com Shatner gravando "Iron Man" com Zakk Wylde - e encarnando o personagem de "S@#$ My Dad Says".



* Vai sair uma versão remasterizada do Long Live Rock'n'Roll, do Rainbow com o Dio. Sempre faz bem rever:

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Entrevista italiana com Ian Paice

Os italianos do Oval Bin tiveram a gentileza de me avisar no Twitter sobre a entrevista que fizeram com o Ian Paice. Ele fala em inglês e as legendas são em italiano.

Paice conta causos, como a vez em que eles tiraram a roupa do Roger Glover no carro e soltaram ele na rua pra caminhar a pé até o hotel. (E nem por esse bullying ele virou assassino.) Também conta sobre quando um maluco entrou um show com uma arma, no Texas, e atirou logo acima da cabeça dele (é a história que ele conta no Come Hell or High Water). Paice passa um bom tempo falando sobre rugby, assunto sobre o qual eu nada entendo.

O mais legal é quando ele conta sobre seu raciocínio e improviso na hora de tocar. "Eu sei como começa, eu sei como termina, mas no meio eu nunca sei o que vai acontecer."

sábado, 16 de abril de 2011

Quando sai o novo disco do Deep Purple? Talvez 2012

Hoje estreou a nova cara do site oficial do Deep Purple voltado à imprensa e promotores de shows.


Ele é todo embalado com a arte da turnê "The Songs That Built Rock", em que eles farão vários shows com orquestra nos EUA e na Europa. No texto de apresentação da turnê, há um resumo de tudo o que a banda vem fazendo. E diz o seguinte:

The band is planning a new album for 2012. Their last studio album was Rapture of the Deep in 2005.

Ou seja: a confiar no site oficial, e não tenho motivos para não confiar, o novo disco sai só no ano que vem. O que faz sentido, se neste ano eles estão investindo pesado numa turnê que celebra a influência do Deep Purple na história do rock. Nada impede que essa turnê vá para outros lugares também, como Ásia e América do Sul, onde o Deep Purple tem muitos fãs. Vale a pena segurar o lançamento. Até porque hoje a grana no negócio da música está mais nos shows do que nos discos, embora os lançamentos arejem o repertório.

Ocorre, porém, que aparentemente eles JÁ começaram a trabalhar em 17 músicas para um disco novo. Ao menos 9 teriam sido gravadas em março num estúdio particular que o Ian Paice tem na Espanha. O baterista, que seria o produtor do novo disco ao lado do Roger Glover, teria confirmado e dito que o disco novo vai ser mais pesado que "Rapture of the Deep".

Em fevereiro, na Cidade do México, Ian Gillan disse que "já estava na hora" de ter um disco novo.

"So we're gonna get together and have a writing session quite soon. And if we get excited, then we'll probably have another [album finished and ready for release] shortly after that. We'll see how it goes. But there's no plans. But I think we're getting poked by various connections who would like to see another DEEP PURPLE record. So I think it's about time."

Quando sai o novo disco?

Uma coisa não exclui a outra. Eles podem gravar agora pra ter tempo de melhorar o material até lançar. Já passamos por isso antes, quando depois do Abandon eles levaram cinco anos pra lançar o Bananas. Algumas músicas foram testadas no palco, uma foi melhorada no meio do caminho ("I've Got Your Number") e outra foi descartada ("Long Time Gone").

Eu queria o mais rápido possível, mas entendo o lado deles. Pessoalmente espero que saia o mais rápido possível mas conto com 2012. Até lá, teremos possivelmente novo discos solo do Roger Glover e do Ian Gillan, pra segurar o apetite.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Blackmore como convidado do Gillan, em 1981

Pesquisando as tretas da banda Gillan, descobri esta raridade que é parte de algo que há muito tempo procuro:



Na foto, estão Bernie Torme, Ritchie Blackmore e Ian Gillan. Ou seja: é aquele show feito depois do natal de 1981, quando Blackmore procurou Gillan pra convidá-lo a participar do Rainbow e Gillan devolveu-lhe o convite. Isso abriu as portas para uma canja e para a futura reformação do Deep Purple. Nunca consegui pirataria desse show.

