quinta-feira, 3 de junho de 2004

Arte inspirada no Purple

Uma artista plástica alemã chamada Olga Stozhar preparou uma exposição com 100 obras de arte inspiradas nas músicas do Deep Purple, em homenagem aos 35 anos da banda (comemorados no ano passado). Esta aqui do lado, por exemplo, se inspira em Highway Star.

Para quem estiver na Alemanha, a exposição vai até 20 de junho neste endereço: Stiftung Starke, Koenigshall 30-32, 14193 Berlin Grunewald, Germany. Tel 030 / 8 25 76 85.

Quem tiver fotos, tenha a bondade. Para quem lê naquela língua enrolada, tá aqui o release.

terça-feira, 4 de maio de 2004

Duas notícias recentes sobre o Deep Purple

Não esqueci vocês. É que eu estou de mudança pra São Paulo muito em breve (no sábado à noite), então perdoem a baixa freqüência.

Dez notícias recentes sobre o Purple, pra tirar atraso:

1) Mais de 2 mil leitores da revista inglesa Top Guitar votaram no maior riff de guitarra de todos os tempos. Ganhou Sweet Child O'Mine, mas Smoke on the Water ficou em quarto lugar. Perdeu pra Smells Like Teen Spirit (segundo) e Whole Lotta Love (terceiro).

2) O site indiano Webindia publicou observações de Gillan e Glover sobre como a televisão e a tecnologia mudaram a música. "Estamos num mundo diferente; a tecnologia e a televisão mudaram muita coisa, tiraram o romance. A indústria está detonada, é gananciosa, nunca se importou com a música", disse o Gillan. "Somos expostos à música pela televisão, porque tudo é orientado pela imagem. O pessoal quer tocar pelas razões erradas", disse o Glover. O que explica os dois primeiros lugares da parada acima.

3) No mesmo site indiano, o Gillan revela o que é para os velhos roqueiros o que um dia foi o sexo, drogas e roquenrôu: "Eu aprecio acordar de manhã e fazer as palavras cruzadas, ou sentar à noite com uma garrafa de vinho pra comer gorduras com os amigos", disse ele. Com minha própria garrafa de vinho aberta, cheers para o mestre.

4) Entre 13 de agosto e 10 de setembro, Joe Satriani vai fazer uma turnê com o Deep Purple e o Thin Lizzy nos EUA, acabando em Seattle. Satriani, lembrem, substituiu o Blackmore no Deep Purple, subindo ao palco com os mestres pela primeira vez em 8.dez.1993. Ele já foi convidado a acompanhar o Steve Morse duas vezes nos últimos quatro anos, e honrosamente faz parte da família do Purple.

5) "Estivemos conversando outro dia e eu acho que esta é a melhor formação que já tivemos, sem dúvida. Com o nosso nível de trabalho, nossa musicalidade é o que nos mantém de pé. O maior desafio é nos mantermos novos em folha". Palavras de Ian Gillan ao New Zealand Herald. Ele esteve no país vinte anos antes, lançando Perfect Strangers, mas não lembra de nada porque estava bêbado até não poder mais.

6) Também ao jornal neozelandês, ele minimizou o grau de influência do Deep Purple sobre bandas mais jovens. "Como tudo mais, a música é um processo evolucionário. Durante os anos das nossas formações, copiamos todo mundo, de Chuck Berry a Ella Fitzgerald, de Ray Charles a Marvin Gaye. Foi esse o começo do nosso desenvolvimento musical. Mas você não vai além da mediocridade se não tiver aquele algo mais. Para capturar boa música, você deve ser mais do que um bom artesão."

7) Um colunista australiano foi ao show do Deep Purple, curtiu pra caraco mas apontou que as letras do grupo não fazem sentido. De fato, é preciso conhecer a história por trás delas pra entender o que algumas significam. Strange Kind of Woman, por exemplo, eu só entendi direito depois de ler a biografia do Ian Gillan.

8) O jornal australiano The Age tem uma interessante reportagem sobre as bandas experientes cujas formações são irreconhecíveis pra quem não está acompanhando de perto. Comete a injustiça de dizer que não sobrou nenhum membro original do Deep Purple. Claro, um argumento de especialista colocaria o Chris Curtis nas baquetas antes do Ian Paice, mas o Curtis não chegou nem a ensaiar com o Purple.

