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terça-feira, 17 de julho de 2012

Jon Lord, a vida, o universo e tudo mais




OK.

Tomei aqui minha taça de vinho em homenagem a Jon Lord. Era de vinho tinto que ele gostava, e o homenageei com um Malbec. Aguentei calado e sem chorar uma lágrima sequer enquanto assisti ao mais privilegiado DVD de Jon Lord que eu tenho: a gravação bruta da minha entrevista com ele, em 2009, que inclui trechos do ensaio de "Soldier of Fortune". Eu dava risada vendo ele rir comigo.

Tudo o que valia a pena dizer ao público em geral sobre a carreira do Jon Lord eu escrevi no obituário que fiz para o site da Folha: "Jon Lord foi um pioneiro na fusão entre o rock e o erudito". Sim, Jon Lord me ensinou que não existem gavetas na música - existe música boa e existe música ruim. Música ruim você sabe o que é, ela abunda. Mas música ruim não me interessa, só me interessa música boa e é dela que eu falo quando falo de música.

Aqui no Purpendicular, porém, estamos entre amigos. Mais do que isso: entre órfãos. Noves fora Tommy Bolin, que morreu na cabalística idade de 27 anos, Jon Lord foi apenas o primeiro dos membros do Deep Purple a nos abandonar por complicações decorrentes da vida. É triste pensar nisso, mas ele é apenas o primeiro. Nos próximos anos, a fila deve andar - tomara que demore, mas infelizmente vai. E saber que a gente também está na fila é assustador.

Como dizia Jorge Luis Borges, morrer é um costume que sabe ter toda gente. Quem tem quem? A gente tem o costume ou o costume que tem a gente? Tendo a achar que é ele.

A música de Jon Lord ("To Notice Such Things", especialmente "Afterwards", cujo poema está aqui e a música está abaixo) me ajudou a aceitar a morte do meu tio favorito, quase um pai pra mim, quando ele morreu de câncer no ano passado. Por isso e por tudo mais, minha primeira reação quando soube da morte do Jon foi de incredulidade.



A segunda reação foi de inconformismo. Escrevi no Facebook que nossos heróis, porra, nossos heróis não deviam ter esse direito. Deviam ser todos como aqueles meus heróis de papel, como os Supermen e os Batmen e os Capitães América, que morrem e poucos meses depois acham um roteirista mentiroso o suficiente pra encontrar uma desculpa pra trazê-los de volta.

Só que não tem jeito. Por mais geniais que sejam nossos mestres, e Jon Lord era uma das cabeças mais brilhantes com as quais tive o privilégio de aprender (seja em discos, seja em DVDs, seja assistindo ao vivo, seja nos curtos minutos da nossa entrevista de 2009), todos um dia nos abandonarão e deixarão este planeta mais burro, mais imbecil, mais boçal.

Eu estava vendo o Concerto for Group and Orchestra de 1999 e filosofando um pouco no ouvido da minha mulher quando conseguia completar uma frase sem me desfazer. Demorou um pouco.

Somos muito egoístas com esses que admiramos. Egoístas demais. Vemos Ian Gillan no palco e decretamos: "não canta mais nada". Vemos Blackmore tocando como coadjuvante da patroa e cobramos: "pombas, cadê a Fender?". Vemos Jon Lord morrer de câncer, uma doença dolorosa, cruel, e não nos conformamos. Não damos a eles o direito de seguir o curso da vida, de envelhecer, de ficar de saco cheio, de morrer.

Na nossa cabeça, nossos heróis deviam viver pra sempre.

Na nossa cabeça, nossos heróis deviam ter pra sempre vinte e poucos anos, como os heróis dos gibis.



Neste momento, na tela de LCD à minha frente, Jon Lord é um moleque mais jovem que eu e faz dueto com Blackmore na melhor fase do Deep Purple. Neste momento, aqui na minha sala, um fragmento da noite de 21 de agosto de 1970 vive na gravação de "Speed King" em "Doing Their Thing".

Mas ainda hoje à tarde eu estava no trabalho, incrédulo ao saber da morte de Lord aos 71 anos.

Ainda ontem, eu tinha 14 anos de idade e descia a Plínio Brasil Milano ouvindo Deep Purple no meu walkman paraguaio. Cantando junto a cada passo. Esses 21 anos voaram perante meus olhos e quando vejo o Jon Lord está morrendo de complicações trazidas pela idade. Num flash, de repente eu tenho 35 anos, 103 quilos e gastei uma fábula com discos e DVDs dos meus mestres.

Poucos minutos atrás, eu tinha 25 anos de idade e abri um blog especializado em Deep Purple. A banda estava numa fase de indefinição - parecia que Jon Lord ia se aposentar. Será que iria? Lembro como se fosse ontem dos meus amigos reclamando no meu velho blog do tanto que eu falava do Deep Purple. Lembro da minha ansiedade de saber cada movimento da banda. Faz poucos minutos, mas faz 10 anos.