A foto saiu desta entrevista com Torme, de sete anos atrás. Nela, ele também revela que o Ian Paice fez teste para ser baterista da banda do Gillan. Desistiu porque as músicas eram muito rápidas e ele, além de só ter um pulmão (eu não sabia disso), andava fora de prática havia um ano na época. Depois disso, convidado pelo Jon Lord, foi tocar com o Whitesnake.

terça-feira, 27 de setembro de 2005

Glover descreve os colegas

"Ian Gillan é um pouco mais alto que eu, Don Airey tem muita informação que pouca gente conhece, Ian Paice gosta de comida, Steve Morse é um expert em pizza, Ritchie Blackmore costumava jogar dardos, Jon Lord nunca jogou dardos, David Coverdale usava óculos quando entrou pra banda, Glenn Hughes hoje usa óculos às vezes, Joe Lynn Turner é de Nova Jérsei, Joe Satriani gosta de macarrão, Tommy Bolin sempre pintava o cabelo."

Em seu site, em resposta a uma fã de 13 anos que prometeu "ficar esperando feito uma gatinha". Esperou dois anos, hoje tem 15.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2004

Seis notícias

1) Em mais um pedaço do quebra-cabeça da história do Deep Purple que vai para o túmulo, o empresário Artie Mogul, ex-presidente da Tetragrammaton Records (EUA), morreu em 26 de novembro. Foi ele quem assinou o contrato com o Deep Purple em maio de 1968, garantindo que eles fizessem sucesso com Hush nos EUA antes mesmo de serem conhecidos na Inglaterra. Apenas para recapitular, há poucas semanas morreu o DJ John Peel, da BBC, o primeiro cara que apresentou o Purple no rádio na Europa.

2) Foi lançado no Brasil o mais novo disco solo do Jon Lord, Beyond the Notes. Salvo engano, é o primeiro disco solo dele que sai por aqui. No ano passado, também foi lançado no Brasil o Snapshot, mais novo disco solo do Roger Glover (e também acho que o primeiro dele a sair no Brasil). Os quatro primeiros da Blackmore's Night também foram lançados por aqui e andam sendo vendidos bem baratinho. São os primeiros esforços solo dos mestres que são lançados nestas plagas sem haver nenhum contexto promocional ou turnê. Parece-me o início de uma muito bem-vinda tendência, que vai poupar os bolsos dos fanáticos. Aguardem resenha aqui.

3) Na FNAC da Paulista, os remasters importados de In Rock e Who Do We Think We Are estão baratinhos: R$ 39,90. Há três anos, comprei na galeria do rock o In Rock por R$ 50 e na Boca do Disco o WDWTWA (sueco) por R$ 80. Os remasters de Fireball e Made in Japan já saíram no Brasil. Já achei o de Fireball por R$ 16 (R$ 31 na FNAC) e o de MiJ por R$ 44 (R$ 51 na FNAC). Paguei R$ 60 pelo de Fireball e R$ 70 pelo de MiJ. Apenas estou no lucro com o remaster duplo de Machine Head: na FNAC está R$ 72, e eu paguei R$ 45 por ele em 2001. Vão lá, completem suas coleções, substituam seus discos antigos e saiam ganhando com os papos de estúdio de In Rock, as galinhagens etílicas de Fireball, a inteira reconstrução de Machine Head, o blues com Blackmore no baixo de WDWTWA e o bis do Made in Japan.

