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sábado, 4 de fevereiro de 2006

Tá ficando interessante

Lembra aquela reedição especial do Rapture of the Deep que eu mencionei outro dia, que ia sair na Europa numa caixinha de lata e tinha quatro músicas ao vivo? Essa não valia a pena comprar, mas por pressão da banda a gravadora mudou de idéia.

Agora vai ser um CD duplo. O primeiro tem a versão normal do disco de estúdio, com a faixa MTV (que não saiu no Brasil). O segundo é isto:

1) Clearly Quite Absurd (new version)
2) Things I Never Said (Japanese bonus track)
3) The Well Dressed Guitar (unreleased)
4) Rapture Of The Deep (live)
5) Wrong Man (live)
6) Highway Star (live)
7) Smoke On The Water (live)
8) Perfect Strangers (live)

Desta vez, é de checar o orçamento.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2006

Mais uma edição limitada do Rapture

A Edel está lançando uma NOVA edição limitada do Rapture of the Deep, na Europa.

Tem onze faixas (as dez da edição brasileira, mais MTV), mais quatro faixas bônus gravadas ao vivo em 2005 - Rapture, Wrong Man, Highway Star e Smoke on the Water. Segundo a DPAS, não foi informado onde foi a gravação.

Em 1º de novembro, segundo o Glover, era a quarta vez em que eles tocavam as novas faixas ao vivo. No México e na Argentina, a voz do Gillan estava ferrada. Em São Paulo, até estava bem boa.

Mas o mais importante é o seguinte: de onde é que eu vou tirar dinheiro pra comprar a nova edição?

segunda-feira, 7 de novembro de 2005

Deep Purple é como os X-Men, diz artista da capa

Ioannis, o autor da capa de Rapture of the Deep, comenta o significado da capa de Machine Head na vida dele:

"Roger Glover, Ian Gillan, Ian Paice, Jon Lord e Ritchie Blackmore eram deuses para mim. Eles eram super-heróis como Conan, Homem-Aranha, Motoqueiro Fantasma e os X-Men dos gibis que eu lia na élica. A misteriosa imagem metálica só acrescentava ao mito."

Saiba tudo aqui.

terça-feira, 1 de novembro de 2005

Autógrafos amanhã

Da Folha Online:

Os músicos do Deep Purple vão participar de uma sessão de autógrafos nesta quarta-feira (2), das 13h às 14h, na loja da Saraiva no shopping Ibirapuera, em São Paulo.

Serão distribuídas 150 senhas, sendo que cada pessoa poderá autografar apenas um CD, para permitir que os demais fãs também cheguem perto dos ídolos.

quinta-feira, 20 de outubro de 2005

It's Alright - you're safe in my hands

Mestre Ian Gillan deu ontem uma entrevista na rádio 5 da BBC, apresentando trechos de Rapture of the Deep. Ela pode ser ouvida online, clicando nesse link.

segunda-feira, 10 de outubro de 2005

Uma palhinha em vídeo

Tá no ar um vídeo de 30 segundos dos mestres tocando Rapture of the Deep.

sexta-feira, 7 de outubro de 2005

O êxtase das profundidades

O site da Edel colocou no ar uma entrevista com os mestres Gillan e Glover sobre o disco. Algumas pérolas:

1) Gillan fala sobre o título do disco, "Rapture of the Deep" (algo como "êxtase das profundidades")

"É uma expressão criada pelo Jacques Cousteau pra definir o estado confuso em que um mergulhador fica quando desce três atmosferas, o que dá uns 30 metros. Você passa por um sentimento de euforia; dá um efeito fisiológico estranho na sua mente e na sua função mecânica. É um pouco como estar bêbado ou chapado - não que eu já tenha estado assim, claro (risos).

Um fã mandou uma foto: num vilarejo inglês tinha um lago e tinha uma placa dizendo 'Danger - Deep Water' (cuidado - águas profundas) e alguém tinha riscado o 'water' e escrito 'Purple' no lugar. E isso ficou na cabeça da gente, e a expressão 'Rapture of the Deep' descreve muito bem o que eu estava pensando na época: se você está numa condição dessas, começa a pensar nas coisas de um jeito diferente. E tem um grande conteúdo espiritual subjacente às letras de quatro ou cinco músicas, certamente. Não se deve levar literalmente - é uma imagem com palavras."