Minutos antes, eu tinha 20 anos de idade e trabalhava à noite. Estava nervoso. Não comprava mais discos do Deep Purple desde a saída de Blackmore, mas eles foram tocar em Porto Alegre. Um colega do jornal foi cobrir o show e mandava avisar que músicas eles haviam tocado. Eu espiava sobre o ombro da editora de Variedades. Corrigi: não é "Black In Night", é "Black Night". Ela pergunta como eu sei, digo que tenho todos os vinis da banda. "Por que tu não tá lá?", ela pergunta. "Não tinha grana, e tinha que trabalhat", respondo. Ela me dá seu próprio ingresso de cortesia - número 0002 - e dinheiro para o táxi. Quando chego ao Opinião, quem faz solo? Jon Lord.

Lembro como se tivesse sido esta noite, mas foi há 15 anos.

Eu fecho meus olhos só por um momento e aquele momento se foi, já cantava o Kansas. Tudo o que somos é poeira no vento.

Quando eu assistia ao Concerto, hoje, eu pensava: não, Jon pode ter morrido, mas sua obra está aí. Na hora em que eu quiser, aperto um botão no controle remoto e estou de volta ao dia 23 de setembro de 1999, no Royal Albert Hall. Ou ao dia 7 de maio de 2009, dez anos depois, na galeria Olido, onde eu tenho três anos a menos de idade e Jon me diz pra cuidar e não bater com o microfone em seu nariz. Viajo no tempo e no espaço, como se tivesse um Delorean.



Sua obra está aí. Seu corpo podia ser frágil, como são todos os nossos corpos. Ele sofria com o câncer, como todos nós corremos o risco de sofrer caso vivamos o suficiente. Devia ser muito dolorido. Ele livrou-se desse sofrimento, e eu não me conformava até me dar conta do egoísmo dessa ideia.

Domingo, tive a sorte de conversar com meu amigo Paulinho Oliveira. Um dos homens mais sábios que conheço, sempre acabamos conversando sobre a vida, o universo e tudo mais. Sempre.

Ele me disse ter lido em Eduardo Galeano ou José Saramago que existem dois tipos de morto: o morto apenas e o morto bem morto. Morto bem morto é aquele que se foi e aos poucos se foram também todos aqueles que lembravam dele. Morto é aquele que, embora nos falte, deixa sua memória entre os que sobrevivem a ele, dos que lembram dele ou de sua obra. Jon Lord é desse tipo - eu vou morrer um dia e a obra de Jon Lord ainda estará por aí para ser lembrada.

Até ontem, a privilegiada cabeça de Jon Lord ainda podia nos trazer novos concertos, novas peças, novas ideias. Vai ser doloroso viver sabendo que não virá nada novo dele. E é cada vez mais presente a ideia de que meus outros heróis de carne e osso também não são como o Batman. Porque essa ideia me lembra que eu também não sou como o Batman, e é isso que me apavora.



Mas sua obra está aí. O 21 de agosto de 1970 está vivo na minha tela. Assim como o 24 de setembro de 1969 e o de 1999. Assim como o 7 de maio de 2009. E todas as outras datas em que os dedos mágicos de Jon Lord foram registrados e permanecem vivos. E é esse Delorean de imagens e música que nos mantém pra sempre cientes de que ninguém morre para sempre se deixar o que de melhor tiver na forma de uma obra.

E aí vem outro problema: qual é a SUA obra?

Eu ainda estou tentando descobrir qual é a minha. Leitores generosos podem dizer que este blog é uma obra. Mas blogs se apagam e somem no éter. Tudo o que eu escrevi em jornais já embrulhou peixe. Eu sei a minha obra, mas se eu um dia vier a faltar, ninguém mais sabe.

Qual é a sua obra? Qual é a minha obra? De que lembrarão sobre nós quando, tal como Jon Lord, repetirmos o triste costume de morrer?

Não sei. Mas não é tarde para saber. E a vida de gênios como Jon Lord nos lembra da importância disso.

Muito obrigado, Jon. Por tudo.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Paice: Lord está melhor e deve voltar ao trabalho em abril

Ian Paice, o mestre das baquetas, deu uma entrevista a uma rádio canadense. Entre outras várias coisas, comentou o estado de saúde do mestre Jon Lord - seu concunhado, aliás. Parece que eles moram perto um do outro, porque suas esposas são irmãs gêmeas.

Segundo ele, o câncer do tecladista é no pâncreas e foi detectado muito no começo, permitindo tratar com grande chance de sucesso. Não estão sendo produzidas novas células cancerosas, afastando o risco de a praga voltar a afetar o mestre. Agora, diz Paice, Lord está tratando da saúde em Israel e deve voltar ao trabalho em abril.

