Encomendei da DPAS nesta semana o DVD "Phoenix Rising", que deve sair no final de maio. Hoje, recebi um simpático email da Ann Warburton, administradora da Purple Records (e, salvo engano, mulher do Simon Robinson), contando o que mais vai sair neste ano. Algumas coisas eu não tinha ouvido falar. Olha só:
* Ainda não tem data, mas está em planejamento uma edição especial de Perfect Strangers com 3 discos. Da DPAS: "CD1 será o remaster incluindo 'Not Responsible'. CD3 será o velho disco de entrevistas que a Polydor lançou como promo no final de 1984. CD2 será um disco de material variado, com faixas do show de Knebworth (já lançado como um pacote por si), Son Of Alerik e com espera-se que também as jams que sobraram da gravação" (Cozmic Jazz e RIJIR). Cozmic Jazz já circula há tempos por aí como pirataria:
* Vai sair uma edição limitada de 2 mil cópias do Phoenix Rising em vinil. Ela não disse o que vai ter nessa versão, mas suponho que seja algo como o Last Concert in Japan (base do Rises Over Japan, vídeo que estará incluído no documentário). Eu não tenho onde ouvir vinil, então não me emociono ainda. O trailer do documentário:
* Vai sair uma versão em CD do single beneficiente "Who Cares", com Ian Gillan, Tony Iommi e Jon Lord. São duas faixas. Uma delas, "Out of My Mind", vai estar à venda oficialmente em 6 de maio.
Um gostinho do single:
* Já foi anunciado antes que vai sair uma reedição do Born Again, o famoso disco do Black Sabbath com o Gillan que é fabuloso musicalmente mas tem o som abafado. "Infelizmente não conseguiram achar as fitas master, então um remix não foi possível. Ao invés disso, o disco será remasterizado, e vão pelo menos acrescentar a apresentação no festival de Reading feita para a Radio 1 da BBC (o único show da banda no Reino Unido) como disco bônus, mais o single", escreveu Ann. Ou seja: pela primeira vez, oficialmente, teremos "The Fallen" (yeah!) e o Gillan cantando "War Pigs" - minha versão favorita da música - e "Paranoid", como no vídeo abaixo:
* Já dá pra encomendar o segundo disco da Black Country Communion, o genial projeto do Glenn Hughes com o Joe Bonamassa e o Jason Bonham. Ainda não se sabe os formatos finais. O primeiro vídeo do novo disco deve sair agora em junho. Eu fiquei fascinado por BCC logo na primeira faixa do primeiro disco, com este baixo aqui:
* Vai sair um musical italiano sobre a vida do Blackmore. "Já me garantiram que não é tosco!", disse Ann. Eu ainda não tinha ouvido falar a respeito. Pedi mais detalhes.
* Blackmore e Paice vão tocar no disco "Seeking Major Tom", do capitão Kirk William Shatner. Paice vai tocar "Space Truckin'", do Deep Purple, e o Blackmore vai tocar "Space Oddity", do David Bowie. Já está no YouTube um vídeo com Shatner gravando "Iron Man" com Zakk Wylde - e encarnando o personagem de "S@#$ My Dad Says".
* Vai sair uma versão remasterizada do Long Live Rock'n'Roll, do Rainbow com o Dio. Sempre faz bem rever:
Mostrando postagens com marcador remasters. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador remasters. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 21 de abril de 2011
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Stormbringer saiu no Brasil
Saiu no Brasil o remaster do Stormbringer. Está R$ 45 na Livraria Cultura. Se dois leitores deste blog comprarem o disco por este link, vocês estarão me pagando uma cerveja em fevereiro do ano que vem, sem tirar um tostão a mais do bolso.
Pra quem comprou importado e agora lamenta, não fique assim. É complicado o histórico dos lançamentos dos remasters do Deep Purple no Brasil:
* Shades of Deep Purple, Book of Taliesyn e Deep Purple saíram.
* Concerto for Group and Orchestra saiu em CD e DVD (valeu a dica!).
* In Rock não saiu.
* Fireball saiu sete anos depois (eu paguei R$ 60 pelo importado, e hoje se acha o nacional até a R$ 9). A sobrecapa de cartolina não vem na maior parte dos que se acha.
* Machine Head não saiu.
* Made in Japan saiu alguns anos depois.
* Who Do We Think We Are não apenas não saiu como é dificílimo de achar até importado.
* Burn até hoje não saiu.
* Stormbringer saiu junto com o importado.
Pra quem comprou importado e agora lamenta, não fique assim. É complicado o histórico dos lançamentos dos remasters do Deep Purple no Brasil:
* Shades of Deep Purple, Book of Taliesyn e Deep Purple saíram.
* Concerto for Group and Orchestra saiu em CD e DVD (valeu a dica!).
* In Rock não saiu.
* Fireball saiu sete anos depois (eu paguei R$ 60 pelo importado, e hoje se acha o nacional até a R$ 9). A sobrecapa de cartolina não vem na maior parte dos que se acha.
* Machine Head não saiu.
* Made in Japan saiu alguns anos depois.
* Who Do We Think We Are não apenas não saiu como é dificílimo de achar até importado.
* Burn até hoje não saiu.
* Stormbringer saiu junto com o importado.
Marcadores:
Burn remaster,
lançamentos,
remasters,
Stormbringer remaster
sexta-feira, 27 de março de 2009
Três resenhas
Recebi na última semana dois discos que eu estava esperando. Também ouvi um terceiro, que ganhei inesperadamente. Ouvi os três com bastante calma nos últimos dias, então estou pronto pra fazer a resenha pra vocês. Duvido que qualquer um deles saia no Brasil, infelizmente.