2) Gillan sobre as rádios de classic rock:

"(A música 'MTV') é na verdade sobre as rádios de classic rock. Cheguei à conclus"ao de que mais acidentes de trânsito são causados por essas rádios do que por dirigir bêbado - porque o pessoal dorme no volante de tanta chatice, porque elas tocam as mesmas músicas antigas o tempo inteiro! E tem outra história por trás dela: o Roger estava dando uma entrevista pra uma rádio de Nova York, durante meia hora, e ele queria falar sobre o disco Bananas, mas as meninas queriam saber coisas velhas e históricas do rock, e no fim da entrevista ela disse: 'Boa sorte com o novo disco, e muito obrigado por ter vindo. E agora, um pouco de Deep Purple, yeah! Smoke on the Water!' - e não tocaram o disco novo. Acho que é uma atitude muito saudável desrespeitar essas coisas e tirar um pouco de sarro delas."

3) A versão do Glover:

"Tradicionalmente, não somos muito bons em escolher singles. Sempre fazemos a escolha errada. (...) De qualquer forma, obviamente nunca tocam nada nosso no rádio, exceto nas estações de classic rock nos Estados Unidos, onde de qualquer jeito só tocam Smoke on the Water. Então, tocar no rádio não é prioridade pra gente - fazer músicas que signifiquem algo para nós é uma prioridade, músicas que ficarão bem ao vivo."

4) Gillan sobre Money Talks:

"Isto se baseia no princípio, acho, de que o dinheiro como moeda corrente é uma ferramenta essencial na civilização. Entretanto, quando o dinheiro se torna uma commodity, ele ganha uma complexidade muito chata. Se as pessoas estão apenas interessadas em usar o dinheiro pra ganhar mais dinheiro, alguém acaba pagando por isso! Então, quando se fala nisso, fala-se sobre corrupção. Quer dizer, não tem nada errado em ganhar dinheiro, não tem nada errado em curtir a vida, mas eu sou contra a ganância e a corrupção que surge quando só se quer acumular riquezas às custas de outras pessoas, e por isso há referências aí sobre ter mais comida no prato do que o necessário e não se preocupar, porque tem guardas na porta. O dinheiro sempre volta pro dinheiro, dinheiro faz dinheiro e cochicha no meu ouvido, ri da minha cara - isso corrompe!"

5) Gillan compara com Bananas:

"Adoro o Bananas. Ele tocou mais do que qualquer outro disco do Deep Purple na história da minha casa e dos meus amigos! Mas foi outra transição, porque foi o primeiro disco feito com Don Airey, e acho que na época a gente o considerava mais como o cara que veio no lugar do Lord. E eu acho que neste novo disco ele pega muito mais forte. Ele deu uma grande contribuição no Bananas, mas acho que sua personalidade emergiu ao longo dos últimos dois anos na estrada, e consequentemente teve o efeito de levantar os outros caras na banda. Isso criou aquele maravilhoso equilíbrio entre o órgão do Airey e a guitarra do Steve Morse. Talvez o disco anterior favorecesse mais a guitarra - este está mais balanceado, acho."

quinta-feira, 6 de outubro de 2005

Ouça trechos do novo disco

Eu sei que tem muita gente boa querendo ouvir o Rapture of the Deep. A Edel Records, gravadora do Deep Purple, botou no ar versões em real audio de todas as músicas. Inteiras e pedacinhos.

Boa audição!

terça-feira, 4 de outubro de 2005

As letras de Rapture of the Deep

O The Highway Star botou no ar as letras do Rapture of the Deep. Tem pérolas assim:

Money goes to money
Yes it always returns
Finds its way back to the big house
Where it lives all alone
Wraithlike silent partners
Operators of the system
Give words of quiet assurance
To an otherwise healthy victim
- Money Talks

It wasn't meant that way
I was only having fun
She looked me in the eye
But the damage was done
I got the vague impression
She was under my thumb
I looked the other way
And I had to succumb
- Girls Like That

I plead not guilty to the charges you've laid out on your desk
I know what you're thinking "Oh yes - this is a DSF"
I think I'm prime ministerial material but I can't lie to you
- Wrong Man

We're all the same but then again we're all quite different in our own peculiar ways
We've come so far and now we're going through another phase
But it's alright
We made it so far
- Rapture of the Deep