No final do ano passado, conversei com uma pessoa da banda de Lord, que me disse mais ou menos a mesma coisa: que em abril eles estavam planejando tocar em Paris.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Um instante clássico

John Barnes postou no Facebook uma foto que eu não conhecia:


É um encontro entre Jon Lord e Ian Gillan em 1981, no festival de Reading. Possivelmente esse momento inclui uma das rodadas mais fortes de conversas entre os ex-membros do Deep Purple para reformar a banda, no começo dos anos 80. Salvo engano, foi nessa rodada que a Campari estava querendo patrocinar um grande (e único) show da banda. 

Como você sabe, não foi daquela vez. Ainda haveria uma canja do Blackmore num show do Gillan em 1982 e toda a passagem do vocalista pelo Black Sabbath em 1983 antes do retorno, em 1984. Ali em 1981, Lord e Paice estavam no Whitesnake, enquanto Blackmore e Glover estavam no Rainbow.

De qualquer forma, é sempre fascinante espiar pelo buraco da fechadura desses momentos.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Dez anos de Purpendicular!

Este blog entrou no ar no dia 13 de fevereiro de 2002.

Aquele começo de ano foi um período curioso na história do Deep Purple. A banda fazia uma turnê marcante no Reino Unido, onde Ian Gillan até cantaria Child in Time. E havia o boato de que Jon Lord poderia se aposentar do Deep Purple.

Eu tinha um outro blog, onde eu falava sobre política, guerra, economia e qualquer outro assunto que me viesse à cabeça. Tão empolgado eu andava que comecei a falar MUITO sobre Deep Purple lá. Meus amigos não aguentavam, então resolvi criar um blog só sobre o assunto. Valeu a pena: são dez anos de uma experiência muito interessante. Visite os arquivos para ver.

Fiquei tão empolgado no dia em que criei o blog, e tinha tanto assunto, que pus SETE posts no ar. Se for contabilizar este post, o sétimo mais recente é de mais de um mês atrás. Um dos sete posts era a confirmação de que Jon Lord se aposentaria ao final da turnê inglesa, interrompida por conta de uma gripe do Gillan.

Para comemorar os 10 anos do blog, num ano que aparenta prometer muita coisa boa, fiz uma pequena alteração no layout. Abaixo do logo temos o link para uma página dedicada a cada formação, uma dedicada à discografia, uma aos DVDs e uma aos shows. Até agora, só botei a página da Mk1. Estou puxando do Wikipurple, onde vou manter as páginas dos membros da banda.

Jon Lord foi o motivo da criação do blog. Jon Lord também é o motivo da nova empolgação: em sua mensagem de feliz ano novo aos fãs, ele disse que está melhor de saúde e que deve ter boas notícias na semana que vem. Suponho que seja uma turnê com sua banda pela Europa. Pelo que ouvi por alto de boa fonte, possivelmente Paris em abril.

E tem muita coisa aí a caminho: 40 anos de Machine Head, possível disco novo a caminho e tudo mais. O remaster de Perfect Strangers, que devia ter saído no ano passado, pode ser que saia neste ano.

O que você espera do Deep Purple em 2012?

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Cinco bravos jovens sem respeito por limites

Mestre Jon Lord colocou em seu site a carta que Ian Paice leu no mês passado, quando o Deep Purple ganhou da revista Classic Rock o prêmio de inovadores. Nela, ele definiu tudo o que eu admiro no Deep Purple, especialmente na Mk2:

"Agradeço do fundo do coração este prêmio, por reconhecer que aquilo que fizemos - quando éramos apenas cinco bravos jovens sem respeito por limites mas um amor dedicado por escrever e tocar música - era de fato inovador. Também era alto, grave e sujo, subversivo e perigoso, intrincado ainda que muitas vezes enganosamente simples, muito empolgante de tocar e acima de tudo mais era uma diversão espantosamente boa. E, sim, nós 'dançamos e cantamos e subimos ao topo da montanha' [trecho de No One Came]. Ah, foi mesmo. Agradeço do fundo do coração, também, aos cavalheiros no palco por fazerem parte da mudança na minha vida e por tocarem como heróis. Ah, e por favor não esqueçam de quem foi o primeiro a forçar vocês a tocar com uma orquestra!"

Aniversário no palco

Roger Glover fez aniversário anteontem, no meio de um show na Alemanha. Com direito a orquestra tocando parabéns.



Já mandei os parabéns no blog dele, onde ele anuncia que será avô pela segunda vez. Gillian Glover, sua filha cantora, teve o primeiro filho em 2009 e já encomendou o segundo. No dia do aniversário, chegou meu exemplar do novo CD do Glover. Vou resenhar depois.