4) Já falei antes, mas repito: é amanhã, dia 2, o especial do Ian Gillan apresentado pelo Bruce Dickinson na Radio 2 da BBC. Dá pra ouvir numa boa pela internet. O Deep Purple foi uma das bandas formadoras da cabeça do goela de sirene do Iron Maiden - cujo teste na banda foi Black Night. No segundo dia deste ano, ele apresentou um especial sobre o Deep Purple que começava com uma narração sobre o tecladinho calmíssimo da versão de estúdio de Speed King:

--Eu queria ser o pé esquerdo do baterista. Eu queria gritar feito uma banshee. Eu queria maltratar as cordas de uma guitarra e fazê-la chorar. Tudo começou quando eu passei pela frente de uma porta fechada de estúdio e de trás dela ouvi isto:

(entra a letra na música: "Good golly, said the little miss Molly, while she was rockin' in the house of blue light...")


5) Já leram a entrevista interativa com o Roger Glover no site dele?

6) Confirmado: Ian Paice e Glenn Hughes fazem parte do projeto italiano Moonstone, que lança seu primeiro disco em janeiro. É a velha cozinha da Mk3 e Mk4 voltando a funcionar brevemente. Também participaram do projeto os feras Carmine Appice, Paul Shortino, Steve Walsh, Eric Bloom, Graham Bonnet, Kelly Keeling, Chris Catena, Tony Franklin, James Christian e Howie Simon.

terça-feira, 4 de maio de 2004

Duas notícias recentes sobre o Deep Purple

Não esqueci vocês. É que eu estou de mudança pra São Paulo muito em breve (no sábado à noite), então perdoem a baixa freqüência.

Dez notícias recentes sobre o Purple, pra tirar atraso:

1) Mais de 2 mil leitores da revista inglesa Top Guitar votaram no maior riff de guitarra de todos os tempos. Ganhou Sweet Child O'Mine, mas Smoke on the Water ficou em quarto lugar. Perdeu pra Smells Like Teen Spirit (segundo) e Whole Lotta Love (terceiro).

2) O site indiano Webindia publicou observações de Gillan e Glover sobre como a televisão e a tecnologia mudaram a música. "Estamos num mundo diferente; a tecnologia e a televisão mudaram muita coisa, tiraram o romance. A indústria está detonada, é gananciosa, nunca se importou com a música", disse o Gillan. "Somos expostos à música pela televisão, porque tudo é orientado pela imagem. O pessoal quer tocar pelas razões erradas", disse o Glover. O que explica os dois primeiros lugares da parada acima.

3) No mesmo site indiano, o Gillan revela o que é para os velhos roqueiros o que um dia foi o sexo, drogas e roquenrôu: "Eu aprecio acordar de manhã e fazer as palavras cruzadas, ou sentar à noite com uma garrafa de vinho pra comer gorduras com os amigos", disse ele. Com minha própria garrafa de vinho aberta, cheers para o mestre.

4) Entre 13 de agosto e 10 de setembro, Joe Satriani vai fazer uma turnê com o Deep Purple e o Thin Lizzy nos EUA, acabando em Seattle. Satriani, lembrem, substituiu o Blackmore no Deep Purple, subindo ao palco com os mestres pela primeira vez em 8.dez.1993. Ele já foi convidado a acompanhar o Steve Morse duas vezes nos últimos quatro anos, e honrosamente faz parte da família do Purple.

5) "Estivemos conversando outro dia e eu acho que esta é a melhor formação que já tivemos, sem dúvida. Com o nosso nível de trabalho, nossa musicalidade é o que nos mantém de pé. O maior desafio é nos mantermos novos em folha". Palavras de Ian Gillan ao New Zealand Herald. Ele esteve no país vinte anos antes, lançando Perfect Strangers, mas não lembra de nada porque estava bêbado até não poder mais.

6) Também ao jornal neozelandês, ele minimizou o grau de influência do Deep Purple sobre bandas mais jovens. "Como tudo mais, a música é um processo evolucionário. Durante os anos das nossas formações, copiamos todo mundo, de Chuck Berry a Ella Fitzgerald, de Ray Charles a Marvin Gaye. Foi esse o começo do nosso desenvolvimento musical. Mas você não vai além da mediocridade se não tiver aquele algo mais. Para capturar boa música, você deve ser mais do que um bom artesão."