How many words we waste
To justify a crime
Compare it to an act of love
That really takes no time
Why not take a moment
Of your time
Inside your mind
- Clearly Quite Absurd

You always sleep with a smile on your face
Much as I want to put myself in your place
Not my business I've got dreams of my own
I try to recall but when I wake up it's gone
- Don't Let Go

I read in the news that the average man
Is uplifted five times a day
I'm confused, I have to confess
My feeling never goes away
I know it's right:
They asked the average man
In a survey across the nation
I can't understand how the average man
Keeps losing his concentration
- Back to Back

Yes I piss in the water and burn down trees
I watch as the creatures fall to their knees
They ain't got a clue as disaster looms
They're too busy choking on toxic fumes
They got no hope and there's no point running
No matter what they do I keep on coming
- Kiss Tomorrow Goodbye

I was driving through the night
Into an endless tunnel of fog
When it dawned upon me something was wrong
Was in a trance, hypnotised, bored beyond belief
I was listening to the same old song
I know every lick, every word, every nuance
I’m on first name terms with the crew
But I’d better get used to this tout du jour
Sure as hell they won’t play anything new

(...)Let’s not talk about MTV
I don’t even want to start
I want to take a look at classic rock radio
We’re talking about the state of the art
- MTV

Mangy old dog scratching in the dust
Burned out Mercedes surrendering to rust
All this stuff was good for something
But here it is now, good for nothing
- Junkyard Blues

For the first precious few it's time to go
What might have been we'll never know
All those bad ideas became the law
Oh yes, we've forgotten what we're looking for
All of you angels it's time to gather your wings
Leave it all behind you won't need any of those things
We're going on through the darkness hand in hand
To step into the future
Before time began
- Before Time Began

sábado, 1 de outubro de 2005

Rapture of the Deep - A Resenha

Finalmente, depois de uma semana ouvindo o disco, sai a resenha do Rapture of the Deep nesta revista eletrônica.

Nas primeiras 24 horas, ouvi o disco meia dúzia de vezes, geralmente sem muito método (trabalhando, tomando banho, comendo, lendo jornal). Esperei mais uns dias pra ouvir de novo, sem os ouvidos estarem viciados. Passei dois dias sem ouvir, depois ouvi uma vez ontem e uma hoje, antes de voltar à resenha.

A primeira ouvida é curiosa. A segunda levanta uma sobrancelha. Na terceira, o fã-nático já se empolgou. De ponta a ponta, é impossível não reconhecer o Deep Purple.

Ian Gillan está cada dia mais Gillan. As letras são ótimas, a voz é muito mais clara do que em The Battle Rages On, por exemplo, e ele até arrisca mais gritos que nos últimos três discos (praticamente em todas as músicas). O baixo do Glover aparece bem e faz toda diferença. Ian Paice não faz o rolo compressor com que estamos acostumados, mas ouça com carinho o feeling da bateria. Don Airey está cada dia mais Jon Lord - e ele mesmo disse que anda brincando mais com o Hammond e estudando o estilo do aposentado mestre. E Steve Morse brilha principalmente na composição como um todo. Desta vez, ele parece estar pegando melhor o jeito de bolar riffs eficientíssimos. Eles só precisam ser mais curtos pra grudarem melhor na cabeça.

Enquanto Bananas começava com um chute na porta (“House of Pain”), este começa com um teclado climático pra só depois de alguns segundos entrar com um riff poderoso de guitarra e baixo (“Money Talks”). Até derruba a porta, mas dá a impressão de ter virado a chave na fechadura antes de chutar. De resto, belo riff, embora meio comprido. Belas pontes, que lembram bastante o clima de coisas do disco Perfect Strangers. A produção está bastante interessante. Tem silêncios densos ao fundo da guitarra/baixo/bateria, especialmente no começo, que lembram MUITO o clima de discos gravados nos anos 70. Destaque absoluto para o dueto do Gillan consigo próprio na ponte - um canta, o outro declama. Poucas vezes ouvi o Gillan tão senhor das entonações de sua voz.