Em 1984, num dos primeiros shows da reunião do Deep Purple, também houve aniversário do mestre. Gillan pegou o microfone e anunciou - avisando que Rog pagaria drinques pra todo mundo depois do show. O @brunoalsantos lembrou de um pirata do Rainbow, de 1979, chamado "Perfect Roger's Birthday Party"

Outras comemorações no palco:

* 29 de junho de 1973. Último show de Gillan e Glover antes de deixarem o Deep Purple. Também era aniversário de Ian Paice. No meio de Space Truckin', Jon Lord deu um jeito de tocar o parabéns. Quem não sabia a data ficou achando que era algo como o Blackmore tocando Jingle Bells no meio de Wring that Neck em qualquer época do ano.



* 17 de dezembro de 1997. Pouco antes de começar o show do Deep Purple na House of Blues de Chicago, Ian Gillan pega o microfone e anuncia que tinha um momento muito especial: o casamento de Steve Morse. Entra um padre no palco e casa o Steve com Jackelyn. Detalhe fabuloso: Jon Lord toca a marcha nupcial. Só caso de papel passado nessa situação.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Jon Lord reaparece!

Jon Lord saiu brevemente de seu descanso ontem. Ele reuniu vários músicos no estúdio Abbey Road e gravou aparentemente as partes de banda e voz para o Concerto for Group and Orchestra. Ele já havia anunciado que estava dando uma mexida na partitura e queria gravar em estúdio - mas isso foi antes do seu retiro. Aparentemente, a revista Classic Rock organizou tudo.

Acompanhei pelo Twitter. A coisa começou com os cantores da banda do Jon Lord, Steve Balsamo e Kasia Laska. Kasia contou que estava ansiosa porque viajaria da Polônia para Londres e feliz porque encontraria Balsamo depois de um tempo. Levantei a orelha. Vinha coisa aí - e eu confesso que fiquei apreensivo no começo.

Fiquei tranquilo quando li a manifestação do guitarrista Joe Bonamassa (que toca com o Glenn Hughes na Black Country Communion):

Thank you Scott at Classic Rock for the great hang and the wonderful Jon Lord for allowing me to play on his symphony today. What a thrill !

Steve Balsamo tirou uma foto do mestre gravando, ao lado de Bonamassa e do maestro Paul Mann. Aparenta estar com um pouco menos de cabelo, mas parece bem disposto. Em resposta a um tweet meu, Steve disse que o mestre parecia ótimo. Veja a foto:



Tenho um grande respeito pelos dois cantores do Jon Lord. Além de talentosíssimos, excelentes vozes, também são gente fina e divertidos. Quando eles vieram ao Brasil, fui entrevistar o mestre para a MTV e depois fiquei batendo papo com eles. Acabei ajudando-os a comprar uma camisetinha com patch do Deep Purple para o neto então recém-nascido do Jon Lord, na Galeria do Rock. (Tomara que tenha servido!) Desde então, sempre faço questão de dar um abraço neles no Twitter quando posso.

Que Jon Lord supere logo esses contratempos e traga esse pessoal legal pra cantar no Brasil. São meus sinceros votos.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Jon Lord agradece a força

Jon Lord: Your responses have touched my heart
August 30, 2011

Just a quick line or two from an absolutely overwhelmed, gratified and humbled musician.

Your responses to the news of my condition have touched my heart in a way that has truly helped to make my life a better place to be than it had occasionally threatened to become these last few weeks.

Your wonderful messages wishing me strength and courage have given me even more strength and courage – and so much more than you can ever know.

I read many of them with tears in my eyes, grateful for this cast-iron proof of the innate goodness of the human being, and grateful to every single one of you for your invaluable support.

This message goes out too to all the similarly wonderful folk on other websites whose support has been equally warm and strong and I want you all to know how greatly heartened and comforted I am by all this.

The treatment continues and I am confident and being supported by my glorious family and an amazing group of friends.

See you soon.

God bless
Jon

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A solidariedade dos velhos amigos

O Deep Purple ainda não fez nenhuma manifestação oficial sobre o tratamento do Jon Lord. Nem seus membros, em seus sites oficiais.

Até agora, apenas dois ex-membros já se manifestaram: Glenn Hughes, no Twitter, e David Coverdale, no fórum do seu site oficial.

Glenn Hughes
Prayers please: to my friend Jon Lord...we all hope for a speedy recovery...much love..GH
8/9/2011 9:58:05 AM #163487

My sincere thoughts, prayers & love are with Jon & his Family at this time...Such sad news...XX

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Força para mestre Jon Lord


Puta que pariu. É o tipo de notícia que a gente detesta dar, mas sabe que um dia chega.

