Foi eu reclamar aqui no blog e os mestres se mexeram.
O site oficial do Deep Purple anuncia que a gravação mesmo do novo disco deve ficar lá pro verão do hemisfério norte (junho a agosto), e que ao menos nessa parte do ano não vai rolar turnê.
Frase do Ian Gillan no site oficial: "Sabemos que vamos desapontar alguns dos nossos fãs no verão, mas estamos muito empolgados com a turnê de outono/inverno e continuaremos nossa turnê mundial com o disco novo em 2013".
Fevereiro inteiro, na agenda do Deep Purple, está ocupado por shows no Canadá. Não há nada marcado entre março e o início de novembro, quando começa a turnê europeia (tinha uns shows já vendendo ingresso na Europa em julho, lembra o The Highway Star, e não se sabe como vai ficar).
Isso sugere espaço pra dar uma turnezinha por países menos ricos entre março e junho. Aqui na América do Sul, pelo menos, eles marcam sempre de última hora. Possivelmente deve rolar algo semelhante na Ásia, que é outro baita mercado pra eles. Na Europa e nos EUA, porém, até os ingressos são vendidos com antecedência.
Ainda anteontem o leitor Bruno Crepaldi perguntou, quando por acaso comemoramos nossos aniversários juntos no bar Gillan's Inn, em São Paulo, se tinha novidades. Então: o que se tem disponível é isso aí.
domingo, 22 de janeiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Steve Morse grava tributo a Tommy Bolin. E o disco novo do Purple, cadê?
Você já quis ouvir Steve Morse tocando músicas do Tommy Bolin? Eu sempre quis, mas meu mestre Ian Gillan não canta nada da Mk4 - e tem lá suas razões. Pois agora o guitarrista atual do Deep Purple vai participar do disco "Great Gypsy Soul", um tributo ao segundo guitarrista da banda, morto em 1976. (Depois de o Deep Purple mesmo morrer temporariamente.)
Fico curioso para saber que faixa ele tocará. Eu adoraria que fosse algo do disco "Spectrum", que Bolin gravou com Billy Cobham. Uma palhinha de "Quadrant 4":
Além de Morse, participam do disco os guitarristas Peter Frampton, Brad Whitford (Aerosmith), Derek Trucks e Warren Haynes (ambos da Allman Brothers Band).
É a segunda participação especial do Morse anunciada em poucos dias. A primeira foi na banda Flying Colors. Também já foi anunciado que Ian Gillan vai participar de um disco em homenagem a Ronnie James Dio, junto com Glenn Hughes. Atualmente, o vocalista do Deep Purple está em turnê na Europa com uma orquestra. Ian Paice, o baterista, está preparando shows com um tributo ao Deep Purple. Don Airey gravou uma homenagem às vítimas do terremoto e tsunami japonês de 2011 e participou de um disco do irmão Keith Airey. Roger Glover tem filha pequena pra cuidar e netos para babar.
Só do disco novo do Deep Purple que ninguém anuncia nada. Na folguinha do começo do ano, estão aparentemente todos ocupados demais pra pôr a mão na massa e finalizar disco novo. Em fevereiro já tem turnê o mês inteiro (17 dos 28 dias) e aí geralmente a banda já entra na roda viva das turnês - embora ainda não tenha nada anunciado para o período entre março e novembro.
Torço para que eles dêem uma paradinha com todos os projetos paralelos nesse período e gravem o disco. Adoraria que a turnê europeia, que começa em Luxemburgo no dia 8 de novembro, já fosse a do sucessor de "Rapture of the Deep".
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Morse fala de disco novo - mas não do Purple
Hoje, no Facebook, o Steve Morse me deu um susto. Demorei até o final da segunda frase pra tirar o sorriso do rosto:
O site oficial do Flying Colors promete "notícias, música, vídeos de bastidores e talvez bonequinhos. Talvez."
Oi, pessoal! Estamos terminando os detalhes infinitos envolvidos pra fazer um disco. Flying Colors é o nome...Do novo disco do Deep Purple, nem sinal ainda. Fiz meu protesto diretamente. Mas esta é a capa do novo disco semissolo do Steve.