A segunda faixa, “Girls Like That”, começa com uma guitarra que lembra “Summer Song”, do Satriani (que também já foi guitarrista do Deep Purple), sobre uma base de teclado, depois entram devagarinho Paice, Glover e o Hammond do Airey. Aí entra um riff muito purpleano: baixo, guitarra e teclado em uníssono. Preste atenção na malandragem toda do Glover ao fundo enquanto o Gillan canta as estrofes. No solo de teclado, eu fecho os olhos e enxergo um rabinho de cavalo branco na nuca do Airey. Acho que o Morse canta o refrão com o Gillan (parece a mesma voz que canta junto o rap de “Doing It Tonight” no disco anterior).

”Wrong Man” andou sendo tocada na Alemanha, no início do mês. Provavelmente eles a tocarão aqui também. Riff pesadão, chuta a porta, pega legal na espinha, embora seja meio comum. O pano de fundo instrumental do refrão lembra muito o clima de The Battle Rages On. O truque do Steve Morse de esmerilhar as cordas durante o solo é meio manjado, mas ele segura legal o solo. Não acho ruim, gosto - da primeira vez em que ouvi um disco do Purple com ele, arregalei os olhos quando ele fez isso. Mas o Morse é um guitarrista bom demais pra repetir tanto um truque a ponto de ele ficar manjado.

A faixa-título do álbum, “Rapture of the Deep” tem um baixa climão, e nela os mestres mostram tudo o que sabem fazer. Começa com um dueto de guitarra e teclado que lembra muito coisas árabes. Isso se repete por várias vezes ao longo da música. O Don Airey afunda os dedos nas brancas e pretas o tempo inteiro, dando um climão solene à música, tipo “Perfect Strangers”. Sim, o Gillan repete a brincadeira dos últimos dois discos de cantar algo parecido com rap em uma passagem da música, e o Morse repete o truque do solo mais uma vez. A música cresce, fica cada vez mais e mais intensa. Isso ao vivo - e VAI tocar ao vivo - vai ser de ver um marmanjo crescido, gordo e de óculos amassar as pontas do blazer e ranger os dentes, de olhos arregalados. Dá muita margem a solos. E ouve só o Gillan cantando a arabice junto com o teclado e a guitarra, logo antes do solo do Morse.

”Clearly Quite Absurd” é uma baladinha. O título é completamente Gillan (e quem lê o que ele escreve no site dele sabe do que estou falando). Já compararam a guitarrinha que abre essa música com o tema de “Sometimes I Feel Like Screaming”. Parece um pouco. Não muito. Não sou muito fã de baladinhas pop. Acabei entrando numa polêmica sobre essa música, na internet. Tem quem ache que é a melhor balada que o Deep Purple já fez. Eu acho dispensável e fiquei até tentado a comparar com “Love Conquers All”, do infame Slaves & Masters. Tudo por causa dos efeitos que lembram arranjos de cordas ao fundo. Mas achei interessante um efeito que dá um “eco” aos sibilos da voz do Gillan. Parece até que é outra letra por trás. Prato cheio para os teóricos da conspiração.

Se você terminou a música anterior meio deprê, não esquente. ”Don’t Let Go” te faz abrir um sorriso. A voz do Gillan está claríssima, é um passeio pra ele. Há sete anos, quando resenhei Abandon pra uma disciplina da faculdade, escrevi que a gente ouve a guitarra do Morse sorrindo quando ele toca. É exatamente essa a impressão que dá. Puxa um pouco pro lado do blues, mas o Glover garante o peso. O Morse não repete aquele truque. Airey, ao fundo, segura que é uma beleza - mas ele sobressai mesmo é quando liga o piano elétrico pra fazer um solo. Gosto pra caramba desse efeito. Isso é música pra pôr o povo pra dançar na platéia. Será que incluem no setlist?

”Back to Back” já começa com o Ian Paice mandando muito bem com a força que tem. Logo depois, Glover, Morse e Airey criam um climão pesado e suingado. Gostei pra caramba. O riff lembra um pouco coisas dos últimos três discos - é puro Deep Purple fase Steve Morse. No solo, o guitarrista faz aquilo de novo. Mas manda muito bem. Mas deixa o Airey entrar pra tu veres que legal. Fica quase cósmica a coisa, parece que é um theremin. No começo parece que é o Gillan uivando, mas são os dedos do Airey. Sensacional.

A música seguinte, ”Kiss Tomorrow Goodbye”, é peso puro. A abertura com a bateria parece que baixou o santo no Paice. Sério. E o caboclo fica no corpo do cara pela música inteira. O riff inspira. Gillan com a voz claríssima. O primeiro solo de teclado lembra um pouco algumas coisas de Bananas. Mas depois o Airey detona, com a malandragem do Glover ao fundo. O solo do Morse não repete “aquele” truque, mas você já ouviu esse solo antes em outros discos.