9) Interessante ler esta matéria sobre como o rock pesado, "alternativo", virou mainstream. Ela comete a injustiça de dizer que "bandas como o Deep Purple, Black Sabbath e Led Zeppelin ficaram fascinadas pelo misticismo e pelo ocultismo", mas é um bom artigo.

10) Tô devendo uma notinha sobre o Living Loud, mas isso vai mais adiante assim que eu ouvir o disco deles.

terça-feira, 27 de abril de 2004

Há 30 anos

Burn foi lançado em 1974, e muito em breve sai o remaster. A DPAS traz os pôsteres da época, numa extraordinária seção especial:



domingo, 11 de abril de 2004

Clássicos Purpendicular - California Jam



Semana passada fez 30 anos. Era 6 de abril de 1974. Em dezembro do ano anterior, o Deep Purple havia inaugurado em Copenhague sua terceira formação: mantinha o tripé original (Blackmore, Lord e Paice) e apresentava seus dois novos membros, David Coverdale (voz, no lugar de Ian Gillan) e Glenn Hughes (baixo, voz e gritinhos, no lugar de Roger Glover). São os primeiros meses da famosa Mark 3, que gravou os discos "Burn" e "Stormbringer".

Depois de algumas apresentações iniciais da nova formação na Europa, o Deep Purple foi convidado para ser a principal banda a tocar no festival California Jam --com a fantástica duração de 12 horas!!! Outras bandas poderosas que estariam lá: Black Sabbath, ELP, Eagles. Mas o Deep Purple seria o prato principal e o show mais polêmico do ano. Eram meados da primeira turnê americana da nova formação, quando o Deep Purple era a banda mais lucrativa do mundo e havia entrado no Guinness havia pouco tempo como a banda mais BARULHENTA do mundo.

Muito nervosismo, da banda e da organização do show. O guitarrista do grupo, Ritchie Blackmore, era conhecido por fazer misérias com suas guitarras no palco. Não chegava a tocar com os dentes ou botar fogo na guitarra, como o Jimi Hendrix, mas como bom discípulo do glorioso Screaming Lord Sutch, ele fazia lá suas balacas. Coisas como tocar com os pés, fazer longas seções de "bending" nas cordas, jogar a guitarra ao redor do corpo e voltar a tocar. O magrinho era um malabarista.

Josh White, diretor de filmagens do evento, lembra de como ele, pensando nessa fama do Blackmore, pode tê-lo induzido à cena mais famosa do evento:

"Eu falei com ele na noite anterior. O Deep Purple fez um ensaio técnico, e eu perguntei se ele ia quebrar a guitarra dele. E Richie disse: 'sim, talvez. Sei lá, que merda'. Ele estava meio puto com várias coisas que não tinham nada a ver comigo. E eu disse: 'Veja, se você for quebrar a guitarra, privilegie a câmera. Vou fazer uma bela filmagem e vai ficar genial'. E ele privilegiou bem a câmera, gerando US$ 8 mil de prejuízo."

Mais de 200 mil fãs estavam na platéia, e eram esperados no máximo 60 mil. Todos queriam ver a estréia do "novo Deep Purple", depois do fim da mais perfeita formação deles, aquela com o Gillan e o Glover. Todos os membros estavam no topo de sua energia: Jon Lord, o mais velho de todos, tinha apenas 32 anos. Coverdale e Hughes, os mais jovens, estavam excitadíssimos com o estrelato e com a primeira vez em que pisavam em solo americano.

O setlist foi mais ou menos o mesmo do Live in London, que seria gravado mais de um mês depois: Burn (com Hughes gritando "You know we had no tiiiiiiime!!! Aaah, aaah, aaah, aaaah!!!"), Might Just Take Your Life, Smoke on the Water (num esquema de jogral). Algumas cenas interessantes: Coverdale literalmente comendo mosca, uma interação simpática entre Hughes e Lord (dois anos depois, Lord "roubaria" a ex-namorada de Hughes, mas essa é outra história), Hughes tocando seu baixo e dando gritinhos. Mas a coisa ficou realmente quente depois, durante Space Truckin'.

A música era, desde os tempos de Gillan, o veículo para os solos de cada um deles. Todos faziam performances quase literalmente pirotécnicas, de quase meia hora (um amigo meu, na época do vinil, dizia que não tinha curiosidade de ouvir o Purple porque alguns discos --como o Made in Japan-- tinham "só uma música num dos lados").