1) STORMBRINGER (Remaster)
2) ONE EYE TO MOROCCO (Ian Gillan)
3) A LIGHT IN THE SKY (Don Airey)
1) STORMBRINGER (Remaster)
2) ONE EYE TO MOROCCO (Ian Gillan)
3) A LIGHT IN THE SKY (Don Airey)
Marcadores:
Airey,
gillan,
remasters,
resenha,
Stormbringer remaster
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Remaster de Perfect Strangers a caminho!
Segundo a DPAS, o Roger Glover já começou a cavocar os baús em busca de material para o remaster dos 25 anos de Perfect Strangers, a serem completados em abril deste ano. Mas talvez ainda demore mais um pouco, como sói acontecer.
Vocês sabem: o de In Rock foi de 25 anos, o de Fireball também, o de Machine Head idem. Aí, a partir de Made in Japan, a coisa meio que encrespou. Quando chegou a Burn, foi de 30 anos. Stormbringer já chega agora ao trigésimo-quinto.
De qualquer forma, estou curioso. Será que desse baú sai a mítica faixa "RIJIR", gravada nos ensaios em Vermont?
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
E por falar em Stormbringer...
A DPAS postou em seu site alguns trechos de músicas do remaster. Hold On está cheio de vocais novos. Inicialmente fiquei meio com a pulga atrás da orelha com a voz do Hughes. Parecia grave demais - parecida demais com a atual - pra ter sido feita na época. Mas depois ouvi o original e vi que naquela música ele canta mais grave mesmo.
Ouçam lá e comentem aqui.
Ouçam lá e comentem aqui.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Dois atrasos
Dois discos muito esperados devem atrasar. O remaster de Stormbringer vai sair em fevereiro, não mais em 19 de janeiro. E o novo do Gillan solo deve sair só lá por março.
Marcadores:
gillan,
lançamentos,
remasters,
Stormbringer remaster
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Como comprar da DPAS
O Bruno perguntou como ele faz para encomendar o Stormbringer também.
Simples: entre no site da Purple Records e clique em "Forthcoming Titles". Na lista de lançamentos já no forno, o quarto é o de Stormbringer. Clique em "Pre-Order". Clique em "ADD". Dê seus dados, incluindo número de cartão de crédito internacional. E aguarde.
Outra coisa legal no site da Purple Records - que pra mim, pelo menos é nova - é a seção "Purple Download".
Ali, você pode comprar o download legalizado de vários discos da gravadora que, de outra forma, dificilmente chegarão ao Brasil, como "First of the Big Bands", do Tony Ashton e Jon Lord, e o "Gemini Suite" que o Lord gravou SEM o Purple e com letra diferente da molecagem do Gillan ("How I wish... that I wasn't here..."). O preço é bem mais em conta do que a versão física: o mais caro dá uns R$ 28, pelo câmbio de ontem.
Você pode argumentar que pode baixar o MP3 de graça em outros sites - e é verdade. Mas baixar pagando garante fôlego à Purple Records pra garimpar e lançar mais coisas. O catálogo deles conta com 587 títulos até agora.
Simples: entre no site da Purple Records e clique em "Forthcoming Titles". Na lista de lançamentos já no forno, o quarto é o de Stormbringer. Clique em "Pre-Order". Clique em "ADD". Dê seus dados, incluindo número de cartão de crédito internacional. E aguarde.
Outra coisa legal no site da Purple Records - que pra mim, pelo menos é nova - é a seção "Purple Download".
Ali, você pode comprar o download legalizado de vários discos da gravadora que, de outra forma, dificilmente chegarão ao Brasil, como "First of the Big Bands", do Tony Ashton e Jon Lord, e o "Gemini Suite" que o Lord gravou SEM o Purple e com letra diferente da molecagem do Gillan ("How I wish... that I wasn't here..."). O preço é bem mais em conta do que a versão física: o mais caro dá uns R$ 28, pelo câmbio de ontem.
Você pode argumentar que pode baixar o MP3 de graça em outros sites - e é verdade. Mas baixar pagando garante fôlego à Purple Records pra garimpar e lançar mais coisas. O catálogo deles conta com 587 títulos até agora.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Agora é oficial: VAI SAIR!
Eu já encomendei o meu.
Segundo a DPAS:
- Haverá uma edição limitada, com 2 CDs e capa externa, com os mixes quadrafônicos originais e outros acepipes, incluindo o excelente trabalho de remixagem do Glenn, elementos em vídeo e mais.
Está planejada uma edição dupla em vinil, também limitada. ambas estão disponíveis para reserva com a DPAS. Assim que acabar a edição limitada com 2 CDs, o disco será relançado como uma edição mais barata, com um só disco, incluindo o álbum, os remixes e alguns outros itens. Parece que a velha versão em CD vai sair de catálogo. (...)
Glenn contribuiu com textos para o encarte, e uma transparência supergrande da pintura original da capa foi desencavada na América para usar na nova capa.