...da banda/projeto. Tem músicas fabulosas de músicos fabulosos. Neal Morse e eu finalmente conseguimos trabalhar juntos (lembre-se de que não somos parentes, mas conseguimos trabalhar juntos com muita facilidade), o faiscante Mike Portnoy, claro que o meu chapa DaveLaRue e o nosso muito talentoso Casey McPherson cantando. Bill Evans gastou um monte de tempo e milhões de e-mails, mas finalmente nos reunimos, fizemos e é um disco muito, mas muito bom. Confira em breve na Mascot Records.
O site oficial do Flying Colors promete "notícias, música, vídeos de bastidores e talvez bonequinhos. Talvez."
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Gillan e Hughes fazem tributo a Dio
Wendy Dio, a viúva do baixinho com pulmão de gigante, chamou alguns amigos do ex-cantor do Rainbow e do Black Sabbath para gravar um tributo. Eles incluem Ian Gillan (foto) e Glenn Hughes. Também estarão lá Lemmy Kilmister, Alice Cooper, Dave Grohl, Rob Halford e Sebastian Bach. Cada um escolherá as canções que vai cantar.
Gillan substituiu Dio por duas vezes na história do Deep Purple. A primeira foi em 1975, quando uma turnê do Rainbow impediu que Dio fizesse a voz do simpático Froggy em "Sitting in a Dream" na apresentação ao vivo de Butterfly Ball. Gillan estava aposentado do rock, mas atendeu ao chamado do amigo Roger Glover para sair da toca pela primeira vez após sair do Deep Purple. A segunda foi em 1983, quando Ronnie deixou o Black Sabbath.
Em 1999/2000, o Deep Purple fez a turnê dos 30 anos do Concerto para Grupo e Orquestra. Aproveitaram e homenagearam as carreiras-solo dos membros. De Glover, entraram duas músicas do Butterfly Ball, ambas cantadas por Dio - "Love is All" e "Sitting in a Dream". Dio foi convidado para o show e acabou entrando na turnê. Ao final, cantava "Smoke on the Water" com Gillan. Em 2006, Gillan chamou Dio para gravar vocais em "A Day Late and a Dollar Short", no disco Gillan's Inn.
Hughes também foi do Black Sabbath, depois do Ian Gillan, mas sua amizade com Dio é mais da brodagem mesmo. Dio morava em Los Angeles, onde Hughes mora até hoje. Na véspera de Natal de 2011, Hughes tuitou que estava indo com a patroa dar um abraço na Wendy Dio.
Minhas apostas?
Eu gostaria de ver Gillan cantar "Sitting in a Dream" de novo, depois de tantos anos. Já Hughes eu não sei. Acho que ele cantaria algo do Black Sabbath, talvez queira cantar "Heaven and Hell". Não sei o quanto a religião de Hughes permite cantar sobre o inferno. Mas a letra permite interpretações mais afeitas a ele, talvez.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Dez anos de Purpendicular!
Este blog entrou no ar no dia 13 de fevereiro de 2002.
Aquele começo de ano foi um período curioso na história do Deep Purple. A banda fazia uma turnê marcante no Reino Unido, onde Ian Gillan até cantaria Child in Time. E havia o boato de que Jon Lord poderia se aposentar do Deep Purple.
Eu tinha um outro blog, onde eu falava sobre política, guerra, economia e qualquer outro assunto que me viesse à cabeça. Tão empolgado eu andava que comecei a falar MUITO sobre Deep Purple lá. Meus amigos não aguentavam, então resolvi criar um blog só sobre o assunto. Valeu a pena: são dez anos de uma experiência muito interessante. Visite os arquivos para ver.
Fiquei tão empolgado no dia em que criei o blog, e tinha tanto assunto, que pus SETE posts no ar. Se for contabilizar este post, o sétimo mais recente é de mais de um mês atrás. Um dos sete posts era a confirmação de que Jon Lord se aposentaria ao final da turnê inglesa, interrompida por conta de uma gripe do Gillan.
Para comemorar os 10 anos do blog, num ano que aparenta prometer muita coisa boa, fiz uma pequena alteração no layout. Abaixo do logo temos o link para uma página dedicada a cada formação, uma dedicada à discografia, uma aos DVDs e uma aos shows. Até agora, só botei a página da Mk1. Estou puxando do Wikipurple, onde vou manter as páginas dos membros da banda.
Jon Lord foi o motivo da criação do blog. Jon Lord também é o motivo da nova empolgação: em sua mensagem de feliz ano novo aos fãs, ele disse que está melhor de saúde e que deve ter boas notícias na semana que vem. Suponho que seja uma turnê com sua banda pela Europa. Pelo que ouvi por alto de boa fonte, possivelmente Paris em abril.