Naquele dia, Blackmore se estranhou com os jornalistas, que estavam lá embaixo na platéia, bem na frente do palco. Eles queriam ângulo para tirar fotos dele, e ele só fazia caretas. Para complicar, um câmera da TV americana ABC estava lá em cima do palco querendo pegar também o melhor ângulo.

Lá pelo 17º minuto da música, ele começou seu verdadeiro show.

Quebrou duas guitarras e as atirou violentamente nos jornalistas. Bateu violentamente numa câmera com sua guitarra. Dançou sobre as cordas de guitarras inteiras e quebradas. Fez uma barulheira dos infernos. Até que o verdadeiro lance pirotécnico foi tentado.

Quando foi buscar sua terceira guitarra, Blackmore cochichou meia dúzia de palavras com um dos roadies da banda, e se posicionou. Inocentemente, começou a tocar sua guitarra e a caminhar para a frente de um grande amplificador. Lá na frente, começou a dançar sobre as cordas da guitarra.

O técnico jogou gasolina lá dentro, riscou um fósforo, saiu correndo e...



Essa é uma das cenas mais lindas da história do rock. Merece ser vista em vídeo - em áudio não tem graça nenhuma. O clipe dessa parte em especial pode ser baixado clicando aqui.

Blackmore ficou fazendo coreografias na frente do fogo, até que foi retirado de lá pelos bombeiros. Mais tarde, passou a jogar os amplificadores queimados nos jornalistas também.

Depois ele pegou outra guitarra e tocou mais um pouco até o final da música. Mas os caras do Deep Purple, todos, tiveram que ser tirados do palco de helicóptero, logo depois do show. Para não serem presos.

O show está disponível em vídeo e em CD --este lançado em 1996. Prefira o vídeo, já que o CD tem no final uns 15 minutos de barulheira completamente sem sentido... só faz sentido com a imagem junto. A vantagem do CD é o sempre providencial livretinho escrito pelo Simon Robinson, o homem que mais entende de Deep Purple no mundo. Mas nem o Robinson recomenda esse CD, e até por isso lançou no ano passado uma nova versão completa, chamada Ontario Motor Speedway 1974.

sexta-feira, 2 de abril de 2004

Deep Purple: os primeiros roqueiros na China



Anteontem, o Deep Purple foi a primeira banda ocidental da história a tocar na China. O primeiro show, no dia 31, deu 6 mil pagantes. "Nunca imaginei que tão pouca gente poderia fazer tanto barulho", disse o chinês Chen Lanfen, de 19 anos, após o show de Pequim. Segundo a Rádio China International, o show impressionou os roqueiros chineses, mesmo tendo sido aberto pela lenda do rock local Cui Jian.

O segundo está sendo um sucesso de vendas, segundo a Xinhua, agência de notícias oficial chinesa: sete mil ingressos (70%) tinham sido vendidos até anteontem para o show que ocorre hoje no Grande Palco Xangai. O mais barato saía por 500 ienes (ou US$ 60, ou R$ 90). E eles ainda vão a Guangzhou.

Até recentemente, todo tipo de música de rock era proibida no país, porque o maoísmo considerava que o som ocidental corromperia os costumes chineses e comunistas. Originalmente, a primeira banda a tocar na China seria os Rolling Stones, em abril do ano passado. Mas eles não foram por causa da pneumonia asiática.

Foi uma viagem muito esperada pelos mestres, e divulgada com orgulho por lá. Em seu site, Roger Glover lembra da primeira vez em que planejou ir à China como turista, em 1976. Não deu certo: a mulher dele estava para dar à luz sua filha, Gillian. Andy McKay, o saxista do Roxy Music, ia com ele, mas acabou indo sozinho com sua esposa após a alegre desistência do casal Glover.

"Lembro que na época ele me contou que nunca tinha visto tanta honestidade. Aparentemente, em seu primeiro hotel em Beijing (ou Peking, como se chamava na época), sua esposa Jane tinha jogado fora uma revista Time que tinha lido no avião, e a revista os alcançou algumas semanas depois em uma cidade a milhares de quilômetros dali; as faxineiras acharam que ela tinha sido deixada por acidente. (Atenção, equipes de bordo de aviões! Talvez eu tivesse recebido de volta meu caríssimo telefone celular se o tivesse perdido na China e não em Nova York.)"