As faixas:
DISCO 1:
01. Stormbringer 4.03
02. Love Dont Mean A Thing 4.24
03. Holy Man 4.37
04. Hold On 5.08
05. Lady Double Dealer 3.17
06. You Cant Do It Right 3.25
07. High Ball Shooter 4.24
08. The Gypsy 4.10
09. Soldier Of Fortune 3.12
10. Holy Man 4.38 remix
11. You Cant Do It Right 3.53 remix
12. Love Dont Mean A Thing 5.21 remix
13. Hold On 5.23 remix
14. Soldier Of Fortune 3.12 remix
15. High Ball Shooter (instrumental) 4.30
DISCO 2:
01. Stormbringer 4.03 Quad 4.1
02. Love Dont Mean A Thing 4.24 Quad 4.1
03. Holy Man 4.37 Quad 4.1
04. Hold On 5.08 Quad 4.1
05. Lady Double Dealer 3.17 Quad 4.1
06. You Cant Do It Right 3.25 Quad 4.1
07. High Ball Shooter 4.24 Quad 4.1
08. The Gypsy 4.10 Quad 4.1
09. Soldier Of Fortune 3.12 Quad 4.1
10. Stormbringer 4.03 Quad 2.0
11. Love Dont Mean A Thing 4.24 Quad 2.0
12. Holy Man 4.37 Quad 2.0
13. Hold On 5.08 Quad 2.0
14. Lady Double Dealer 3.17 Quad 2.0
15. You Cant Do It Right 3.25 Quad 2.0
16. High Ball Shooter 4.24 Quad 2.0
17. The Gypsy 4.10 Quad 2.0
18. Soldier Of Fortune 3.12 Quad 2.0
19. Stormbringer video footage
sábado, 23 de agosto de 2008
'Cause it's coming our way, ay-ay!
Esta, mais ou menos, deve ser a cara da "slipcase" (capa de cartolina que envolve o CD) do remaster de Stormbringer. Por dentro, a capa do encarte deve ser a mesma do CD. Vai ser um CD duplo. No encarte, vai ter também um texto do Hughes. Também vai sair em vinil duplo.
Nada foi dito sobre datas e preços. Eu chuto uns R$ 120 pela brincadeira toda. Mas nunca na vida estive tão doido pra gastar uma grana assim.
Quem me conhece, e conhece minha história com o Deep Purple, sabe o quanto o Stormbringer significa pra mim. Tenho melhores lembranças da adolescência tocando guitarra no ar em Lady Double Dealer do que cantando o solo de Highway Star. Simples: porque Stormbringer eu conheci aos 13 anos, enquanto só botei as mãos no Machine Head aos 15. Adolescente pobre é uma desgraça.
Com vocês, Lady Double Dealer ao vivo no último show do Blackmore com a Mk3. Como não existe vídeo disso, um gênio botou as moças de Kill Bill e outras cenas de mulheres lutando:
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
E continua a saga de Stormbringer
Em junho, o problema era conseguir restaurar a capa do disco - a arte estava perdida. Aí, parece que a EMI conseguiu uma transparência que daria uma impressão de alta qualidade. Aí, foi encontrada uma pintura de 1927 em que a capa se baseou.
Agora, foram encontradas mais fitas da gravação do disco, além das que o Glenn Hughes trouxe de casa no ano passado. A EMI está vendo se essas fitas têm alguma novidade. Então, vai demorar mais um pouco.
Esse remaster está em produção pelo menos desde 2003. Foi inicialmente anunciado para o começo de 2005, depois para meados de 2006, foi reprogramado algumas vezes e ainda não rolou, entre idas e vindas. Mas já é lucro, porque está sendo produzido: em 2002, sequer se sabia se rolaria esse remaster, até que foram encontradas algumas fitas master do disco, há muito perdidas (em maio daquele ano).
Apenas para ter uma idéia, veja como foram lançados os outros remasters do Deep Purple:
- Junho de 1995: Inaugura-se a série, com a edição de 25 anos de In Rock. Capa autografada, trechos bem sacados de papo de estúdio, faixas extras. Só faltou Hallellujah pra ficar completo, mas tudo bem: eu tenho o Singles A's & B's. E ganhamos no mesmo disco TRÊS versões de Speed King, sendo uma delas a do piano que eu também tinha no Singles. O encarte, com um texto cuidadoso do Simon Robinson, imagens difíceis e reminiscências de praticamente todos os membros do Purple, me pirou o cabeção. Criou um alto padrão que se repetiria nos seguintes.
1996: Na seqüência, vem o remaster de 25 anos de Fireball. Meu disco favorito do Deep Purple vinha pela primeira vez em sua existência com Demon's Eye E Strange Kind of Woman no mesmo disco (antes, se o vinil seguia a Inglaterra vinha D'sE e se seguia os EUA vinha SKOW). Mais ainda: embora não tivesse papo de estúdio como o anterior, tinha a galinhagem "The Noise Abatement Society Tapes". Não coube o Gillan improvisando letra para Fools - que entrou numa caixa, depois - e salvo engano foi o Jon Lord quem não deixou entrar um "Show me the Way to Go Home" etílico.
8 de setembro de 1997: sai o remaster duplo de Machine Head, também mantendo o intervalo de 25 anos. Fora os gloriosos solos alternativos e a abstenção do corte em algumas faixas do disco extra, não tinha tantos petiscos de estúdio. Mas não tinha problema - é muito legal que tenha saído um disco semelhante ao que tínhamos junto com um disco como ele podia ter sido. Também se juntou pela primeira vez When a Blind Man Cries ao restante do disco, sem falar nas versões quadrafônicas (que nunca consegui ouvir em todo seu esplendor por falta de caixas de som).
