Duas notícias:
1) O Deep Purple passou abril compondo e gravando o disco novo no estúdio do Mike Bradford. Parece que vai ter uns instrumentais mais longos.
2) Segundo o jornal sueco Aftonbladet, como não vai ter show do Purple na Suécia na turnê atual, qualquer fã sueco que for à Finlândia vai entrar de graça. O país dos meus tataravós tem um dos mais entusiasmados contingentes de fãs do Purple no mundo inteiro.
terça-feira, 10 de maio de 2005
segunda-feira, 25 de abril de 2005
Nick Simper volta aos palcos
Nick Simper, primeiro baixista do Deep Purple, voltou recentemente aos palcos - para uma reunião do Warhorse, a banda de maior sucesso que ele teve depois do Deep Purple. Ele é o tiozinho da direita na foto abaixo, chupada do deep-purple.net:

quinta-feira, 14 de abril de 2005
Tony Blair matou aula pra ver o Purple
Deu no The Mail on Sunday: o premiê britânico Tony Blair matou aula, em março de 1970, pra assistir ao show do Purple no Edinburgh Odeon.
Ganhou um pingo de respeito meu.
Isso significa, pra mim, que os fãs do Deep Purple estão começando a dominar o mundo desde 1997. Ninguém, NINGUÉM, irá nos deter agora.
Ganhou um pingo de respeito meu.
Isso significa, pra mim, que os fãs do Deep Purple estão começando a dominar o mundo desde 1997. Ninguém, NINGUÉM, irá nos deter agora.
quinta-feira, 7 de abril de 2005
Gloria Bristow e o Episode SIx
Mandei um e-mail pra três senhoras que descobri numa pesquisa na internet. Todas elas têm o mesmo nome da produtora do Episode Six, a banda que alçou o Gillan ao estrelato. Essa mulher era como uma irmã mais velha pra eles. Salvou o Gillan de seu desastroso primeiro casamento e que processou o Deep Purple quando a banda roubou dois dos músicos do E6, em 1969.
(O caso foi resolvido quando a HEC Music pagou 3 mil libras pra ela; esse dinheiro foi utilizado pra formar uma nova banda a partir dos despojos do Episode Six. Essa banda se chamava Quatermass, e só gravou um disco - por sinal, ótimo. Uma música deles ficou famosa com a versão do Rainbow: Black Sheep of the Family.)
Quero fazer ume breve entrevista com ela sobre o que ela acha dos 40 anos de carreira do mestre, tendo sido ela a primeira a apostar dinheiro nele.
Difícil é achar a certa. Uma já respondeu - é e sempre foi jardineira e ecologista.
Há uns dois anos, mandei algumas perguntas pra DPAS, que ia entrevistar a Sheila Carter (vocalista do E6). Mas eles nunca publicaram o resultado.
Aliás, quem não conhece o E6 devia procurar. É extremamente divertido ouvir o Gillan fazendo cover de The Doors (Light My Fire e Spanish Caravan), Beatles (Here, There and Everywhere) e Rolling Stones (Satisfaction).
(O caso foi resolvido quando a HEC Music pagou 3 mil libras pra ela; esse dinheiro foi utilizado pra formar uma nova banda a partir dos despojos do Episode Six. Essa banda se chamava Quatermass, e só gravou um disco - por sinal, ótimo. Uma música deles ficou famosa com a versão do Rainbow: Black Sheep of the Family.)
Quero fazer ume breve entrevista com ela sobre o que ela acha dos 40 anos de carreira do mestre, tendo sido ela a primeira a apostar dinheiro nele.
Difícil é achar a certa. Uma já respondeu - é e sempre foi jardineira e ecologista.
Há uns dois anos, mandei algumas perguntas pra DPAS, que ia entrevistar a Sheila Carter (vocalista do E6). Mas eles nunca publicaram o resultado.
Aliás, quem não conhece o E6 devia procurar. É extremamente divertido ouvir o Gillan fazendo cover de The Doors (Light My Fire e Spanish Caravan), Beatles (Here, There and Everywhere) e Rolling Stones (Satisfaction).
terça-feira, 1 de março de 2005
Then, Chris Curtis... disappeared
Foi encontrado morto ontem em Liverpool, aos 63 anos, o baterista Chris Curtis, que fez fama no grupo The Searchers (que foi rival dos Beatles e gravou a versão original de "Needles and Pins") e, mais importante, foi o idealizador do grupo Roundabout (carrossel). Que, logo depois, se tornaria o Deep Purple.