Depois do Deep Purple, o dilúvio: Mariah Carey está a caminho e lá pelo final do mês é a estréia chinesa da Britney Spears.

segunda-feira, 15 de março de 2004

...E surge a verdade

No dia 6 de abril, um dia antes do aniversário da minha digníssima, faz 30 anos que o Blackmore botou fogo no palco na Ontario Speedway, no famoso e infame California Jam (que foi o primeiro vídeo lançado pelo Purple).

Nas próximas duas semanas vou postar coisas aqui sobre a Mark 3, o Cal Jam e o Burn, que vai ser relançado agora em abril. Pra começar, encontrei esta bela frase:

"Acho que sou pessoalmente responsável por Blackmore ter batido sua guitarra contra a câmera. Eu falei com ele na noite anterior. O Deep Purple fez um ensaio técnico, e eu perguntei se ele ia quebrar a guitarra dele. E Richie disse: 'sim, talvez. Sei lá, que merda'. Ele estava meio puto com várias coisas que não tinham nada a ver comigo. E eu disse: 'Veja, se você for quebrar a guitarra, privilegie a câmera. Vou fazer uma bela filmagem e vai ficar genial'. E ele privilegiou bem a câmera, gerando US$ 8 mil de prejuízo."

JOSH WHITE, diretor de filmagens do evento California Jam

segunda-feira, 1 de março de 2004

Cinquentona

A Fender Stratocaster, corpo e timbre de guitarra que consagrou o Ritchie Blackmore (notório destruidor de várias delas), completa meio século.

O Estadão lembra alguns de seus principais usuários (como Eric Clapton, que teria dado a primeira strato para o homedepreto) e conta fatos interessantes da história dessa guitarra. Diz, por exemplo, que as melhores guitarras Fender são as anteriores a 1965, quando Leo Fender estava morrendo e vendeu a empresa para o conglomerado CBS.

Nas primeiras gravações do Purple, até o In Rock, Ritchie usa uma Gibson. A partir de então, é tudo na base da stratocaster. É nítida a mudança do timbre. Compare, por exemplo, o som da guitarra no solo de Child in Time com o de Strange Kind of Woman.

"Prefiro a Stratocaster porque ela tem um som mais 'de ataque'. No começo, eu não conseguia me acostumar com a Strat depois da Gibson. Os braços são bem diferentes. Mas agora não consigo mais me acostumar com a Gibson. Uma Stratocaster também é mais difícil de tocar do que uma Gibson. Sei lá por quê. Acho que é porque não dá pra correr tão rápido os dedos pela escala de uma Strat. Com uma Gibson você tende a se perder. É bem fácil zunir de cima a baixo, e você acaba tocando formas físicas ao invés de realmente trabalhar algum som original. (...) Tocar uma Fender é uma arte em si. Elas estão sempre desafinando. Mas, do jeito como eu toco, eu mantenho um bom controle sobre ela."

(Entrevista à Guitar Player em 1973, a mesma em que Blackmore afirma que seu principal efeito na guitarra é o amplificador a todo volume e diz que o melhor jeito de aprender é copiando dos outros; "simplesmente roube", diz ele.)

Por ter acostumado tanto o ouvido, minha guitarra dos sonhos é uma Fender Stratocaster especial, modelo Ritchie Blackmore, existente desde 1993. Vem com o braço escavado (coisa que ele faz com as guitarras desde os 15 anos, pra dar mais sensibilidade ao toque nas cordas e, portanto, mais rapidez) e outras especificações semelhantes às usadas pelo bruxo, como o captador do meio lááááá embaixo ("fica no caminho da palheta", justificou em 1973).

Nas lojas brasileiras, custava mais ou menos o preço de um fusca em bom estado certa vez que comparei.

sábado, 28 de fevereiro de 2004

Morre o primeiro Judas de JCS



Esta saiu primeiro no Cabide, mas suponho ser de interesse público pra nós aqui.

Morreu na segunda-feira o ator e cantor Carl Anderson, que fez o papel de Judas no musical Jesus Christ Superstar (1973). Anderson tinha leucemia e morreu aos 58 anos. Ele também participou do filme "A Cor Púrpura", de Steven Spielberg. A informação é da Folha Online.