E tem muita coisa aí a caminho: 40 anos de Machine Head, possível disco novo a caminho e tudo mais. O remaster de Perfect Strangers, que devia ter saído no ano passado, pode ser que saia neste ano.
O que você espera do Deep Purple em 2012?
Aquele começo de ano foi um período curioso na história do Deep Purple. A banda fazia uma turnê marcante no Reino Unido, onde Ian Gillan até cantaria Child in Time. E havia o boato de que Jon Lord poderia se aposentar do Deep Purple.
Eu tinha um outro blog, onde eu falava sobre política, guerra, economia e qualquer outro assunto que me viesse à cabeça. Tão empolgado eu andava que comecei a falar MUITO sobre Deep Purple lá. Meus amigos não aguentavam, então resolvi criar um blog só sobre o assunto. Valeu a pena: são dez anos de uma experiência muito interessante. Visite os arquivos para ver.
Fiquei tão empolgado no dia em que criei o blog, e tinha tanto assunto, que pus SETE posts no ar. Se for contabilizar este post, o sétimo mais recente é de mais de um mês atrás. Um dos sete posts era a confirmação de que Jon Lord se aposentaria ao final da turnê inglesa, interrompida por conta de uma gripe do Gillan.
Para comemorar os 10 anos do blog, num ano que aparenta prometer muita coisa boa, fiz uma pequena alteração no layout. Abaixo do logo temos o link para uma página dedicada a cada formação, uma dedicada à discografia, uma aos DVDs e uma aos shows. Até agora, só botei a página da Mk1. Estou puxando do Wikipurple, onde vou manter as páginas dos membros da banda.
Jon Lord foi o motivo da criação do blog. Jon Lord também é o motivo da nova empolgação: em sua mensagem de feliz ano novo aos fãs, ele disse que está melhor de saúde e que deve ter boas notícias na semana que vem. Suponho que seja uma turnê com sua banda pela Europa. Pelo que ouvi por alto de boa fonte, possivelmente Paris em abril.
E tem muita coisa aí a caminho: 40 anos de Machine Head, possível disco novo a caminho e tudo mais. O remaster de Perfect Strangers, que devia ter saído no ano passado, pode ser que saia neste ano.
O que você espera do Deep Purple em 2012?
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Um conto de Natal
Nesta noite, sonhei que estava dando bronca no Ian Gillan. Bronca mesmo, dessas de o mestre fazer cara de cachorro com a cauda entre as pernas.
"Porra, Ian. Eu sei que não tem mais jeito de você tocar com o Blackmore. Pena, eu queria ter visto pessoalmente vocês dois tocando juntos, mas entendo que o cara é difícil. Você também não é fácil. Só que eu acho que você devia retribuir o favor a ele", eu disse. "Sabe como é, Natal."
Perto da véspera do Natal de 1978, Ian Gillan já estava fora do Deep Purple havia cinco anos, e a banda estava acabada havia dois. Era tarde da noite e o cantor estava em casa se abrigando da neve que caía lá fora quando ouviu batidos na porta.
"Lá, de pé, a uns dois ou três passos, estava o guitarrista com seu chapéu bobo de peregrino", escreveu Gillan em sua biografia.
-- O que você quer? - perguntou Gillan.
-- Estou procurando um cantor - respondeu Blackmore.
Após o convite para entrar, Blackmore perguntou se podia levar a então patroa Amy Rothman pra participar da visita. Claro que podia. A preocupação de Blackmore era evitar que a mulher estivesse por perto caso Gillan ficasse agressivo. Que nada: segundo uma entrevista de Blackmore, Gillan repetia: "Rich, estou tão feliz. Tô alegre pra caralho de você estar aqui."
Seguiu-se uma conversa agradável. Os dois secaram uma garrafa de vodca e tentaram contratar um ao outro para suas respectivas bandas. Estavam os dois fazendo mudanças no Rainbow e na Ian Gillan Band, enfim.
A Ian Gillan Band era uma banda diferente. Tocava uma espécie de jazz-rock, muito elaborada, e fazia o circuito das universidades inglesas. Estava feliz sendo pequeno. Tocava o que queria, para quem quisesse ouvir. Dificilmente dava muita gente, mas azar. Já Blackmore queria o contrário: ele queria diversão e bolo, queria tudo e mais um pouco, como cantava o Nei Lisboa. Queria juntar a direção pop do Rainbow com o peso do nome do ex-colega. Glover já estava a bordo.