Mestre Jon Lord, que acaba de completar 70 anos e de virar doutor em música, vai dar um tempo em sua carreira de turnês para cuidar de um câncer. Esta é a mensagem que ele divulgou em seu site:

Quero que todos os meus amigos, seguidores, fãs e companheiros de viagem saibam que estou combatendo um câncer e portanto darei um intervalo das apresentações enquanto me trato e me curo.

É claro que vou continuar escrevendo música - no meu mundo, isso deve ser parte da terapia - e espero estar de volta em boa forma no próximo ano.

Deus os abençoe e até mais,

Jon

Por coincidência, exatamente hoje faz 10 anos que Don Airey fez o primeiro show de um outro tecladista que não fosse o Jon Lord no Deep Purple. Lord havia se afastado da banda pra tratar o joelho. Voltou para uma turnê de despedida no começo de 2002 e a turnê foi interrompida por conta de uma gripe do Gillan. A despedida do Purple aconteceu em setembro de 2002.

É como encarar uma doença de parente, e no começo do ano perdi um tio muito parecido com o Jon Lord pra essa mesma doença. Fiquei sacudido aqui, em dobro. Mas certamente o mestre tem melhores médicos do que o meu tio.

A pedido de Lord, o Highway Star recomenda que se respeite a privacidade do mestre.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

domingo, 10 de julho de 2011

Duelo de gênios: Lord e Wakeman na Sunflower Jam

Foi nesta sexta-feira a primeira canja da história entre Jon Lord, ex-Deep Purple, e Rick Wakeman, ex-Yes. Foi na Sunflower Jam, o show beneficiente promovido todo ano pelas mulheres de Jon Lord e Ian Paice.

E eles estreiam com uma composição própria, chamada "It's Not As Big as It Was".



Detalhes saborosos na resenha do Rasmus Heide:

Ao chamar o tecladista convidado, Jon Lord disse que os dois se conhecem "desde que o cão de deus era um filhotinho, mas nunca tivemos muita chance de nos conhecermos direito."

Ao apresentar a nova música, Wakeman sacaneou: "semana passada eu e o Jon Lord nos encontramos num asilo e..."

Que tal?

sábado, 25 de junho de 2011

Um documentário dolorido. E fascinante.



Acabo de assistir ao documentário do DVD de Phoenix Rising, que conta a história do Deep Purple desde o final da Mk2 até o fim da banda, em 1976. Foram entrevistados Jon Lord e Glenn Hughes, e a sinceridade deles chega a ser brutal em várias partes do documentário. Especialmente a sinceridade do Hughes.

O DVD, que ainda não foi lançado no Brasil, tem feito certo sucesso comercial na Europa. E tem ótimos motivos. Phoenix Rising é um documento definitivo sobre os excessos que acabaram com as melhores bandas de rock do mundo - inclusive o Deep Purple.

Veja o trailer aqui:



Ele não tem comparação, por exemplo, com "Classic Albums: Machine Head". Naquele, o grande fascínio é a música (o que não é pouco) - mas nem as brigas entre os membros aparecem. Não se compara também com "Heavy Metal Pioneers", o documentário lançado durante os anos em que Joe Lynn Turner estava na banda. O DVD novo não busca contar o passado da banda do ponto de vista de seu presente.

Em Phoenix Rising, o ponto central é a história de uma grande banda em plena desintegração. Contada em primeira pessoa por dois ex-membros.

Dói ver a banda que eu mais aprecio no mundo chegando ao fim. Tudo bem que foi antes de eu nascer. Mas dói igual.

Dói ver músicos talentosos, como Hughes e Tommy Bolin, se detonando do jeito como se detonaram. Por sorte, e basicamente apenas sorte, Hughes sobrou pra contar a história.

Dói ver músicos ainda mais talentosos e extremamente disciplinados, como Jon Lord, contarem das vezes em que tinham que empurrar os colegas mais displicentes para o palco ou chamar sua atenção devido aos excessos. Lord, sempre carinhoso com os amigos, faz questão de fazer várias vezes a ressalva "não estou dizendo que eu era santo, mas...". Quando você acha que ele contou podres muito fortes dos ex-colegas, vem Hughes e conta seus próprios podres com mais detalhes.

Exatamente por isso, trata-se de um documentário fabuloso. Eles não estão preocupados em agradar ninguém - e nem precisam ter vergonha de expor colegas. Bolin, o que mais pisou na jaca, morreu há 35 anos. O vice-campeão, Hughes, faz questão de falar da jaca em que pisou até pra contrastar com o quanto sua vida melhorou.

Algumas notícias a respeito anunciam como inéditos os 30 minutos do show no Japão.

É mentira. "Rises Over Japan" foi lançado em VHS, nos anos 80. Está fora de catálogo há muitos anos, mas é facinho de achar no YouTube. Partes dele já saíram oficialmente em DVDs como o "History, Hits and Highlights". Inédito é ele ser lançado inteiro em DVD.