Ele andava doente há muito tempo, mas a causa da morte não foi revelada. Seu último emprego foi como funcionário público, do qual foi aposentado por problemas de saúde. Em 2003, passou a cantar num grupo beneficiente de rock, chamado "The Merseycats".
Curtis se envolveu com a história do Deep Purple a partir da participação na banda Flowerpot Men, que gravou "Let's Go To San Francisco" (uma das músicas do filme Curtindo a Vida Adoidado). O tecladista da banda era um tal Jon Lord, com quem o baterista passou a dividir apartamento. Em 1967, juntou-se com Lord para um projeto de banda.
Sua idéia era muito louca: ele, o baterista, seria a figura central do grupo. Em torno dele, se revezariam outros músicos - tecladistas, guitarristas, baixistas e vocalista. Numa festa em 1967, Curtis conheceu o produtor Tony Edwards, que gostou da idéia principalmente depois de conhecer o polido e culto Jon Lord.
Mas, poxa, era o final dos anos 60 e Curtis estava metido até o pescoço no espírito da época. Certa vez, Lord entrou no apartamento e encontrou as paredes cobertas de papel alumínio. Seu colega de apartamento redecorou a casa pra trazer vibrações mais alto-astral, manja? Liga, desliga, cai na estrada: Chris Curtis desapareceu.
Com sua saída, o grupo achou um novo baterista - um certo Ian Paice -, que trouxe um guitarrista - Blackmore -, que conhecia um baixista - Nick Simper -, que trouxe um vocalista - Rod Evans. Estava formado um grupo, e de uma lista com mais de cem sugestões (incluindo "Orpheus" e "Fire"), foi escolhido o nome da música favorita da avó de Blackmore: "Deep Purple".
A banda provou ser um carrossel ao longo dos 37 anos seguintes. Saem Simper e Evans, entram Gillan e Glover. Saem os dois, entram Coverdale e Hughes. Sai Blackmore, entra Bolin. Sai todo mundo, voltam Lord, Paice, Blackmore, Gillan e Glover. Sai Gillan, entra Turner. Sai Turner, volta Gillan. Sai Blackmore, entra Satriani. Sai Satriani, entra Morse. Sai Lord, entra Airey.
Apenas o baterista fica imóvel. Como no conceito original do Roundabout de Chris Curtis.
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2005
Vivendo alto
O Living Loud, projeto do qual participam Don Airey e Steve Morse, é assunto da coluna do Arthur Dapieve no No Mínimo.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2005
Turner acha seu disco maravilhoso
Joe Lynn Turner andou dando uma entrevista em janeiro. Ela foi reproduzida pelo Deep-Purple.net. Seu sem-nocionismo continua no lugar, o que torna bastante divertido ler a entrevista - fica muito claro quem é escravo e quem é mestre, pra fazer um trocadalho com o título do disco do Purple que ele gravou. Toma lá:
P: Como você vê, em retrospecto, o período do "Slaves and Masters"? Não foi difícil substituir Ian Gillan, especialmente frente a fãs ferrenhos do Deep Purple?
JLT: Substituir Ian Gillan ou qualquer outro cantor admirado pelos fãs é, sim, sempre um desafio. Mas eu tentei interpretar as músicas do passado do Purple do meu jeito singular. [NR: Ô. Bota singular nisso.] Na verdade, depois que eu entrei pro DP o Ian chegou a me mandar um bilhete muito simpático, dizendo pra "cantar como você canta". Foi algo muito cavalheiresco da parte dele. Sobre como eu lembro daquele tempo, acho que fizemos um grande álbum, "Slaves and Masters", e escrevemos algumas outras músicas que não foram lançadas. Fizemos uma turnê pelo mundo durante a Guerra do Golfo, quando muitas bandas tinham medo de sair pra estrada [NR: acuma?!?!?!], e os fãs apreciaram bastante [NR: Arrã...]. Foi uma grande experiência. Eu respeito completamente todos os membros do Deep Purple e sempre vou admirá-los por sua incrível contribuição à história do rock and roll. Fico feliz de ter podido fazer parte disso também.
P: Você foi o protegido de Ritchie. Como era com o resto da banda?