Quando viram que não poderiam contratar um ao outro, Blackmore deu o presente de Natal de Ian Gillan. Foi um conselho:
"Ian, você está fazendo tudo errado. Devia estar tocando era nos grandes estádios."
Blackmore topou dar uma canja num show do Gillan, no Marquee. Lucille, Woman From Tokyo e - salvo engano - Smoke on the Water. Não há vídeo, mas há áudio:
A banda do Gillan estava mudando, assumindo um som mais pesado e inclusive cortando duas palavras do seu nome. Poucos meses depois, entrariam a bordo o guitarrista Bernie Tormé e o baterista Mick Underwood - aliás, ex-colega de Gillan no Episode Six e o sujeito que falou de Gillan para o Blackmore uma década antes.
Desde o primeiro disco dessa formação, "Mr. Universe", a banda foi com fome ao pomar e quebrou tudo. De todas as bandas de ex-membros que surgiram após o final do Deep Purple, foi certamente uma das mais interessantes. Seguindo o conselho de Blackmore, eles foram com sede aos grandes estádios.
Troquei mensagens de final de ano hoje com Tormé e Underwood, no Facebook. Os dois têm excelentes lembranças das turnês da banda, especialmente dos festivais de Reading.
A banda acabou sendo desmanchada por causa da volta iminente de Gillan para o Deep Purple, lá por 1982. Mais ou menos por essa época, chegou a haver reuniões pra tentar bater o martelo na volta do Purple. Demoraria ainda mais um pouco, mas resta uma foto da segunda canja de Blackmore com a banda do Gillan:
Gillan foi fazer uma cirurgia nas cordas vocais, e ao se recuperar foi passar uns meses no Black Sabbath pra depois pular para a volta do Deep Purple. Isso, somado a problemas com grana, fez com que os músicos da Gillan nutrissem uma raiva do ex-chefe pelas três décadas seguintes.
Meu desejo de Natal é que Gillan fosse retribuir o favor a Blackmore. Batesse na porta do castelo dele, sei lá, pegasse um copo e dissesse:
"Ritchie, você está fazendo tudo errado. Devia estar tocando era nos grandes estádios."
Não precisa nem se vestir de figurante do Senhor dos Anéis pra dar canja na banda do ex-colega. Não precisa nem convidar pra tocar junto - não deu certo da segunda vez, não deu certo ainda mais rápido da terceira vez, dificilmente daria certo uma quarta vez.
Mas será uma pena se dois dos músicos que eu mais admiro no mundo - dois músicos tão marcantes na vida um do outro que vivem se mencionando em entrevistas e biografias - deixarem os anos que lhes restam passarem sem voltarem a conversar uma vez que seja. Cresçam, seus velhos malas. *risos*
Aos amigos que leem o Purpendicular, um excelente final de ano. Em 2012, o Purpendicular faz 10 anos. Espero conseguir manter um ritmo de atualizações melhor do que o de 2011.
"Porra, Ian. Eu sei que não tem mais jeito de você tocar com o Blackmore. Pena, eu queria ter visto pessoalmente vocês dois tocando juntos, mas entendo que o cara é difícil. Você também não é fácil. Só que eu acho que você devia retribuir o favor a ele", eu disse. "Sabe como é, Natal."
Perto da véspera do Natal de 1978, Ian Gillan já estava fora do Deep Purple havia cinco anos, e a banda estava acabada havia dois. Era tarde da noite e o cantor estava em casa se abrigando da neve que caía lá fora quando ouviu batidos na porta.
"Lá, de pé, a uns dois ou três passos, estava o guitarrista com seu chapéu bobo de peregrino", escreveu Gillan em sua biografia.
-- O que você quer? - perguntou Gillan.
-- Estou procurando um cantor - respondeu Blackmore.
Após o convite para entrar, Blackmore perguntou se podia levar a então patroa Amy Rothman pra participar da visita. Claro que podia. A preocupação de Blackmore era evitar que a mulher estivesse por perto caso Gillan ficasse agressivo. Que nada: segundo uma entrevista de Blackmore, Gillan repetia: "Rich, estou tão feliz. Tô alegre pra caralho de você estar aqui."