Mas esse DVD tem cenas inéditas, sim. Delas, pouquíssimo se falou até agora. Pelas minhas contas, são:

* Alguns segundos de "Smoke on the Water" do Made in Japan, na parte onde se fala do final da Mk2. As imagens do mais mitológico show do Deep Purple estão sendo lançadas a conta-gotas. No "History, Hits and Highlights", saíram segundos de "Highway Star". No "Deepest Purple", saíram segundos de "Space Truckin'". Um dia ainda sai a gravação completa, espera-se.

* Alguns segundos em preto-e-branco com o Gillan usando um traje meio que de marinheiro.

* Algumas cenas em vídeo de shows da Mk3, possivelmente do finalzinho da formação, lá em 1975. Impossível para mim identificar qual é o show.

* Trechos fabulosos da turnê do Deep Purple na Indonésia, em dezembro de 1975. Eles filmaram desde a chegada da banda à capital, Jacarta, até o momento em que roadies tiveram de encher o pneu do avião para a banda conseguir sair do país. Trechos dos dois shows, incluindo a polícia ameaçando a plateia com cachorros, estão lá.

Como não podia deixar de ser, a parte mais dolorosa do documentário é aquela que se aproxima do final. Toda a descrição da turnê do Deep Purple em Jacarta - a corrupção, os achaques, o calote, as drogas, a morte de Patsy Collins - é muito forte. E fica mais forte ainda com os depoimentos de Lord e Hughes sendo contrastados com as imagens daqueles dias pesados.



E fica ainda mais pesado quando você chega ao final do DVD, aos créditos, e aparece uma declaração de que as opiniões emitidas por Hughes e Lord sobre a morte de Patsy Collins não refletem a opinião de David Coverdale a respeito. Os dois acreditam que Collins - um homem forte, treinado como segurança - não tropeçaria assim tão fácil pra cair no poço de um elevador desativado e fechado. Lord diz que Collins foi certamente assassinado. Hughes, que chegou a ser preso por ter sido um dos últimos a ver o roadie vivo, diz que precisaria da ajuda de cinco homens fortes pra um homem daquele porte cair por acidente no poço de um elevador.

Eu lembro da primeira vez em que ouvi pedaços do "Last Concert in Japan". Foi num sebo de discos em Porto Alegre, acho que em 1992. O vendedor, Paulo, me mostrava o disco e lamentava o quanto as drogas haviam detonado aquele guitarrista. Sua guitarra estava inaudível. Anos depois, quando comprei o "This Time Around", com a versão completa e remasterizada do mesmo show, consegui ouvir a guitarra e disse a mim mesmo: "uau, o cara não estava tão mal assim".

No DVD de agora, Hughes coloca a coisa em contexto ao lembrar que o show do Japão foi o primeiro logo depois da experiência traumática em Jacarta. Segundo ele e Lord, o que detonou Bolin ali não foram as drogas. Não exatamente. O promotor local deu morfina para o guitarrista, e ele acabou dormindo em cima de sua própria mão esquerda. Assim, tudo o que ele conseguia fazer era uma posição só. Suas guitarras foram afinadas cada uma num tom diferente para ele poder tocar.

O final do Deep Purple, em março de 1976, foi melancólico. Sua última turnê foi praticamente em casa, no interior do Reino Unido. Hughes, literalmente o homem que tocou a última nota num show da primeira encarnação do Deep Purple, conta que nos últimos dias da banda ele virou de um show a outro sem dormir e sem comer, apenas bebendo e usando drogas. A bronca que Jon Lord conta ter dado no colega é daquele tipo que você nunca gostaria de ouvir de ninguém. Já contei aqui um par de vezes o final daquele show.

Se você é fã do Deep Purple, assista Phoenix Rising. Seus depoimentos são muito sinceros e chocantes. Você é trazido para os bastidores da fase mais shakespeariana da banda.

Se você é fã de rock, ainda que não especialmente do Deep Purple, assista Phoenix Rising. É um documento de uma fase do rock, tão completo e pungente quanto "The Decline Of Western Civilization Part 2: The Metal Years".

Se você não curte nem rock e nem Deep Purple, mas tem interesse em antropologia e sociologia, ou quem sabe em documentários em geral, assista Phoenix Rising. É um documentário fascinante.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Um mestre faz 70 anos

Eu já pensei que um homem de 60 anos era um velho. Quando mudei de ideia, por conta dos meus mestres do Deep Purple, passei a pensar que velho mesmo é com 70. Recentemente mudei de ideia de novo - 70 era quase a idade do Jon Lord. É a idade que o mestre faz hoje.