Fevereiro de 1998: vai às lojas lá fora o remaster duplo de 25 anos e uns meses de Made in Japan. É o disco que conhecemos, com um extra de apenas três faixas. Mas vale muito a pena. É um disco raçudo. Pena que cortou boa parte do papo do Gillan entre as músicas (todo transcrito, anteriormente, nas letras do The Highway Star).
Fevereiro de 2000: saem de uma só vez os remasters da Mk1: Shades of Deep Purple, The Book of Taliesyn e Deep Purple. Coisa fina, interessante, abrindo os ouvidos dos fãs para a novidade do Deep Purple pré-Gillan. Os extras vinham principalmente da BBC, mas também do programa de TV do Hugh Hefner. O encarte é mais modesto do que os dos outros remasters, mas compensa. Pelo menos o do terceiro disco foi produzido na época dos seus 30 anos.
2000: é lançado o remaster de Who do We Think We Are, evitando chamar atenção sobre sua data comemorativa. Não eram mais 25 anos, e sim 27. Mas a faixa First Day Jam e a introdução de guitarra do Blackmore para Rat Bat Blue compensaram tanto a demora quanto a grana absurda que eu paguei por ele. Ralei durante meses, para encontrá-lo apenas numa edição sueca. Nem na Galeria do Rock tinha.
2002: vai às lojas, surpreendentemente até no Brasil, o remaster do Concerto for Group and Orchestra, nas versões CD e DVD. No CD, além do concerto inteiro, tem o bis resumindo o terceiro movimento e um CD extra com o set do Deep Purple antes de começar o concerto. Quem tinha o Powerhouse já conhecia, mas mesmo assim, pela primeira vez, o pré-set e o próprio concerto estavam juntos reunidos. No DVD, a leve decepção era em ver que o vídeo começava com o som já rolando.
2004: sai a edição de 30 anos de Burn. Eu, pessoalmente, fiquei babando quando saiu. Comprei na Amazon assim que vi anunciada. Achei que era um ótimo negócio, mas fui obrigado a perder minha inocência a respeito quando a Receita me garfou metade do preço do disco em impostos. Em termos de extras, nem tanto. Mas os duetos entre o Coverdale e o Hughes ficaram bem mais nítidos, o que pra mim foi uma epifania. Uma coisa de que não gostei foi a versão "modernosa" de Coronarias Redig. Não tem a versão "careta" da música - cuja introdução eu prefiro. E tem um barulhinho chato antes de You Fool No One. De qualquer forma, o disco valeu - embora tenha saído mais caro do que o anterior, no fim das contas.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Stormbringer coming...
- Parece que a roda está girando de novo sobre o remaster de Stormbringer. Agora, ele está se desenvolvendo para virar um lançamento em CD duplo. O CD 1 será o álbum original remasterizado, mais os novos mixes de Glenn Hughes e Pete Mew. O CD 2 trará os mixes quadrafônicos originais em 4.1 e estéreo.
É provável que o lançamento saia com uma edição especial, que pediram a Simon (Robinson) para produzir 'Estou pensando em um livro de capa dura no tamanho de um CD, com extras incluindo reproduções perfeitas do cartaz de publicidade que era colocado nas lojas americanas e outras delícias'. Ainda não há data de lançamento confirmada, mas agora parece estar muito mais próximo.
sexta-feira, 30 de março de 2007
Stormbringer coming... time to die!
Vai ser hora de morrer com uns cem paus quando sair o remaster de Stormbringer. Vejam só o que o Hughes diz a respeito, em entrevista ao Music Street Journal:
- Estive no estúdio, em Abbey Road, há uns três meses pra fazer a mixagem de "Holy Man", e fiz bem rápido. Pus a fita de 24 pistas de 1974 e o som era tão bom que eu mixei. Mixei mais algumas músicas. Mixei "Holy Man", "You Can't Do It Right", "Love Don't Mean a Thing". Mixei tudo de tarde. Fiz uma mixagem um pouco diferente do que você já ouviu, com um vocal meio cru, provavelmente com mais funk nessas faixas, mais do que você deve lembrar. Acrescentei algumas coisas de guitarra que a gente não tinha no original. E coloquei um novo vocal em "Hold On", então o mix ficou bem interessante.
Marcadores:
entrevista,
Hughes,
Mk3,
remasters,
Stormbringer remaster
sexta-feira, 3 de novembro de 2006
Hughes no estúdio
No início de julho, este blog publicou uma entrevista com Glenn Hughes em que ele dizia que ia participar do processo de remasterização de Stormbringer. Dizia ele: "eu VOU achar algo novo". Pois há pouco tempo o ex-baixista do Deep Purple esteve no estúdio Abbey Road, da EMI, dando uma força. Veja a foto aqui embaixo, diretamente do site da DPAS:

Diz a DPAS:
"O som do material estava fascinante; a qualidade da gravação de estúdio é muito, mas muito, melhor que a de Burn, muito mais definida, e a única coisa que aqueles que foram ao estúdio disseram durante o dia é que era difícil acreditar que o material era de 1974 - soava muito contemporâneo. Glenn queria muito fazer Holy Man e começou com isso, mas logo ele pegou o jeito e no final cinco músicas foram trabalhadas em uma longa sessão. Os resultados soam realmente excelentes, e haverá algumas surpresas para fãs deste álbum em particular, já que Glenn trouxe algumas novas linhas vocais e outros trechos nunca antes ouvidos, assim como uma ênfase em diferentes aspectos do material."