Anderson tinha uma voz poderosa. Em JCS, seu personagem rouba o filme com sua performance. Isso não ficava tão evidente no álbum conceitual de dois anos antes (onde Judas - cantado por Murray Head - era o fio condutor, mas não roubava tanto a cena). O script de JCS, pra mim, lembra muito a interpretação que José Saramago deu à mesma história. E, sim, ouvi as duas primeiras versões de JCS com atenção porque o Gillan deu voz ao personagem-título no álbum conceitual.

Em memória a Carl Anderson, o Judas Superstar que atuou no papel pelo menos até o ano passado sempre roubando a cena, posto abaixo a letra de "Heaven on their Minds", música-tema de Judas, que abre o musical e tem seu riff citado todas as vezes em que o personagem aparece em outras músicas.


My mind is clearer now -- at last all too well
I can see where we all soon will be
If you strip away the myth from the man
you will see where we all soon will be
Jesus! You started to believe
The things they said of you
You really do believe
This talk of God is true
And all the good you've done
Will soon get swept away
You've begun to matter more
Than the things you say

Listen Jesus I don't like what I see
All I ask is that you listen to me
And remember -- I've been your right hand man all along
You have set them all on fire
They think they've found the new Messiah
And they'll hurt you when they find they're wrong

I remember when this whole thing began
No talk of God then -- we called you a man
And believe me -- my admiration for you hasn't died
But every word you say today
Gets twisted round some other way
And they'll hurt you if they think you've lied

Nazareth your famous son should have stayed a great unknown
Like his father carving wood -- he'd have made good
Tables chairs and oaken chests would have suited Jesus best
He'd have caused nobody harm -- no-one alarm

Listen Jesus do you care for your race?
Don't you see we must keep in our place?
We are occupied -- have you forgotten how put down we are?
I am frightened by the crowd
For we are getting much too loud
And they'll crush us if we go too far

Listen Jesus to the warnings I give
Please remember that I want us to live
But it's sad to see our chances weakening with every hour
All your followers are blind
Too much Heaven on their minds
It was beautiful but now it's sour
Yes it's all gone sour

Everybody knows he's him



Finalmente consegui ouvir o show do Jon Lord na Austrália com os The Hoochie Coochie Men e o Jimmy Barnes, em 7 de fevereiro do ano passado. Pra quem gosta de blues do bom, é material de primeira. Foi lançado nos EUA em novembro.

Jon Lord havia ido pra lá pra apresentar seu novo concerto pra piano, The Boom of the Tingling Strings, mas estava com o dedão ferrado e deixou outro tocar por ele. Mas o velho Hammond ele podia tocar, e organizou essa jam pra mostrar tudo o que sabe. Tem belas intervenções com ele contando histórias, tem solos que lembram momentos inspirados do Deep Purple ao vivo, tem cover da música do Willie Dixon que o Led Zeppelin chupou pra Whole Lotta Love, tem uma cover de When a Blind Man Cries com um vocal que não faz jus ao Gillan. Tirando esse ponto baixo, o material é sensacional.

Tá pra ser lançado na Europa só em abril. Como é pela EMI, acho que rola por aqui.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2004

As raízes do Deep Purple

Em 1991, quando eu comecei a ir seriamente atrás dos discos do Deep Purple, passei por uma banca e encontrei uma revista-pôster que contava a história da banda. Era a segunda de duas lançadas pela revista Somtrês nos anos 80 (apenas recentemente consegui a primeira), e além de contar a história do grupo ela também tinha no pôster uma gigantesca árvore genealógica do Deep Purple.

Essa árvore mostrava de onde vieram e pra onde foram os membros do grupo, e que bandas estiveram envolvidas com eles. Era basicamente um mapa rodoviário do rock inglês. Mapa esse que sigo até hoje. De vez em quando eu tropeço no nome de alguma coisa completamente aleatória e vejo traços de Deep Purple. Tudo porque aos 14 anos eu quase decorei aquela árvore.

Agora, a DPAS está lançando uma versão online da árvore genealógica, começando pela Mark 1. E que recurso. Que recurso. Tem a história da primeira formação, as biografias de cada um dos membros do Deep Purple, a discografia, videografia, letras, resenhas da época, MP3 de algumas músicas.

Pra ler de pé, com a mão no peito.