Sou fã de todos os membros e ex-membros do Deep Purple, até daqueles a quem critico. Mas o Lord tem um lugar especial na minha admiração. (OK, tem mais uns três de quem eu diria o mesmo.) Foi por conta da ansiedade em torno de sua aposentadoria do Deep Purple que este blog foi criado, aliás.

Primeiro, porque desde que vi suas primeiras fotos ele sempre me pareceu um pouco com meu tio favorito - alto, magro, com um bigodão e aquela cara de bonachão. Mais ou menos numa época da vida em que esse tio fazia o nobre papel de dar os empurrões, puxões de orelha, gargalhadas e copos de cerveja de que um jovem precisa. Tinham mais ou menos a mesma idade, embora meu tio fosse mais maltratado pela vida. Então, sempre que eu via o Jon Lord fazer alguma micagem, eu lembrava das micagens do tio Nelson. Quando meu tio morreu, em janeiro, minha trilha sonora pessoal era "To Notice Such Things", que mestre Lord compôs em memória do amigo Sir John Mortimer.

Segundo, porque foi a partir de suas intervenções, influências e improvisos que muita música boa me foi apresentada ao longo da vida. Foi Jon Lord quem me consolidou a ideia de que existem apenas dois tipos de música: boa e ruim. Sou-lhe extremamente grato por isso. Sem falar que a história de ele se aposentar do rock para virar compositor de música erudita quase full-time é sensacional.

Terceiro, porque foi o primeiro membro do Deep Purple que recebeu (E RESPONDEU!) um e-mail meu, em 1999. Imaginem minha alegria.

Quarto, porque ele tinha meros 27 anos quando compôs o Concerto for Group and Orchestra. Quando fiz 27, eu ficava me martirizando, me perguntando se eu conseguiria fazer algo tão grandioso com tão pouca idade. Ganhei um prêmio de jornalismo aos 29, quase 30, e na época me contentei: aquele era o meu Concerto. Posso fazer melhor, mas Jon Lord também fez melhor depois do Concerto.

Quinto, porque embora não tenha sido o primeiro membro do Deep Purple que conheci pessoalmente, nem o primeiro que entrevistei, Lord foi o primeiro que eu entrevistei pessoalmente (saiu até no site dele). E tenho o vídeo para provar.



Nessa entrevista, para a MTV, brinquei: "vida boa, essa sua; você toca o que quer, faz os shows que quer, viaja pelo mundo e ainda pode voltar a tocar com seus amigos quando dá". E ele: "você acaba de fazer minha vida parecer maravilhosa".

Jon Lord, meu mestre, lhe desejo muito mais anos de uma vida maravilhosa.

(O que eu acho que é velho hoje? Talvez minha avó, que tem 92 anos. Mas ainda posso mudar de ideia. Tudo depende da longevidade dos membros do Deep Purple.)

terça-feira, 31 de maio de 2011

Jon Lord compõe peça orquestral para estudantes



O jornal Henley Standard informa que mestre Jon Lord, patrono do Henley Festival, topou compor uma peça orquestral especialmente para a Orquestra Juvenil do Festival de Henley.

Neste final de semana, ele foi ver a gurizada tocando pra fazer uma ideia de que nível de dificuldade eles encaram. Ele disse ao jornal:

"Gostei muito do que eu vi. Tocar bem numa orquestra toma muitos anos de prática, e esses carinhas estão apenas nos primeiros passos dessa estrada. Alguns estão um tanto à frente dos outros, mas todos chegarão lá. É ótimo ver isso. O mais importante é o lado colaborativo das coisas. Todos estão tocando suas partes, e só quando todos trabalham juntos é que sai música. Na verdade, isso é que é a razão de tudo."

Será a quinta composição orquestral de Lord desde sua aposentadoria do Deep Purple. As anteriores estão nos seguintes discos:

Beyond the Notes (2004)
Durham Concerto (2008)
Boom of the Tingling Strings (2008)
To Notice Such Things (2010)

Lord também anda no processo de gravar uma versão em estúdio do Concerto for Group and Orchestra, que ele passou os últimos anos apresentando ao vivo pelo mundo inteiro - inclusive no Brasil, na Virada Cultural de 2009. Diz ele que aperfeiçoou a composição desde então. Nenhum dos membros do Deep Purple vai participar da nova gravação, até onde se saiba.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Presidente da Armênia dá disco da Who Cares para presidente da Rússia


Saiu na semana passada o disco da Who Cares, resenhado ontem pelo Vitor Benvindo. O disco é beneficiente, e sua receita vai para uma escola de música da Armênia.

Ontem, o presidente armeno Serzh Sargsyan mandou o disco de presente para o mais famoso fã do Deep Purple no mundo: seu colega russo Dmitry Medvedev.