Diz a DPAS:
"O som do material estava fascinante; a qualidade da gravação de estúdio é muito, mas muito, melhor que a de Burn, muito mais definida, e a única coisa que aqueles que foram ao estúdio disseram durante o dia é que era difícil acreditar que o material era de 1974 - soava muito contemporâneo. Glenn queria muito fazer Holy Man e começou com isso, mas logo ele pegou o jeito e no final cinco músicas foram trabalhadas em uma longa sessão. Os resultados soam realmente excelentes, e haverá algumas surpresas para fãs deste álbum em particular, já que Glenn trouxe algumas novas linhas vocais e outros trechos nunca antes ouvidos, assim como uma ênfase em diferentes aspectos do material."
Marcadores:
Hughes,
Mk3,
remasters,
Stormbringer remaster
quarta-feira, 7 de junho de 2006
Stormbinger coming... time to die!
STORMBRINGER COMING... TIME TO DIE!
Sim, tempo de morrer. Morrer com uns noventa paus no remaster importado, que deve sair neste ano. O Glenn Hughes vai fazer parte da equipe de produção.
Vai ter pérolas, como a versão original do que o Coverdale diz ao contrário no início da faixa-título ("cocksucker, muthafucker, Stormbringer") e uma versão instrumental de Highball Shooter pra qualquer fanático pelo Deep Purple fazer seu purpleoquê em casa se achando o próprio Coverdale ou Hughes. Sem falar em TRÊS VOCAIS DIFERENTES para Soldier of Fortune.
Sim, tempo de morrer. Morrer com uns noventa paus no remaster importado, que deve sair neste ano. O Glenn Hughes vai fazer parte da equipe de produção.
Vai ter pérolas, como a versão original do que o Coverdale diz ao contrário no início da faixa-título ("cocksucker, muthafucker, Stormbringer") e uma versão instrumental de Highball Shooter pra qualquer fanático pelo Deep Purple fazer seu purpleoquê em casa se achando o próprio Coverdale ou Hughes. Sem falar em TRÊS VOCAIS DIFERENTES para Soldier of Fortune.
Marcadores:
Hughes,
Mk3,
remasters,
Stormbringer remaster
quarta-feira, 1 de dezembro de 2004
Seis notícias
1) Em mais um pedaço do quebra-cabeça da história do Deep Purple que vai para o túmulo, o empresário Artie Mogul, ex-presidente da Tetragrammaton Records (EUA), morreu em 26 de novembro. Foi ele quem assinou o contrato com o Deep Purple em maio de 1968, garantindo que eles fizessem sucesso com Hush nos EUA antes mesmo de serem conhecidos na Inglaterra. Apenas para recapitular, há poucas semanas morreu o DJ John Peel, da BBC, o primeiro cara que apresentou o Purple no rádio na Europa.
2) Foi lançado no Brasil o mais novo disco solo do Jon Lord, Beyond the Notes. Salvo engano, é o primeiro disco solo dele que sai por aqui. No ano passado, também foi lançado no Brasil o Snapshot, mais novo disco solo do Roger Glover (e também acho que o primeiro dele a sair no Brasil). Os quatro primeiros da Blackmore's Night também foram lançados por aqui e andam sendo vendidos bem baratinho. São os primeiros esforços solo dos mestres que são lançados nestas plagas sem haver nenhum contexto promocional ou turnê. Parece-me o início de uma muito bem-vinda tendência, que vai poupar os bolsos dos fanáticos. Aguardem resenha aqui.
3) Na FNAC da Paulista, os remasters importados de In Rock e Who Do We Think We Are estão baratinhos: R$ 39,90. Há três anos, comprei na galeria do rock o In Rock por R$ 50 e na Boca do Disco o WDWTWA (sueco) por R$ 80. Os remasters de Fireball e Made in Japan já saíram no Brasil. Já achei o de Fireball por R$ 16 (R$ 31 na FNAC) e o de MiJ por R$ 44 (R$ 51 na FNAC). Paguei R$ 60 pelo de Fireball e R$ 70 pelo de MiJ. Apenas estou no lucro com o remaster duplo de Machine Head: na FNAC está R$ 72, e eu paguei R$ 45 por ele em 2001. Vão lá, completem suas coleções, substituam seus discos antigos e saiam ganhando com os papos de estúdio de In Rock, as galinhagens etílicas de Fireball, a inteira reconstrução de Machine Head, o blues com Blackmore no baixo de WDWTWA e o bis do Made in Japan.
4) Já falei antes, mas repito: é amanhã, dia 2, o especial do Ian Gillan apresentado pelo Bruce Dickinson na Radio 2 da BBC. Dá pra ouvir numa boa pela internet. O Deep Purple foi uma das bandas formadoras da cabeça do goela de sirene do Iron Maiden - cujo teste na banda foi Black Night. No segundo dia deste ano, ele apresentou um especial sobre o Deep Purple que começava com uma narração sobre o tecladinho calmíssimo da versão de estúdio de Speed King:
--Eu queria ser o pé esquerdo do baterista. Eu queria gritar feito uma banshee. Eu queria maltratar as cordas de uma guitarra e fazê-la chorar. Tudo começou quando eu passei pela frente de uma porta fechada de estúdio e de trás dela ouvi isto:
(entra a letra na música: "Good golly, said the little miss Molly, while she was rockin' in the house of blue light...")
5) Já leram a entrevista interativa com o Roger Glover no site dele?