7) Um colunista australiano foi ao show do Deep Purple, curtiu pra caraco mas apontou que as letras do grupo não fazem sentido. De fato, é preciso conhecer a história por trás delas pra entender o que algumas significam. Strange Kind of Woman, por exemplo, eu só entendi direito depois de ler a biografia do Ian Gillan.

8) O jornal australiano The Age tem uma interessante reportagem sobre as bandas experientes cujas formações são irreconhecíveis pra quem não está acompanhando de perto. Comete a injustiça de dizer que não sobrou nenhum membro original do Deep Purple. Claro, um argumento de especialista colocaria o Chris Curtis nas baquetas antes do Ian Paice, mas o Curtis não chegou nem a ensaiar com o Purple.

9) Interessante ler esta matéria sobre como o rock pesado, "alternativo", virou mainstream. Ela comete a injustiça de dizer que "bandas como o Deep Purple, Black Sabbath e Led Zeppelin ficaram fascinadas pelo misticismo e pelo ocultismo", mas é um bom artigo.

10) Tô devendo uma notinha sobre o Living Loud, mas isso vai mais adiante assim que eu ouvir o disco deles.

sexta-feira, 10 de outubro de 2003

Paice: fui demitido pelo Coverdale

PURPLE NA FITA

O Albertino mandou pro The Highway Star a dica: a revista Batera & Percussão traz uma longa entrevista com o Ian Paice. Entre outras coisas (principalmente detalhes técnicos saborosos), ele revela que foi demitido do Whitesnake pelo Coverdale.

Resta esperar pra ver se as revistas de guitarra, baixo e teclado brasileiras aproveitaram os tios também.

No Velho Mundo, eles também estão a toda. Na revista Guitarist, a edição de novembro comemora com dez páginas os 35 anos da melhor banda do mundo. Teria até entrevista com o Blackmore, segundo o pessoal da DPAS. No site, infelizmente, não diz nada. Tem, porém, uma matéria antiga sobre os amplificadores do bruxo. A Guitar inglesa, que não tem seu conteúdo na internet, tem entrevistas com o Morse e com o Glover. Mesmo com a Classic Rock, que apresenta o Gillan. A Powerplay, que bota o Bananas como o álbum do mês, com nota 9, só tem o índice no ar.

Foda esse cenário britânico, né?

domingo, 7 de setembro de 2003

Palavra de Ian paice

Antes de mais nada, devo agradecer ao Marcel, que me mandou o primeiro aviso, e à Camila, que me avisou pelo MSN quando começava a entrevista do Paice na Brasil 2000 e me aturou fazendo comentários bestas o tempo inteiro.

O Vitão Bonesso passou quase todo o Bananas ao fundo durante a entrevista - e "Bananas" do show de Berlim ("when I say we! Graduated! ehehehey, without honors! Everyone has! Gone bananas!). Também passou Hush do show do Purple em Inglewood em 1968 - o mais antigo registro ao vivo da banda, cujo pirata eu tenho.

Paice disse que o Purple vai tocar quatro músicas novas, talvez mais. "Quando alguma coisa nova entra, alguma coisa tem que sair", explicou. Quando o pessoal começou a comentar que só músicos altamente bons passaram pelo Deep Purple, o Bonesso lembrou do Joe Lynn Turner. O Paice minimizou: "it's another story".

O Bonesso também passou uma música do Paice Ashton & Lord, lembrando que o Tony Ashton morreu há dois meses. Comentaram por que tanto roqueiro andava morrendo, e o Paice respondeu: "rock'n'roll is a small world".