Seguiu-se uma conversa agradável. Os dois secaram uma garrafa de vodca e tentaram contratar um ao outro para suas respectivas bandas. Estavam os dois fazendo mudanças no Rainbow e na Ian Gillan Band, enfim.
A Ian Gillan Band era uma banda diferente. Tocava uma espécie de jazz-rock, muito elaborada, e fazia o circuito das universidades inglesas. Estava feliz sendo pequeno. Tocava o que queria, para quem quisesse ouvir. Dificilmente dava muita gente, mas azar. Já Blackmore queria o contrário: ele queria diversão e bolo, queria tudo e mais um pouco, como cantava o Nei Lisboa. Queria juntar a direção pop do Rainbow com o peso do nome do ex-colega. Glover já estava a bordo.
Quando viram que não poderiam contratar um ao outro, Blackmore deu o presente de Natal de Ian Gillan. Foi um conselho:
"Ian, você está fazendo tudo errado. Devia estar tocando era nos grandes estádios."
Blackmore topou dar uma canja num show do Gillan, no Marquee. Lucille, Woman From Tokyo e - salvo engano - Smoke on the Water. Não há vídeo, mas há áudio:
A banda do Gillan estava mudando, assumindo um som mais pesado e inclusive cortando duas palavras do seu nome. Poucos meses depois, entrariam a bordo o guitarrista Bernie Tormé e o baterista Mick Underwood - aliás, ex-colega de Gillan no Episode Six e o sujeito que falou de Gillan para o Blackmore uma década antes.
Desde o primeiro disco dessa formação, "Mr. Universe", a banda foi com fome ao pomar e quebrou tudo. De todas as bandas de ex-membros que surgiram após o final do Deep Purple, foi certamente uma das mais interessantes. Seguindo o conselho de Blackmore, eles foram com sede aos grandes estádios.
Troquei mensagens de final de ano hoje com Tormé e Underwood, no Facebook. Os dois têm excelentes lembranças das turnês da banda, especialmente dos festivais de Reading.
A banda acabou sendo desmanchada por causa da volta iminente de Gillan para o Deep Purple, lá por 1982. Mais ou menos por essa época, chegou a haver reuniões pra tentar bater o martelo na volta do Purple. Demoraria ainda mais um pouco, mas resta uma foto da segunda canja de Blackmore com a banda do Gillan:
Gillan foi fazer uma cirurgia nas cordas vocais, e ao se recuperar foi passar uns meses no Black Sabbath pra depois pular para a volta do Deep Purple. Isso, somado a problemas com grana, fez com que os músicos da Gillan nutrissem uma raiva do ex-chefe pelas três décadas seguintes.
Meu desejo de Natal é que Gillan fosse retribuir o favor a Blackmore. Batesse na porta do castelo dele, sei lá, pegasse um copo e dissesse:
"Ritchie, você está fazendo tudo errado. Devia estar tocando era nos grandes estádios."
Não precisa nem se vestir de figurante do Senhor dos Anéis pra dar canja na banda do ex-colega. Não precisa nem convidar pra tocar junto - não deu certo da segunda vez, não deu certo ainda mais rápido da terceira vez, dificilmente daria certo uma quarta vez.
Mas será uma pena se dois dos músicos que eu mais admiro no mundo - dois músicos tão marcantes na vida um do outro que vivem se mencionando em entrevistas e biografias - deixarem os anos que lhes restam passarem sem voltarem a conversar uma vez que seja. Cresçam, seus velhos malas. *risos*
Aos amigos que leem o Purpendicular, um excelente final de ano. Em 2012, o Purpendicular faz 10 anos. Espero conseguir manter um ritmo de atualizações melhor do que o de 2011.
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Caseiro que roubou US$ 287 mil de Coverdale vai em cana
David Coverdale não é Antonio Palocci, mas também arrumou problemas com um caseiro. Ao contrário do ex-ministro, porém, a razão está do lado de Coverdale.
Eric Hosner foi caseiro de Coverdale em Lake Tahoe a partir de 2009, nessa casa aí da foto. Ele teria enviado cobranças fraudulentas ao contador do cantor - recebendo indevidamente US$ 287 mil.
A Justiça condenou Hosner a seis meses de prisão e à devolução de US$ 70 mil. O roubo foi descoberto em março deste ano por um consultor financeiro de Coverdale, e Hosner está preso desde então.
No relato do Reno Gazette-Journal:
"Ele era tratado como se fosse da família, com o casal comemorando seu aniversário e dando dinheiro pra pagar o casamento dele, mas ele ainda assim roubou, disse Cindy Coverdale".