JLT: Bom, o Rainbow me recebeu de braços abertos. Sem problemas lá! Todos eram parte do time e todos trabalhávamos bem juntos. Éramos felizes por termos tanto talento na nossa turma durante todos os 3 álbuns do Rainbow de que participei. No Deep Purple... havia muitas frustrações reprimidas do passado, egos e ciumeiras que levaram ao fim da encarnação do Purple de que fiz parte. Basicamente, tudo veio abaixo quando estávamos no estúdio pra gravar o segundo álbum. Aí, logo depois de sair o "The Battle Rages On", Ritchie deixou o grupo.
P: O que você acha da formação atual do Deep Purple?
JLT: É uma banda diferente agora. Falta autenticidade a eles sem o Ritchie Blackmore [NR: uiuiuiui, chefinho...]. Acredito que os riffs e a forma de tocar de Blackmore ajudaram a definir o legendário som do Purple que se identifica mais com a banda. Entretanto, "Bananas" é um bom disco. Parece que agora o Purple está chegando mais perto de seu som original, e "Bananas" foi um passo na direção certa.
P: O que você acha de eles não quererem tocar faixas de álbuns onde o Gillan não canta?
JLT: Eu não entendo esse conceito. É estranho, porque eu cantava qualquer uma das músicas deles, porque eu consigo. [NR: Sim. Child in Time, então, estava primorosa, sem falar em A Whiter Shade of Pale. Credo.]
P: Existe alguma chance de você voltar a tocar com o Ritchie?
JLT: Eu adoraria, e um tempo atrás a empresária dele, Carol Stevens, disse que o Ritchie e a Candice queriam que eu fizesse um dueto com a Candice, e espero que eles continuem pensando assim. Sempre tivemos uma química mágica... [NR: noooooffa!] Sinto que fomos uma das melhores equipes de voz e guitarra de toda a história. [NR: a MODÉSTIA do homem, senhoras e senhores!]
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2005
Blackmore no teatro
Vai sair uma peça chamada TELSTAR, sobre a vida do produtor de discos Joe Meek. O Homem de Preto, que começou sua carreira tocando com ele nos Outlaws, vai ser interpretado pelo ator Tarl Caple. A peça estréia amanhã em Cambridge. Ó lá: www.musicmayhemmadness.com.
Caple é este sujeito aqui (realmente parecido com o Blackmore no início da carreira):

Blackmore tocou com artistas produzidos por Joe Meek nestes trabalhos:
Don't You Think It's Time/... [Mike Berry] : UK late 1962 HMV [is Blackmore on this?]
Return Of The Outlaws/Texan Spiritual [Outlaws] : UK February 1963 HMV POP 1124
Dreams Do Come True/Been Invited To A Party [Heinz] : UK May 1963 Decca F.11652
That Set The Wild West Free/Hobo [Outlaws] : UK 1963 HMV POP 1195
San Francisco Bay/Like A Bird Without Feathers [Burr Bailey] : UK June 1963 Decca F.11686
Just Like Eddie/Don't You Knock At My Door [Heinz] : UK June 1963 Decca F.11693
If You Gotta Pick A Baby/... [Glenda Collins] : UK 1963 HMV POP 1233
Merry Go Round/Go On Then [Gunilla Thorne] : UK 1963 HMV POP 1239
In Sweden (EP) [Michael Cox] : Sweden 1963 His Master's Voice HMV 7EGS 296
Heinz (EP) [Heinz] : UK October 1963 Decca DFE 8545
Country Boy/Long Tall Jack [Heinz] : UK November 1963 Decca F.11768
The Kennedy March/... [Joe Meek Orchestra] : UK December 1963
A Tribute to Buddy Holly [lp; Mike Berry] : UK 1963 HMV 7EG 8808
It's Time for Mike Berry [lp; Mike Berry] : UK 1963 HMV 7EG 8793
Law And Order/Do Da Day [Outlaws] : UK January 1964 HMV POP 1241
You Were There/No Matter What They Say [Heinz] : UK January 1964 Decca F.11831
Galway Bay/Living Alone [Houston Wells] : UK January 1964 Parlophone R 5141
Ramona (EP) [Houston Wells] : UK January 1964 Parlophone GEP 8914
A Fool Such As I/... [Dave Kaye] : UK March 1964
Keep a-Knockin'/Shake With Me [Outlaws] : UK April 1964 HMV POP 1277
Please Little Girl/For Lovin' Me This Way [Heinz] : UK June 1964 Decca F.11920
The Bike Beat 1/The Bike Beat 2 [Rally Rounders = Outlaws] : UK 1964 Lyntone LYN 574
Tell The Truth/... [Andy Cavell] : UK 1964 Pye 7N 15610
A Tribute To Eddie [lp; Heinz] : UK 1964 Decca LK.4599
A Tribute To Eddie [lp; Heinz] : Germany April 1965 Decca Records X-ARL-6249/50-X
A Tribute To Eddie [cd; Heinz] : UK 1993 Castle Legends CLC 5117 CM
Thou Shalt Not Steal/Been Invited To A Party [Glenda Collins] : UK 1965 HMV POP 1475
Hurt Me/It Can Happen To Anyone [Jess Conrad] : UK 1965 [Blackmore on the b-side]
Caple é este sujeito aqui (realmente parecido com o Blackmore no início da carreira):
Blackmore tocou com artistas produzidos por Joe Meek nestes trabalhos:
Don't You Think It's Time/... [Mike Berry] : UK late 1962 HMV [is Blackmore on this?]