(On a sidenote: I've Got Your Number, pelo que percebi, já está sendo usada em uma propaganda de guitarra em Sampa. Adoro essa cidade.)

segunda-feira, 19 de maio de 2003

Novo selo

A Thames Talent, que administra o Deep Purple, lançou um novo selo para lançamentos de coisas conexas à banda, como os DVDs solo do Paice, do Morse e do Lord. O selo é o T2 Media.

domingo, 29 de dezembro de 2002

Manancial de entrevistas

Achei um site ótimo, o Firerock. Tem um arquivo com entrevistas com o Deep Purple e com ex-membros, além de fotos daquele show que eu perdi no Via Funchal, em setembro de 2000 (sim, esta aqui do lado é uma delas). A entrevista com o Steve Morse, logo abaixo, foi feita pelo Ciro Visconti. Esse cara toca guitarra feito um doido, tem colunas (ou tinha) na revista Guitar Class e tem uma banda genial chamada Purpendicular, que toca só covers adivinhem de quem. Certa vez fui a um show deles em São Paulo, no Dinossauros Rock Bar, e fiquei impressionado com a qualidade do som deles. O Visconti toca o Made in Japan nota por nota, e simplesmente conversou de igual para igual com o Steve Morse. Bom, vamos às entrevistas.

Olha os tesouros que tem lá:

Steve Morse - "Quando eu me juntei à banda, eles estavam fazendo músicas com muito sintetizador, e o uso do órgão não fazia mais parte do som banda como antigamente. Quando entrei, eu disse: Eu adoro o Machine Head! Que tal fazermos um som mais próximo daquele disco? Então o Jon (Lord – tecladista) voltou a ligar seu órgão em amplificadores, o que os deixa com um som mais agressivo. Além disso, eu e ele temos tocados mais frases juntos, você sabe, guitarra e órgão sempre foram a marca do Deep Purple, e é o que eu sempre admirei na banda. Como eu disse, eu só tentei deixar a banda soando como antigamente, pelo menos como eu lembrava (risos)."

Deep Purple - "Gillan - Esse show de São Paulo (o de março de 1999) será o primeiro desde novembro, então nós teremos dificuldades até de lembrar como se anda no palco, porém se acertássemos toda a parte técnica antes, não haveria nenhum problema.
Firerock - Porque vocês ficaram todo esse tempo sem tocar? Estavam de férias?
Gillan - Na verdade não foram bem férias, porque minha esposa tinha um lista grande de trabalhos caseiros pra eu fazer (risos)."

"Firerock - Vocês têm algum projeto de lançar um disco acústico?
Paice - Eu não acredito que o Deep Purple seja uma banda pra tocar acústico, mesmo porque é muito difícil pra um baterista de uma banda de rock n´roll tocar acústico (risos), o mais legal é tocar bem alto, senão perde a graça.
Gillan - Na verdade não existe um projeto de fazer algum trabalho acústico, mas se acontecesse de incluir alguma música nesse estilo num álbum futuro, seria legal. Em um show na África do Sul, eu, o Lord e o Steve Morse fizemos Smoke on the Water, e ficou muito legal sem o baixo e bateria. Isso nos mostrou um outro lado da música. No Fireball, nós gravamos Anyone's Daughter, que é acústica. O problema maior foi tirar o Paice da bateria, porque ele não sabia fazer mais nada além de tocar bateria, no final ele acabou usando um tamborim e um bumbo. Existe uma nova dinâmica pra nossa vida musical agora, então, daqui pra frente nós não iremos fazer, necessariamente, um álbum característico do Deep Purple, isso pode variar de um álbum extremamente pesado, ou mais melódico e emocional, nós entramos numa fase onde as coisas devem caminhar de uma forma diferente, além disso, nós não queremos repetir com o Morse o que já fizemos com o Blackmore."


Glenn Hughes - "Quando o David Coverdale entrou para o Deep Purple eu senti que ele era um cara de talento. Foi engraçado porque eu havia pedido para o resto da banda sair, para comer algo, enquanto isso eu e o David compusemos uma linda musica no piano e, quando os caras voltaram eles ficaram super entusiasmado com a criatividade de David. Posso dizer com muito orgulho de que David Coverdale e Glenn Hughes formam um grande time. É muito bom ouvir nós dois juntos. A respeito da divisão de vocais, nós nos entendíamos super bem, David e eu temos a mente super aberta somos acima de tudo muito profissionais cada um respeitava o espaço do outro."