Chega de tristeza. Veja abaixo uma aula de pole dance da patroa do velho Cobra Branca:
Eric Hosner foi caseiro de Coverdale em Lake Tahoe a partir de 2009, nessa casa aí da foto. Ele teria enviado cobranças fraudulentas ao contador do cantor - recebendo indevidamente US$ 287 mil.
A Justiça condenou Hosner a seis meses de prisão e à devolução de US$ 70 mil. O roubo foi descoberto em março deste ano por um consultor financeiro de Coverdale, e Hosner está preso desde então.
No relato do Reno Gazette-Journal:
"Ele era tratado como se fosse da família, com o casal comemorando seu aniversário e dando dinheiro pra pagar o casamento dele, mas ele ainda assim roubou, disse Cindy Coverdale".
Chega de tristeza. Veja abaixo uma aula de pole dance da patroa do velho Cobra Branca:
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Oh, Aranea, you're so divine
Nasceu a segunda neta de Roger Glover, segunda filha da cantora Gillian Glover. Chama-se Aranea, segundo o orgulhoso vovô. O nome tem tantas implicações musicais e familiares que é impossível não escrever um post a respeito.
"Aranea" é uma faixa do disco Butterfly Ball, composto por Glover depois de sua saída do Deep Purple. O disco é um musical em torno de um popular livro infantil inglês, com ilustrações clássicas. Glover escreveu uma música para cada personagem e chamou seus amigos para gravar. Ronnie James Dio pôs a voz na faixa mais conhecida, "Love is All", e na arrepiante "Sitting in a Dream". David Coverdale cantou "Behind the Smile". Glenn Hughes soltou os pulmões em "Get Ready". Jon Lord fez os teclados, junto com Tony Ashton.
Quando foram apresentar a obra ao vivo, no Royal Albert Hall, isso virou uma grande celebração da família Deep Purple. Em nenhum outro show da banda você veria Glover tocando baixo ao lado de David Coverdale, por exemplo. E foi nessa apresentação que Ian Gillan saiu da toca depois de dois anos, cantando "Sitting in a Dream". Dio não pôde participar do show porque o chefe dele era um tal de Ritchie Blackmore. E a apresentação de Hughes foi como que um teste depois de um surto químico, pra ver se ele ainda conseguia se apresentar antes da turnê mundial da Mk4. Que, aliás, seria a última da primeira grande era do Purple.
Uma das faixas, "Aranea", foi composta especialmente para Judi Kuhl - então mulher de Glover. Ao cantar no Royal Albert Hall, ela exibia uma barriguinha grávida. Dentro dela estava Gillian Glover, a orgulhosa mãe de Aranea. Com uma cajadada só, Gillian ao escolher o nome da filha homenageou seu pai, sua mãe e a primeira vez em que pisou no palco. Veja aqui embaixo:
O fim desse show acabou virando uma emocionante festa da família do Deep Purple:
"Aranea" é uma faixa do disco Butterfly Ball, composto por Glover depois de sua saída do Deep Purple. O disco é um musical em torno de um popular livro infantil inglês, com ilustrações clássicas. Glover escreveu uma música para cada personagem e chamou seus amigos para gravar. Ronnie James Dio pôs a voz na faixa mais conhecida, "Love is All", e na arrepiante "Sitting in a Dream". David Coverdale cantou "Behind the Smile". Glenn Hughes soltou os pulmões em "Get Ready". Jon Lord fez os teclados, junto com Tony Ashton.
Quando foram apresentar a obra ao vivo, no Royal Albert Hall, isso virou uma grande celebração da família Deep Purple. Em nenhum outro show da banda você veria Glover tocando baixo ao lado de David Coverdale, por exemplo. E foi nessa apresentação que Ian Gillan saiu da toca depois de dois anos, cantando "Sitting in a Dream". Dio não pôde participar do show porque o chefe dele era um tal de Ritchie Blackmore. E a apresentação de Hughes foi como que um teste depois de um surto químico, pra ver se ele ainda conseguia se apresentar antes da turnê mundial da Mk4. Que, aliás, seria a última da primeira grande era do Purple.