Por sorte, a cópia que eu consegui tinha a faixa “MTV”, que eu estava doido pra ouvir. Esta eu ouvi três vezes pra resenha. O ritmo da música já faz neguim abrir um sorriso. A letra tira um sarrinho das rádios de classic rock, que até têm música de verdade, mas repetem sempre as mesmas coisas. Tem uma hora em que o Gillan imita (até no tom da voz) os coleguinhas burróides que o entrevistam como se fosse apenas um roqueiro velho que vive de glórias passadas e esqueceu de se aposentar. O começo do solo do Morse me lembra o riff de “Anya”. Depois lembra um pouco alguns solos de Abandon, antes de ele fazer aquilo de novo. O Airey manda muito bem no solo.

”Junkyard Blues” não é um blues. Nem lembra. É peso. Coisa muito boa. Mas muito boa mesmo. O Morse brilha no fundo das estrofes. Don Airey manda muito bem no piano elétrico, e começa ainda enquanto o Morse faz aquilo de novo no solo.

Tal como em Bananas, a última música é pra deixar o cidadão pensando. ”Before Time Began” é sobre a cegueira da fé: “every day of my life I discover/ someone murdering my sisters and brothers/ in the name of one god or another”. A composição inteira é de arrepiar a espinha, e nem precisa ser agnóstico pra isso. Já disseram que essa música tem um clima “épico”. Tem.

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

Já ouvi o Rapture

Já ouvi umas 15 vezes o novo disco do Purple. Falta muito pouco pra eu terminar uma longa resenha pro Purpendicular. Até amanhã deve estar no ar. Não percam!

quinta-feira, 22 de setembro de 2005

Alguns trechos disponíveis

A dica é da Geisa: alguns trechos de boa parte das faixas de Rapture of the Deep já estão disponíveis neste site. Preciso ouvir melhor pra definir o que eu acho do que ouvi. Mas algumas letras já me abriram sorrisos.

domingo, 11 de setembro de 2005

Let's not talk about MTV

Do blog do THS:

“Mr. Grover, Mr. Gillian oh you must have made a million on the night that Frank Zappa caught on fire”

O trecho é da música MTV, que só sai na edição limitada européia de Rapture of the Deep. É uma crítica à desinformação dos jornalistas que cobrem música (a quem o próprio Frank Zappa certa vez definiu como "gente que não sabe escrever entrevistando gente que não sabe falar para gente que não sabe ler").

Acabei de encomendar a edição européia. Não dá pra viver sem isso.

Que tal as capas do Purple?

Ainda não vi ninguém que tenha gostado da capa de Rapture of the Deep. Ainda não escrevi pro Glover, que foi quem teve a idéia. Mas o Deep Purple sempre foi uma banda em que o som vale mais do que a imagem. Alguns exemplos de capas desse tipo:

Abandon - eu acho até bonita essa capa, mas o disco já foi acusado por fanáticos religiosos de induzir ao suicídio. Por não ser à prova de idiotas, vem pra lista.



The Battle Rages On - aos 16 anos, quando saiu o disco, eu quase tatuei isso no braço. Por sorte, eu tive bom senso.



Slaves and Masters - ok, a capa é até estilosa, o ranço é muito por causa do som. Mas desde os 14 anos tenho pesadelos ao enxergar o Fernando Collor estilizado naquela bola de cristal.



Who Do We Think We Are - sentado na calçada, de canudo e canequinha, tublét-tublin... eu vi uma bonequinha, tublét-tublin... fazendo uma bolinha, tublét-tublin... bolinha de sabão, tublét-tublin, bolinha de sabão, tublét-tublin...



Burn - sim, até eu quero comprar essas velas. Mas é bizarro, concordam?

sexta-feira, 2 de setembro de 2005

Uma ouvidinha em Rapture of the Deep



O novo disco sai dia 21 de outubro. A edição geral tem dez faixas. No Japão, tem a faixa extra "MTV" e na Europa tem a faixa extra "Things I Never Said". Nos EUA, vai sair pela Eagle Rock. Deve sair também uma edição em vinil. Achei a capa meio pearl jam, mas mesmo assim já editei aqui o template. A DPAS já traz uma resenha providenciada pela gravadora (meio mala), faixa a faixa:

1/ Em "Money Talks", uma introdução incomum leva diretamente ao som de órgão arquetípico do Deep Purple. Os vocais de Ian Gillan estão na mesma veia de "Seventh Heaven", do "Abandon".