David Coverdale - "De todos os músicos com quem eu toquei até hoje, Jon Lord é o que me faz mais falta, é uma grande pessoa, e um excelente músico."

Joe Satriani - "Eu mencionei aos jornalistas, que me perguntaram incessantemente sobre isso, durante aquela tour, 'eu acho que eu estou celebrando o legado de Deep Purple com o público enquanto eu estou lá no palco. Acreditem, eu sou um de você, porém, eu tive sorte de ter uma chance de estar no palco e tocar com a banda'. Eu quero dizer eu não estava roubando o lugar de Ritchie Blackmore, e eu não tinha nenhuma intenção de ficar, mas os caras precisavam de um guitarrista, e eles estavam no processo de se desmama do Blackmore e achar um novo membro permanente, que se mostrou ser o Steve Morse. Mas na ocasião eles realmente não sabiam o que fazer."

Ian Paice - "O Glenn (Hughes) é um cara muito mais ligado ao groove da música negra como funk e soul music, e isso fazia com que eu tivesse que prestar muito mais atenção nele, do que me preocupar em tocar, isso me limitava um pouco. O Roger (Glover) é um baixista mais livre, ele toca com a alma, e além do mais ele é muito mais rock'n' roll o que me possibilita muito ter mais 'abertura' na hora de tocar. Eu só toco desse jeito no Deep Purple, pela forma que o Roger toca."
"Ganhei minha primeira bateria quando tinha 15 anos, mas três anos antes eu já estava destruindo toda a mobília da minha casa com um par de baquetas, daí meu pai achou que seria mais barato me comprar uma bateria, assim eu não iria destruir mais nada em casa."
"Eu tentei em estúdio tocar (Fireball) só com um bumbo, e apesar de eu ter conseguido a velocidade, o impacto não era o mesmo. Eu fiquei tentando a noite toda sem sucesso, no outro dia de gravação o The Who, estava alternando os horários de estúdio com a gente, e a bateria do Keith Moon, que tinha dois bumbos, estava num canto, eu fui lá peguei um bumbo do Keith e coloquei na minha bateria, e fiz tudo o que eu conseguia fazer com os dois bumbos."
"Quando a Burn estava sendo elaborada, eu achei que se eu trabalhasse ela como eu vinha trabalhando as outras músicas rápidas, ela seria somente mais uma 'música rápida'. Enquanto o Ritchie [Blackmore] e o Roger [Glover] estavam criando em cima dela eu fiquei meio de 'saco cheio' e resolvi tocar em cima qualquer coisa que eu conseguia tocar, comecei a brincar e fazer meio que um solo, e eles de repente falaram "Isso mesmo, essa é a levada". Essa é mais uma história do Deep Purple, e foi assim que a Burn nasceu."
"O Ritchie (Blackmore) toca muito alto, então eu tinha que 'descer o braço' e tocar muito alto também. Já com o Steve (Morse), eu posso tocar num volume mais controlado, e dá pra usar baquetas mais leves e ter mais técnica, porque quando você toca muito alto você perde a sensibilidade da música."

segunda-feira, 21 de outubro de 2002

Quando lendas se encontram

Jon Lord é um dos artistas convidados do disco póstumo de George Harrison, que deve ser lançado lá fora em 18 de novembro. Há coisa de um ano e meio, bem antes de Harrison morrer, Ian Paice também havia tocado com ele: uma versão chinfrim de Anna Julia num disco de Jim Capaldi.

segunda-feira, 4 de março de 2002

Frase do dia

"Paul, você deve ser um pusta gênio para manter setenta músicos no tempo certo com um pauzinho. Eu não consigo fazer esses quatro putos entrarem no ritmo com meus dois!"

IAN PAICE, baterista do Deep Purple, em conversa com o maestro Paul Mann durante a turnê do Concerto para Grupo e Orquestra, em 2000