sábado, 17 de novembro de 2007

Lay Down, Stay Down

No vídeo abaixo, o grande Abdalla estréia na banda Big Balls, cantando "Lay Down, Stay Down" e "No No No" ao lado do guitarrista Xando Zupo - leitor de longa data deste blog, a quem eu vinha devendo uma visita a um show há muito tempo. Ainda por cima era aniversário dele.

Ao fundo, não dá pra ver, mas estão o tecladista Márcio Porto (da Fireball) e o baterista Ivan Scartezzini (da Born Again). À esquerda de quem olha pro Abdalla está o baixista Luiz Fernando.

Fiquei babando em ver que o Xando REALMENTE sabe improvisar do mesmo jeito que o Blackmore. Porque tocar os riffs e solos nota por nota até eu aprendo, se olhar numa revista de guitarra. O mais difícil é pensar como o Blackmore, com cabeça e dedos, na hora de improvisar. O Xando faz isso, como vocês podem ver no vídeo abaixo. (Aliás, Abdalla, tu improvisou na letra de No No No igual ao Gillan, hem?)

O show, no Café Aurora, foi ducacete, só com lados B das melhores bandas de rock que já pisaram no planeta. Mesmo quando era algo mais conhecido (tipo "We Will Rock You", do Queen), era em versões menos pop. "No No No" teve até Mickey Mouse e "Speed King" começou com "you were good, I was bad" - pra quem é do ramo.

Dia 20 tem mais um - desta vez, só com Deep Purple. Vou pegar os dados e posto aqui.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Hughes toca Stormbringer no Brasil

Este é Glenn Hughes tocando Stormbringer no Rio.



A resenha você lê depois no Mofodeu. Diz o Vitor que até santo baixou no terreiro, numa invocação à alma de Tommy Bolin.

Eu, infelizmente, não consegui ir ao show paulistano.

Os sertanejos também curtem o Deep Purple

Há algum tempo, o colunista do JT Diogo Salles escreveu um artigo fazendo um elogio do brega no rock. Agora, o jornal publica uma resposta escrita por Zezé Di Camargo que, convenhamos, me surpreendeu:

    Para finalizar, você, como roqueiro e fã de Whitesnake, há de convir que o David Coverdale quando veio do Deep Purple e fundou o Whitesnake, deu um tratamento (como diriam?) brega para as letras da banda. Aliás, em termos de letras, é o grupo que mais fala de amor. Não precisa ir muito. Basta analisar os títulos das músicas (Is This love, Looking for love). Mas uma coisa é certa, e isso prova que, de amor, o Brasil entende bem. Em 1985, substituindo o Def Leppard no Rock In Rio, o Whitesnake passou a se consagrar no nosso país com esta apresentação. Sendo assim, dou a mão à plamatória: Diogo e tantos outros que ainda estampam a camiseta do preconceito, vamos vestir a camiseta dos ‘bregas’, se assim preferirem rotular, ou dos puros, como prefiro chamar. E cantar "É o Amor" em todos os sons e tons. Não acredito que as 25 milhões de pessoas que compraram nossos CDs até hoje estejam todas erradas.

Zezé sabe do que fala, talvez por ser leitor do Purpendicular. No ano passado, fiz as contas e descobri que 70,23% das canções do Whitesnake têm a palavra "love" no título.

Não é a primeira vez nos últimos tempos em que um cantor sertanejo me surpreende citando o Deep Purple. Edson, da dupla Edson & Hudson, também andou falando isso recentemente.

Nas comunidades sobre o Deep Purple no Orkut, quando postei a informação, o pessoal comentou que pode ser a influência dos duetos entre Coverdale e Hughes. Sem falar na indumentária do Ritchie Blackmore.

Continuando desse jeito, dia desses o Coverdale vai processar o Wando por uso indevido da letra inédita de "Fire'n'Passion".

E você, o que acha? Tirando "Anyone's Daughter", o que o Deep Purple tem a ver com o sertanejo? O que "Is This Love" tem a ver com "É o Amor"?

Se você faz parte do Orkut, clique aqui e vote na enquete.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Beethoven?



Não. O compositor de concertos grisalho aí em cima é o Jon Lord, apresentando o Concerto de Durham no sábado.

sábado, 20 de outubro de 2007

Concerto de Durham



Jon Lord apresenta hoje, na universidade inglesa de Durham, sua mais nova peça orquestral: o Concerto de Durham, composto para comemorar os 175 anos da universidade e com alguns trechos disponíveis nesse site linkado.