Return Of The Outlaws/Texan Spiritual [Outlaws] : UK February 1963 HMV POP 1124
Dreams Do Come True/Been Invited To A Party [Heinz] : UK May 1963 Decca F.11652
That Set The Wild West Free/Hobo [Outlaws] : UK 1963 HMV POP 1195
San Francisco Bay/Like A Bird Without Feathers [Burr Bailey] : UK June 1963 Decca F.11686
Just Like Eddie/Don't You Knock At My Door [Heinz] : UK June 1963 Decca F.11693
If You Gotta Pick A Baby/... [Glenda Collins] : UK 1963 HMV POP 1233
Merry Go Round/Go On Then [Gunilla Thorne] : UK 1963 HMV POP 1239
In Sweden (EP) [Michael Cox] : Sweden 1963 His Master's Voice HMV 7EGS 296
Heinz (EP) [Heinz] : UK October 1963 Decca DFE 8545
Country Boy/Long Tall Jack [Heinz] : UK November 1963 Decca F.11768
The Kennedy March/... [Joe Meek Orchestra] : UK December 1963
A Tribute to Buddy Holly [lp; Mike Berry] : UK 1963 HMV 7EG 8808
It's Time for Mike Berry [lp; Mike Berry] : UK 1963 HMV 7EG 8793
Law And Order/Do Da Day [Outlaws] : UK January 1964 HMV POP 1241
You Were There/No Matter What They Say [Heinz] : UK January 1964 Decca F.11831
Galway Bay/Living Alone [Houston Wells] : UK January 1964 Parlophone R 5141
Ramona (EP) [Houston Wells] : UK January 1964 Parlophone GEP 8914
A Fool Such As I/... [Dave Kaye] : UK March 1964
Keep a-Knockin'/Shake With Me [Outlaws] : UK April 1964 HMV POP 1277
Please Little Girl/For Lovin' Me This Way [Heinz] : UK June 1964 Decca F.11920
The Bike Beat 1/The Bike Beat 2 [Rally Rounders = Outlaws] : UK 1964 Lyntone LYN 574
Tell The Truth/... [Andy Cavell] : UK 1964 Pye 7N 15610
A Tribute To Eddie [lp; Heinz] : UK 1964 Decca LK.4599
A Tribute To Eddie [lp; Heinz] : Germany April 1965 Decca Records X-ARL-6249/50-X
A Tribute To Eddie [cd; Heinz] : UK 1993 Castle Legends CLC 5117 CM
Thou Shalt Not Steal/Been Invited To A Party [Glenda Collins] : UK 1965 HMV POP 1475
Hurt Me/It Can Happen To Anyone [Jess Conrad] : UK 1965 [Blackmore on the b-side]
terça-feira, 18 de janeiro de 2005
O Elo Perdido
Essa é uma daquelas notícias gostosas de ler e que geram todo tipo de galinhagem, inclusive esta. Reparem bem nesta notícia:
Deus da guitarra ganha impostor
SOUTHAMPTON, Inglaterra (AP) - 11.jan.2005 — A polícia de Southampton, na Inglaterra, está à procura de um homem que se faz passar por Ritchie Blackmore.
Segundo os relatos, ele tem feito aparições pessoais, cobra por seu autógrafo e desaparece. A polícia recebeu a dica de que ele havia se internado num hospital, mas já havia ido embora quando eles chegaram.
Uma enfermeira disse que o impostor chegou a escrever uma canção para ela. O próprio Blackmore disse: 'Por que ele não vai pegar no pé de alguém mais famoso?'