6) Confirmado: Ian Paice e Glenn Hughes fazem parte do projeto italiano Moonstone, que lança seu primeiro disco em janeiro. É a velha cozinha da Mk3 e Mk4 voltando a funcionar brevemente. Também participaram do projeto os feras Carmine Appice, Paul Shortino, Steve Walsh, Eric Bloom, Graham Bonnet, Kelly Keeling, Chris Catena, Tony Franklin, James Christian e Howie Simon.
2) Foi lançado no Brasil o mais novo disco solo do Jon Lord, Beyond the Notes. Salvo engano, é o primeiro disco solo dele que sai por aqui. No ano passado, também foi lançado no Brasil o Snapshot, mais novo disco solo do Roger Glover (e também acho que o primeiro dele a sair no Brasil). Os quatro primeiros da Blackmore's Night também foram lançados por aqui e andam sendo vendidos bem baratinho. São os primeiros esforços solo dos mestres que são lançados nestas plagas sem haver nenhum contexto promocional ou turnê. Parece-me o início de uma muito bem-vinda tendência, que vai poupar os bolsos dos fanáticos. Aguardem resenha aqui.
3) Na FNAC da Paulista, os remasters importados de In Rock e Who Do We Think We Are estão baratinhos: R$ 39,90. Há três anos, comprei na galeria do rock o In Rock por R$ 50 e na Boca do Disco o WDWTWA (sueco) por R$ 80. Os remasters de Fireball e Made in Japan já saíram no Brasil. Já achei o de Fireball por R$ 16 (R$ 31 na FNAC) e o de MiJ por R$ 44 (R$ 51 na FNAC). Paguei R$ 60 pelo de Fireball e R$ 70 pelo de MiJ. Apenas estou no lucro com o remaster duplo de Machine Head: na FNAC está R$ 72, e eu paguei R$ 45 por ele em 2001. Vão lá, completem suas coleções, substituam seus discos antigos e saiam ganhando com os papos de estúdio de In Rock, as galinhagens etílicas de Fireball, a inteira reconstrução de Machine Head, o blues com Blackmore no baixo de WDWTWA e o bis do Made in Japan.
4) Já falei antes, mas repito: é amanhã, dia 2, o especial do Ian Gillan apresentado pelo Bruce Dickinson na Radio 2 da BBC. Dá pra ouvir numa boa pela internet. O Deep Purple foi uma das bandas formadoras da cabeça do goela de sirene do Iron Maiden - cujo teste na banda foi Black Night. No segundo dia deste ano, ele apresentou um especial sobre o Deep Purple que começava com uma narração sobre o tecladinho calmíssimo da versão de estúdio de Speed King:
--Eu queria ser o pé esquerdo do baterista. Eu queria gritar feito uma banshee. Eu queria maltratar as cordas de uma guitarra e fazê-la chorar. Tudo começou quando eu passei pela frente de uma porta fechada de estúdio e de trás dela ouvi isto:
(entra a letra na música: "Good golly, said the little miss Molly, while she was rockin' in the house of blue light...")
5) Já leram a entrevista interativa com o Roger Glover no site dele?
6) Confirmado: Ian Paice e Glenn Hughes fazem parte do projeto italiano Moonstone, que lança seu primeiro disco em janeiro. É a velha cozinha da Mk3 e Mk4 voltando a funcionar brevemente. Também participaram do projeto os feras Carmine Appice, Paul Shortino, Steve Walsh, Eric Bloom, Graham Bonnet, Kelly Keeling, Chris Catena, Tony Franklin, James Christian e Howie Simon.
Marcadores:
BBC,
fim da Mk1,
Fireball remaster,
Glover,
Hughes,
In Rock remaster,
Lord,
Made in Japan remaster,
Mk1,
paice,
remasters,
Who Do We Think We Are remaster
domingo, 19 de outubro de 2003
Sail Away "deslumbrante" no remaster de Burn
Está andando o remaster de Burn. Segundo o Simon Robinson, o que já está pronto ficou poderoso, "com um trabalho deslumbrante em Sail Away, em particular". O remix deve ficar pronto em outubro e o disco em si sai no ano que vem, como edição especial de 30 anos de Burn.
Já estou preparando meus bolsos aqui. Vai ser minha terceira versão de Burn (a primeira foi em vinil e a segunda em CD normal). E que venha Stormbringer!
Já estou preparando meus bolsos aqui. Vai ser minha terceira versão de Burn (a primeira foi em vinil e a segunda em CD normal). E que venha Stormbringer!
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2003
Coincidências
O grãde Leãdro falou outro dia da tremenda coincidência de acharem uma carrada de material inédito e original dos Beatles num espaço de poucos meses. Eu comentei que tinha pencas de material antigo e sumido do Deep Purple que andou aparecendo. Pois andou aparecendo mais coisa: acharam fitas originais de um show que eles fizeram no Olympia, em Paris, em novembro de 1970. A Deep Purple Appreciation Society está em cima para lançar. O show havia sido passado no rádio e o Simon Robinson conta que ficaram 18 meses procurando esse material.
Andei pensando no assunto, e não acho que haja tanta coincidência assim. Acho que tem a ver com o avanço da tecnologia. Vou me remeter, como sempre, ao exemplo do Deep Purple. Mas esqueçam que é o Purple e reparem no processo mercadológico e tecnológico disso.