2/ "Girls Like That" volta à tradição de "Rat Bat Blue", mas também soa como um diamante perdido do tempo de "Perfect Strangers". [O que não me diz nada.]

3/ "Wrong Man" é um hard rock que se daria extremamente bem ao vivo.

4/ Com suas mudanças de ritmo, "Rapture of the Deep" deve lembrar aos ouvintes da construção de "Lazy".

5/ "Clearly Quite Absurd" tem um trabalho de guitarra que soa parecido com "Sometimes I Feel Like Screaming". Há também paralelos com "Haunted" nas linhas vocais.

6/ "Don't Let Go" é talvez a faixa mais impressionante do álbum. Não só é uma obra-prima da guitarra, como também é uma composição fenomenal.

7/ "Back To Back" é semelhante em estilo a "Silver Tongue".

8/ "Kiss Tomorrow Goodbye" traz à mente o material do início da Mk2, com Blackmore/Gillan/Glover/Lord/Paice. [Hã... parece Child in Time, Hallellujah ou Speed King?]

9/ "Junkyard Blues" é uma música poderosa, e todos ficarão empolgados com a guitarra e o piano que vão do honky-tonk ao jazz.

10/ "Before Time Began" é uma faixa pensativa, com um clima solene. Performances fabulosas da banda apóiam soberbamente a letra.

O álbum inteiro mantém as boas tradições, mas também traz uma nova era para a banda e seus fãs. (As faixas "MTV" e "Things I Never Said" não estavam disponíveis para resenha.)


quarta-feira, 31 de agosto de 2005

Rapture já à venda na Amazon

Rapture of the Deep já está à venda na Amazon. Mas eles só entregam em outubro. Comprando por esse link, você colabora com o The Highway Star.

O único problema em importar pela internet é que, embora o preço seja bom (US$ 13,99, ou R$ 35) e a tarifa de postagem nunca seja muito abusiva, quando um CD comprado fora chega ao Brasil a Receita Federal cobra uma facada de imposto. No ano passado, quando comprei Burn, paguei praticamente o preço do CD só de imposto.

terça-feira, 23 de agosto de 2005

Todos os títulos

O The Highway Star publica os títulos das músicas do novo disco do Purple, "Rapture of the Deep":

1. Back To Back
2. Before Time Began
3. Clearly Quite Absurd
4. Don’t Let Go
5. Girls Like That
6. Rapture Of The Deep
7. MTV
8. Money Talks
9. Kiss Tomorrow Goodbye
10. Junkyard Blues
11. Things I Never Said
12. Wrong Man


Na Europa, deve ter a faixa bônus "MTV" em alguns CDs. No Japão, deve ter a faixa bônus "Junkyard Blues".

Ou seja, sem comprar pelo menos UM importado como seu segundo disco, dificilmente teremos todas as novas faixas do Purple.

sexta-feira, 19 de agosto de 2005

Ioannis, o homem da capa

Conheçam Ioannis Nikolaos Vasilopoulos, o artista encarregado da capa do Rapture of the Deep.

quarta-feira, 3 de agosto de 2005

Mais do disco

Gillan revela no Caramba um refrão e mais um título de música:

Every day of my life I discover
Someone murdering my sisters and brothers
In the name of some god or another
What do you know?

Esse é o refrão da música "Before Time Began" ("Antes do início dos tempos"). Diz o seguinte: "Cada dia da minha vida eu descubro alguém matando minhas irmãs e irmãos em nome de um deus ou outro - o que você sabe?"

Mestre Gillan continua chutando as canelas exatas. Depois de pegar os politicamente corretos em "Picture of Innocence", ele pega os fundamentalismos religiosos. Cada vez mais relevante.

sexta-feira, 29 de julho de 2005

Alguns títulos

O novo disco do Purple sai em meados de outubro. Já temos alguns títulos de faixas:
"Rapture of the Deep", "Girls Like That", "Wrong Man", "Junkyard Blue" e "Back to Back".