Segundo o site oficial da Blackmore's Night, o sujeito se internou na Unidade de Tratamento Cardíaco do Southampton General Hospital na semana passada, com o nome de Ritchie Blackmore. Afirmando ser o Blackmore "original" e que tocou no Deep Purple, abusou da boa-fé das pessoas de lá. O site também afirma que "não é a primeira vez em que esse homem se fez passar por Ritchie, e ele já fez isso em diversas partes do mundo". O site indica a Polícia de Southampton como o canal competente para qualquer denúncia.
Sei não.
Acho que esse sujeito é a peça-chave para finalmente descobrirem o mistério dos grandes homens substituídos por clones malignos exatamente em 1990. Nesse ano, o senador esquerdista Fernando Henrique Cardoso desapareceu misteriosamente, sendo substituído por um clone maligno que acabou vencendo a disputa pela Presidência. Ozzy Osbourne foi substituído por um clone que fazia clipes para a MTV e no final acabou se prestando a ser artista de big brother.
Eu há muito suspeitava que o Blackmore havia sido substituído por um clone malvado - aquele sujeito de Slaves & Masters, Come Hell or High Water e de toda a discografia de Blackmore's Night não pode ser o homem que botou fogo no palco em California Jam. Esse cara que se internou no hospital deve ser o verdadeiro, que fugiu do cativeiro.
Se encontrado, o suposto impostor que deve ser o verdadeiro Blackmore poderá indicar o paradeiro do verdadeiro Ozzy Osbourne e do verdadeiro FHC.
Entrei em contato com o hospital pra tentar descobrir mais detalhes. Quero especificamente saber mais sobre a música que o "Blackmore" escreveu pra enfermeira. Deve haver pistas valiosas nela.
SOUTHAMPTON, Inglaterra (AP) - 11.jan.2005 — A polícia de Southampton, na Inglaterra, está à procura de um homem que se faz passar por Ritchie Blackmore.
Segundo os relatos, ele tem feito aparições pessoais, cobra por seu autógrafo e desaparece. A polícia recebeu a dica de que ele havia se internado num hospital, mas já havia ido embora quando eles chegaram.
Uma enfermeira disse que o impostor chegou a escrever uma canção para ela. O próprio Blackmore disse: 'Por que ele não vai pegar no pé de alguém mais famoso?'
Segundo o site oficial da Blackmore's Night, o sujeito se internou na Unidade de Tratamento Cardíaco do Southampton General Hospital na semana passada, com o nome de Ritchie Blackmore. Afirmando ser o Blackmore "original" e que tocou no Deep Purple, abusou da boa-fé das pessoas de lá. O site também afirma que "não é a primeira vez em que esse homem se fez passar por Ritchie, e ele já fez isso em diversas partes do mundo". O site indica a Polícia de Southampton como o canal competente para qualquer denúncia.
Sei não.
Acho que esse sujeito é a peça-chave para finalmente descobrirem o mistério dos grandes homens substituídos por clones malignos exatamente em 1990. Nesse ano, o senador esquerdista Fernando Henrique Cardoso desapareceu misteriosamente, sendo substituído por um clone maligno que acabou vencendo a disputa pela Presidência. Ozzy Osbourne foi substituído por um clone que fazia clipes para a MTV e no final acabou se prestando a ser artista de big brother.
Eu há muito suspeitava que o Blackmore havia sido substituído por um clone malvado - aquele sujeito de Slaves & Masters, Come Hell or High Water e de toda a discografia de Blackmore's Night não pode ser o homem que botou fogo no palco em California Jam. Esse cara que se internou no hospital deve ser o verdadeiro, que fugiu do cativeiro.
Se encontrado, o suposto impostor que deve ser o verdadeiro Blackmore poderá indicar o paradeiro do verdadeiro Ozzy Osbourne e do verdadeiro FHC.
Entrei em contato com o hospital pra tentar descobrir mais detalhes. Quero especificamente saber mais sobre a música que o "Blackmore" escreveu pra enfermeira. Deve haver pistas valiosas nela.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2005
Gillan e clásicos
Hoje no Orkut um colega tentou imaginar como seriam as colaborações entre Gillan e Pavarotti (de 2001 e 2003) caso elas tivessem ocorrido há 35 anos, quando Ian estava no auge. Minha resposta:
Não rolava. O Gillan achava coisa de velho. Pros dois concertos que o Jon Lord compôs pra orquestra e Deep Purple, o mestre escreveu as letras nas coxas, na última hora.