Antes, no tempo do vinil e da fitinha, tinha que selecionar muito o que ia botar, porque o espaço era curto. Acabava sobrando uma porrada de coisas e muita coisa boa acabava indo pro lixo, sumindo em arquivos ou sendo apagada. Em 1968, o Deep Purple gravou um cover de Lay, Lady, Lay e um de Glory Road. Ambos foram apagados - como não gostaram do resultado e era caro o material de gravação para uma banda iniciante, resolveram gravar coisas em cima.
Depois que o CD virou o padrão, a indústria fonográfica passou dez anos lançando discos exatamente como lançava na época do vinil, talvez com músicas a mais. Quando relançava algum disco em CD, no máximo incluía uma ou duas músicas diferentes do que já havia. Lá por 1995 isso andou mudando. Como não acompanho outros grupos antigos, volto a me reportar ao Deep Purple.
Em 1995, foi lançada a edição comemorativa de 25 anos de In Rock. Além das faixas originais, ela incluía bate-papo de estúdio, galinhagens entre os participantes, músicas que não chegaram a fazer parte do vinil, solos não usados e etc. Em 1996 ou 1997, a indústria fonográfica lançou "Free as a Bird", uma música inédita dos Beatles que estava nas gavetas. Foi sucesso. No campo do Deep Purple, na esteira do In Rock vieram as remasterizações de Fireball, Machine Head, Who Do We Think We Are, dos três discos da primeira formação e depois do clássico Made in Japan. Todos também com belos encartes de 50 páginas contando a história da época, com fotos inéditas e tal.
Quem era fã e já tinha o original, mesmo que em CD, acabava comprando esses de novo. Eu tenho todos esses em vinil. Meu In Rock em vinil é da primeira impressão brasileira, de 1973. Um bolachão grosso, pesado. Mas é muito legal ouvir os caras do Purple galinhando enquanto compõem. Meu Machine Head eu ganhei do Roxette, por vias tortas. Mas a edição remasterizada, dupla, inclui um CD "what-if" - em que o Roger Glover remixou as músicas com solos e outras linhas instrumentais que não foram usados, e nesse disco hipotético o Gillan grita "Break a leg, Frank!" nos instrumentais finais de Smoke on the Water. Era uma galinhagem com o Frank Zappa, que uma semana depois de ver o cassino de Montreaux pegar fogo no meio de um show seu, levou uma rasteira de um fã em pleno palco e quebrou a perna. Tenho Burn em vinil e em CD, mas assim que sair o remasterizado vou acabar comprando.
Criou-se um mercado para isso. Se as antigas masters tinham valor quase só para colecionadores privados, elas relançadas em novos pacotes trariam um lucro sem tamanho para a indústria da música - que também enfrenta outros problemas sérios na parte da pirataria e distribuição. Novas tecnologias, como o DVD e DVD-A, e a convergência das formas diversas de aparelhos de entretenimento para um só eletrodoméstico (o computador), tornaram ainda mais atraente esse conteúdo. Junte isso a megaconglomerados tipo AOL-Time-Warner-Turner-DC Comics-Xis do Bigode, e voilà.
Não é por acaso que a Globo está direcionando toda sua operação eletrônica para venda de conteúdo (condicionando à do acesso). Não é muito por acaso que a Globo está revirando suas gavetas para lançar em DVD minisséries e compactos do Casseta e Planeta e do TV Pirata. O Deep Purple também andou lançando um DVD do Concerto para Grupo e Orquestra na versão de 1969, que estou louco pra comprar.
Para ter uma idéia do valor dessas coisas, o colecionador que tinha em casa o rolo de fita com o show do Deep Purple na Universidade de Hosfra, em Nova York, em 1973, cobrou uma fábula da produtora que fez o vídeo com o documentário sobre a gravação de Machine Head. Ah, é pra ser lançado em DVD também? O cara cobrou uma grana preta por minuto, e muito poucos minutos puderam ser usados.
Não é coincidência essa série de encontros fortuitos. É busca agressiva de mercado.
Não é a coincidência. É a convergência.
Andei pensando no assunto, e não acho que haja tanta coincidência assim. Acho que tem a ver com o avanço da tecnologia. Vou me remeter, como sempre, ao exemplo do Deep Purple. Mas esqueçam que é o Purple e reparem no processo mercadológico e tecnológico disso.
Antes, no tempo do vinil e da fitinha, tinha que selecionar muito o que ia botar, porque o espaço era curto. Acabava sobrando uma porrada de coisas e muita coisa boa acabava indo pro lixo, sumindo em arquivos ou sendo apagada. Em 1968, o Deep Purple gravou um cover de Lay, Lady, Lay e um de Glory Road. Ambos foram apagados - como não gostaram do resultado e era caro o material de gravação para uma banda iniciante, resolveram gravar coisas em cima.
Depois que o CD virou o padrão, a indústria fonográfica passou dez anos lançando discos exatamente como lançava na época do vinil, talvez com músicas a mais. Quando relançava algum disco em CD, no máximo incluía uma ou duas músicas diferentes do que já havia. Lá por 1995 isso andou mudando. Como não acompanho outros grupos antigos, volto a me reportar ao Deep Purple.
Em 1995, foi lançada a edição comemorativa de 25 anos de In Rock. Além das faixas originais, ela incluía bate-papo de estúdio, galinhagens entre os participantes, músicas que não chegaram a fazer parte do vinil, solos não usados e etc. Em 1996 ou 1997, a indústria fonográfica lançou "Free as a Bird", uma música inédita dos Beatles que estava nas gavetas. Foi sucesso. No campo do Deep Purple, na esteira do In Rock vieram as remasterizações de Fireball, Machine Head, Who Do We Think We Are, dos três discos da primeira formação e depois do clássico Made in Japan. Todos também com belos encartes de 50 páginas contando a história da época, com fotos inéditas e tal.