Uma das faixas, "Aranea", foi composta especialmente para Judi Kuhl - então mulher de Glover. Ao cantar no Royal Albert Hall, ela exibia uma barriguinha grávida. Dentro dela estava Gillian Glover, a orgulhosa mãe de Aranea. Com uma cajadada só, Gillian ao escolher o nome da filha homenageou seu pai, sua mãe e a primeira vez em que pisou no palco. Veja aqui embaixo:
O fim desse show acabou virando uma emocionante festa da família do Deep Purple:
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Cinco bravos jovens sem respeito por limites
Mestre Jon Lord colocou em seu site a carta que Ian Paice leu no mês passado, quando o Deep Purple ganhou da revista Classic Rock o prêmio de inovadores. Nela, ele definiu tudo o que eu admiro no Deep Purple, especialmente na Mk2:
"Agradeço do fundo do coração este prêmio, por reconhecer que aquilo que fizemos - quando éramos apenas cinco bravos jovens sem respeito por limites mas um amor dedicado por escrever e tocar música - era de fato inovador. Também era alto, grave e sujo, subversivo e perigoso, intrincado ainda que muitas vezes enganosamente simples, muito empolgante de tocar e acima de tudo mais era uma diversão espantosamente boa. E, sim, nós 'dançamos e cantamos e subimos ao topo da montanha' [trecho de No One Came]. Ah, foi mesmo. Agradeço do fundo do coração, também, aos cavalheiros no palco por fazerem parte da mudança na minha vida e por tocarem como heróis. Ah, e por favor não esqueçam de quem foi o primeiro a forçar vocês a tocar com uma orquestra!"
Aniversário no palco
Roger Glover fez aniversário anteontem, no meio de um show na Alemanha. Com direito a orquestra tocando parabéns.
Já mandei os parabéns no blog dele, onde ele anuncia que será avô pela segunda vez. Gillian Glover, sua filha cantora, teve o primeiro filho em 2009 e já encomendou o segundo. No dia do aniversário, chegou meu exemplar do novo CD do Glover. Vou resenhar depois.
Em 1984, num dos primeiros shows da reunião do Deep Purple, também houve aniversário do mestre. Gillan pegou o microfone e anunciou - avisando que Rog pagaria drinques pra todo mundo depois do show. O @brunoalsantos lembrou de um pirata do Rainbow, de 1979, chamado "Perfect Roger's Birthday Party"
Outras comemorações no palco:
* 29 de junho de 1973. Último show de Gillan e Glover antes de deixarem o Deep Purple. Também era aniversário de Ian Paice. No meio de Space Truckin', Jon Lord deu um jeito de tocar o parabéns. Quem não sabia a data ficou achando que era algo como o Blackmore tocando Jingle Bells no meio de Wring that Neck em qualquer época do ano.
* 17 de dezembro de 1997. Pouco antes de começar o show do Deep Purple na House of Blues de Chicago, Ian Gillan pega o microfone e anuncia que tinha um momento muito especial: o casamento de Steve Morse. Entra um padre no palco e casa o Steve com Jackelyn. Detalhe fabuloso: Jon Lord toca a marcha nupcial. Só caso de papel passado nessa situação.
Já mandei os parabéns no blog dele, onde ele anuncia que será avô pela segunda vez. Gillian Glover, sua filha cantora, teve o primeiro filho em 2009 e já encomendou o segundo. No dia do aniversário, chegou meu exemplar do novo CD do Glover. Vou resenhar depois.
Em 1984, num dos primeiros shows da reunião do Deep Purple, também houve aniversário do mestre. Gillan pegou o microfone e anunciou - avisando que Rog pagaria drinques pra todo mundo depois do show. O @brunoalsantos lembrou de um pirata do Rainbow, de 1979, chamado "Perfect Roger's Birthday Party"
Outras comemorações no palco:
* 29 de junho de 1973. Último show de Gillan e Glover antes de deixarem o Deep Purple. Também era aniversário de Ian Paice. No meio de Space Truckin', Jon Lord deu um jeito de tocar o parabéns. Quem não sabia a data ficou achando que era algo como o Blackmore tocando Jingle Bells no meio de Wring that Neck em qualquer época do ano.
* 17 de dezembro de 1997. Pouco antes de começar o show do Deep Purple na House of Blues de Chicago, Ian Gillan pega o microfone e anuncia que tinha um momento muito especial: o casamento de Steve Morse. Entra um padre no palco e casa o Steve com Jackelyn. Detalhe fabuloso: Jon Lord toca a marcha nupcial. Só caso de papel passado nessa situação.
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