No Concerto for Group and Orchestra, com três meses de estrada com o Deep Purple, ele tinha medo de se perder na música e de que fossem rir da cara dele:
How can I see
When the light is gone out
How can I hear
When you speak so silently
More than enough
Is never too much
Hold out a hand
I'm so out of touch
Do unto me
As your heart would have you do
Looks on my head
Cannot get the message through
Sword in my hand
Can cut through the wood
Peace in my heart
Can summon the mood
What shall I do
When they stand smiling at me
Look at the floor
And be oh so cool
Oh so cool
How shall I know
When to start singing my song
What shall I do
If they all go wrong
What shall I do
Já pro Gemini Suite, ele não tinha mais medo de nada. Só estava MUITO puto da vida de ter que cantar de novo junto com uma orquestra. Continuava achando que ia pagar mico, e soltou tudo isso na letra, escrita nas coxas na última hora:
All I wish,
That I wasn't here,
Don't you know?
I've got a rotten feeling,
Of dizzy heights,
It's what they want to know,
Oh, well here I go,
Oh, what a funny show.
Take my time,
It's the odds that count,
Who am I?
What a silly sound,
Hold my breath,
Talk of sudden death,
Rhyme and reason must prevail,
I need a glass of ale.
Still I've a got a feeling now,
No need for me to tell you how,
It's kind of easy now,
Woh-oh like rock'n'roll.
Boogaloo and now I feel alright,
It's funky and it's out of sight,
Feeling good, feeling right,
It's gonna be alright.
Now I know where I'm going,
Now I know where it's at,
Can I treat you alone?
Na hora de regravar o Gemini Suite com a Yvonne Elliman (aquela vocalista que fez a Maria Madalena em Jesus Christ Superstar), o Jon Lord mudou completamente a letra. Porque certamente teria ficado puto com o Gillan.
Somente trinta anos depois do Concerto, em 1999, é que o Ian Gillan entrou no espírito da coisa. Quando a imensa salva de palmas no Royal Albert Hall já se dissipava, ele fez as pazes com o passado: "Yeah. We finally got it right".
É interessante notar que, na época, nem orquestra e nem parte da banda notava o que seria o negócio.
Não rolava. O Gillan achava coisa de velho. Pros dois concertos que o Jon Lord compôs pra orquestra e Deep Purple, o mestre escreveu as letras nas coxas, na última hora.
No Concerto for Group and Orchestra, com três meses de estrada com o Deep Purple, ele tinha medo de se perder na música e de que fossem rir da cara dele:
When the light is gone out
How can I hear
When you speak so silently
More than enough
Is never too much
Hold out a hand
I'm so out of touch
Do unto me
As your heart would have you do
Looks on my head
Cannot get the message through
Sword in my hand
Can cut through the wood
Peace in my heart
Can summon the mood
What shall I do
When they stand smiling at me
Look at the floor
And be oh so cool
Oh so cool
How shall I know
When to start singing my song
What shall I do
If they all go wrong
What shall I do
Já pro Gemini Suite, ele não tinha mais medo de nada. Só estava MUITO puto da vida de ter que cantar de novo junto com uma orquestra. Continuava achando que ia pagar mico, e soltou tudo isso na letra, escrita nas coxas na última hora:
That I wasn't here,
Don't you know?
I've got a rotten feeling,
Of dizzy heights,
It's what they want to know,
Oh, well here I go,
Oh, what a funny show.
Take my time,
It's the odds that count,
Who am I?
What a silly sound,
Hold my breath,
Talk of sudden death,
Rhyme and reason must prevail,
I need a glass of ale.
Still I've a got a feeling now,
No need for me to tell you how,
It's kind of easy now,
Woh-oh like rock'n'roll.
Boogaloo and now I feel alright,
It's funky and it's out of sight,
Feeling good, feeling right,
It's gonna be alright.
Now I know where I'm going,
Now I know where it's at,
Can I treat you alone?
Na hora de regravar o Gemini Suite com a Yvonne Elliman (aquela vocalista que fez a Maria Madalena em Jesus Christ Superstar), o Jon Lord mudou completamente a letra. Porque certamente teria ficado puto com o Gillan.
Somente trinta anos depois do Concerto, em 1999, é que o Ian Gillan entrou no espírito da coisa. Quando a imensa salva de palmas no Royal Albert Hall já se dissipava, ele fez as pazes com o passado: "Yeah. We finally got it right".
É interessante notar que, na época, nem orquestra e nem parte da banda notava o que seria o negócio.
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