A universidade recorreu ao sábio dos teclados porque, apesar de ser uma instituição bastante tradicional, ainda não é conhecida no exterior tanto quanto Oxford ou Cambridge. O Concerto será apresentado depois de hoje em países exportadores de estudantes, para tornar a universidade conhecida.

O site da universidade descreve assim a obra:

    O concerto de 45 minutos contém influências de jazz, ragtime, rock e até de música folk da Nortúmbria, incluindo um antigo lamento de mineiros. Consiste em seis movimentos, arranjados em três partes: Manhã, Tarde e Noite. A Manhã descreve a Catedral ao alvorescer e a cidade ganhando vida. A Tarde começa com um movimento representando o evento histórico em que os monges garregaram o corpo de São Cuthbert de Lindisfarne, e conclui com o compositor contemplando a maravilhosa vista da Ponte das Prebendas. A última seção, Noite, captura o elevado espírito de um baile de estudantil e de uma Gala de Mineiros, e termina com um momento imponente, mas empolgante, em homenagem à Catedral.

Nos trechos disponíveis na internet, é possível ouvir trechos que soam como o mais recente disco de Lord, "Beyond the Notes", e de sua primeira obra orquestral, o nosso Concerto para Grupo e Orquestra.

Será que Durham tem um bom curso de pós-graduação em ciências políticas com bolsas para jornalistas brasileiros?

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Here be friends, here be heroes

Mestre Jon Lord finalmente abriu seu novo website oficial. O anterior, PicturedWithin, era basicamente um site de fã com a bênção do mestre (o que não é pouca coisa). Mas não vinha sendo atualizado há um bom tempo. Assim sendo, minhas boas vindas ao mestre.

domingo, 14 de outubro de 2007

Turner suspende a turnê

Joe Lynn Turner cancelou a turnê sul-americana que faria. Assim, ele não vem mais ao Brasil. O Purpendicular vinha tentando uma entrevista com ele em virtude da turnê, mas assim sendo fica para uma próxima vez.

sábado, 6 de outubro de 2007

Disco de ouro

Esta relíquia está no prédio da Warner na Califórnia.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Smoke over Beethoven

Ao longo dos anos, já li, ouvi e passei adiante todo tipo de explicação sobre a origem do riff de Smoke on the Water. Minha favorita é a que coloca Tom Jobim na história, com a introdução da música "Maria Moita".

Em entrevista à CNN, porém (veja aqui), Ritchie Blackmore dá outra versão: segundo ele, nosso querido dã-dã-dã é o tema da Quinta Sinfonia de Beethoven tocado ao contrário. É a primeira vez que eu o vejo dizer isso. "Isso significa que eu devo uma grana preta a Beethoven", disse Blackmore.

Não faz sentido: enquanto o riff de Smoke on the Water tem quatro notas, o da Quinta tem duas: tchan-tchan-tchan-tchaaaaan...

Já havia visto anteriormente um paralelo entre Smoke on the Water e a Quinta na questão do poder da simplicidade. Quinta ao contrário, é a primeira vez.

Mas, como foi o Blackmore quem compôs e eu toco mal pra cacilda, quem sou eu pra tirar sarro, certo?

O entrevistador - que não conseguiu aprender o riff nem com o Blackmore ensinando - também pergunta se alguma vez na vida o guitarrista já cansou de tocar nosso querido dã-dã-dã. Ele responde:

-- Absolutamente nunca. È um riff que todos devemos ter em nossas mentes. Toda noite quando eu vou dormir, eu lembro dele e penso: "nossa, sou muito feliz por ter escrito o pam-pam-pam, pam-pam-param...".

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Fênix

O Deep Purple voltou em 1984, depois de oito anos parado. A volta foi chamada de caça-níqueis na época. Depois, ficou comum bandas voltarem para homenagear a si próprias - mas praticamente só o Deep Purple voltou a ser uma banda que dá a cara a tapa produzindo coisas novas consistentemente.

Em novembro, duas ótimas bandas farão um tributo a seu passado glorioso em Londres: Led Zeppelin (com Jason Bonham na bateria) e Sex Pistols (que já voltou duas ou três vezes antes). O Led vai homenagear o produtor Ahmet Ertegun - o cidadão que assinou o contrato deles com a Atlantic Records. Os Pistols vão homenagear os 30 anos do disco "Nevermind the Bollocks".

Ambos valem a pena para quem estiver a fim de vender a mãe pra ver grandes bandas fazendo grandes shows. Eu, pessoalmente, só vendo a minha se um dia rolar aquele show proposto pelo Jon Lord, reunindo todos os ex-membros do Deep Purple. Mas só o Jon Lord e os ex-membros da Mk3 e da Mk5 (menos o Blackmore) são a favor, portanto minha genitora pode dormir sossegada.