Quem era fã e já tinha o original, mesmo que em CD, acabava comprando esses de novo. Eu tenho todos esses em vinil. Meu In Rock em vinil é da primeira impressão brasileira, de 1973. Um bolachão grosso, pesado. Mas é muito legal ouvir os caras do Purple galinhando enquanto compõem. Meu Machine Head eu ganhei do Roxette, por vias tortas. Mas a edição remasterizada, dupla, inclui um CD "what-if" - em que o Roger Glover remixou as músicas com solos e outras linhas instrumentais que não foram usados, e nesse disco hipotético o Gillan grita "Break a leg, Frank!" nos instrumentais finais de Smoke on the Water. Era uma galinhagem com o Frank Zappa, que uma semana depois de ver o cassino de Montreaux pegar fogo no meio de um show seu, levou uma rasteira de um fã em pleno palco e quebrou a perna. Tenho Burn em vinil e em CD, mas assim que sair o remasterizado vou acabar comprando.
Criou-se um mercado para isso. Se as antigas masters tinham valor quase só para colecionadores privados, elas relançadas em novos pacotes trariam um lucro sem tamanho para a indústria da música - que também enfrenta outros problemas sérios na parte da pirataria e distribuição. Novas tecnologias, como o DVD e DVD-A, e a convergência das formas diversas de aparelhos de entretenimento para um só eletrodoméstico (o computador), tornaram ainda mais atraente esse conteúdo. Junte isso a megaconglomerados tipo AOL-Time-Warner-Turner-DC Comics-Xis do Bigode, e voilà.
Não é por acaso que a Globo está direcionando toda sua operação eletrônica para venda de conteúdo (condicionando à do acesso). Não é muito por acaso que a Globo está revirando suas gavetas para lançar em DVD minisséries e compactos do Casseta e Planeta e do TV Pirata. O Deep Purple também andou lançando um DVD do Concerto para Grupo e Orquestra na versão de 1969, que estou louco pra comprar.
Para ter uma idéia do valor dessas coisas, o colecionador que tinha em casa o rolo de fita com o show do Deep Purple na Universidade de Hosfra, em Nova York, em 1973, cobrou uma fábula da produtora que fez o vídeo com o documentário sobre a gravação de Machine Head. Ah, é pra ser lançado em DVD também? O cara cobrou uma grana preta por minuto, e muito poucos minutos puderam ser usados.
Não é coincidência essa série de encontros fortuitos. É busca agressiva de mercado.
Não é a coincidência. É a convergência.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2003
Antes tarde do que nunca
Finalmente a EMI está lançando no Brasil as edições comemorativas, remasterizadas, remixadas, com faixas extras e o escambau, dos discos clássicos do Deep Purple. Quase dois anos depois de eu cometer o granicídio de comprá-los todos importados. A dica é do Arthur Dapieve, do No Mínimo.
Marcadores:
Fireball remaster,
Made in Japan remaster,
remasters
terça-feira, 10 de dezembro de 2002
Trem lento
Subj: Slow Train
From: IG
To: RG
Hi Rugged,
Do you know anything about a song called 'Slow Train'?
Cheers matey, ig
Subj: Re: Slow Train
From: RG
To: IG
Hi IG,
You wrote and recorded it, along with the rest of us.
Slow Train is on the 25th anniversary release of Fireball. It was recorded at the same time as The Mule and I'm Alone at Olympic Studios but never used. Miraculously, it wasn't discovered and exploited by the old management/record company, therefore was real gem for the anniversary edition.
Hope this helps.
Good luck,
RG
Subj: Re: Slow Train
From: IG
To: RG
Hello Rog,
In the words of the Pink Panther....'Yes, I knew that'
Cheers for now, ig
From: IG
To: RG
Hi Rugged,
Do you know anything about a song called 'Slow Train'?
Cheers matey, ig
Subj: Re: Slow Train
From: RG
To: IG
Hi IG,
You wrote and recorded it, along with the rest of us.
Slow Train is on the 25th anniversary release of Fireball. It was recorded at the same time as The Mule and I'm Alone at Olympic Studios but never used. Miraculously, it wasn't discovered and exploited by the old management/record company, therefore was real gem for the anniversary edition.
Hope this helps.
Good luck,
RG
Subj: Re: Slow Train
From: IG
To: RG
Hello Rog,
In the words of the Pink Panther....'Yes, I knew that'
Cheers for now, ig
sábado, 6 de julho de 2002
Relançado o Concerto, 33 anos depois
1) DVD - o filme do show do Concerto. Sem a banda tocando antes.
2) DVDA - só o áudio do show, remixado. Inclui TODO o set: a sexta sinfonia de Malcolm Arnold (inédita), as três músicas tocadas pelo Deep Purple (Hush, Wring That Neck e Child in Time - só as duas últimas entraram no último lançamento do Concerto, em 90, e Hush entrou em Powerhouse), os três movimentos do concerto e o bis, ainda inédito, com uma versão mais curta do terceiro movimento.
3) SACD duplo - mesma coisa, mas possível de ouvir em CD players normais.
4) CD duplo - remixado. Mesma coisa, mas sem a sexta do Arnold.
Marcadores:
Concerto remaster,
lançamentos,
remasters
Assinar:
Postagens (Atom)