Que, por sinal, nunca respondeu meus tweets pedindo uma entrevista para o Purpendicular, nem meus emails pedindo entrevista pra MTV, quando veio ao Brasil no ano passado.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Jon Lord agora vai ser DOUTOR Jon Lord


A Universidade de Leicester, cidade onde Jon Lord nasceu, vai dar a ele o título honorário de Doutor em Música. A cerimônia vai ser no dia 15 de julho, uma sexta-feira.

A justificativa do título é a seguinte:

Jon Lord, Leicester-born jazz and rhythm and blues musician, who played with the Bill Ashton Combo, Red Blood and his Bluesicians, the Artwoods, The Flowerpot Men and Deep Purple. He now pursues a solo career and retains a deep affection for Leicester, having first had piano lessons just off University Road. (DMus – Doctor of Music)

A concessão do título vem exatamente um dia antes do show do Deep Purple no Festival de Jazz de Montreux, na comemoração dos 40 anos do incêndio do Grand Hotel. Jon Lord até hoje não prometeu se vai ou não. Eu gostaria que fosse. Mas ele tem um ótimo motivo pra não ir, se não for.

(Pessoalmente, tenho um ótimo motivo pra não ir: o ingresso mais barato sai por 370 euros.)

sábado, 30 de abril de 2011

Lord e Blackmore confabulando

Jon Lord deu uma entrevista em vídeo, em sua recente passagem pela Rússia. A maior revelação dela é que ele recentemente voltou a conversar por telefone com Ritchie Blackmore.

"Há duas semanas eu conversei com o Ritchie. Primeira vez em que conversamos ao vivo - geralmente conversamos por email. Falamos sobre nos encontrarmos pra tomar uma taça de vinho e falar de música. Sabe lá o que pode acontecer."

Não acredito - nem espero - que disso saia uma volta de alguma das suas versões do Deep Purple. A própria entrevista dá dicas disso. Quando os russos perguntam se ele voltaria ao Purple, Lord diz que sempre que pode encontra os amigos. "Quando chegar a hora de eles dizerem adeus, talvez eu me una a eles por um ou dois shows", diz ele.

Ou seja - ele não em interesse em voltar àquele calendário caótico de shows que a formação atual do Deep Purple costuma fazer. Lord também mata no nascedouro qualquer especulação sobre "volta da Mk3" quando os russos lhe perguntam o que ele achava dela:

"É certinha. Burn é um disco fabuloso. Mas isso porque a influência do Ian Paice, minha e do Ritchie Blackmore ainda era forte. Quando chegou o Stormbringer, a influência do Coverdale e do Hughes ficou mais forte, e o Ritchie na verdade quase desistiu no meio do Stormbringer. Sua cabeça estava no Rainbow."

(Na Classic Rock sobre o Whitesnake, o Coverdale também descartou isso ao dizer que não responderia qualquer pergunta a respeito. Hughes também está bem faceiro com o Black Country Communion.)

O que poderia sair de uma conversa entre Lord e Blackmore?

Os dois estão em fase de transição. Jon Lord parece estar meio que largando a música orquestral. Acaba de criar um projeto de blues. Blackmore, por sua vez, está de coadjuvante na banda da patroa.

O que eu ADORARIA ouvir seria um disco tipo Blackmore-Lord Project. Já pensou? Ainda mais se fosse num power trio com um baterista (padrão-ouro mesmo seria um disco só com Blackmore, Lord e Paice). Nem precisaria de vocal.

Uma das últimas vezes em que Lord e Blackmore piraram juntos no palco foi isto:

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ecos de um assassinato na Indonésia?

Em 1975, quando o Deep Purple tocou em Jacarta com a Mk4, uma coisa horrível aconteceu. Um roadie da banda foi encontrado morto no fosso de um elevador. Uma queda de seis andares.

O Deep Purple tinha tocado para 55 mil pessoas em 3 de dezembro. Na volta do show, o roadie Patsy Collins discutiu com dois caras da equipe. Saiu do quarto deles pra ir pro seu, no andar acima. A história que contam é que o elevador estava lento, então ele teria resolvido pegar a escada de incêndio. A porta do andar estava trancada. Ele voltou por onde deu e encontrou uma porta destrancada, sem indicação nenhuma. Era a do fosso do elevador, de onde ele caiu. Morreu na manhã seguinte. Logo em seguida, a polícia chegou querendo prender os dois roadies que teriam discutido com Collins, mais o empresário da banda, Rob Cooksey. E a polícia ainda pedia autógrafos.

Era 4 de dezembro de 1975. Ouça "Getting Tighter" aqui. O som não está bom, nem na gravação, nem na execução:



No show do dia seguinte, seis mil policiais patrulhavam o estádio - que tinha mais dezenas de milhares de pessoas. Mal começou o show, começou a pancadaria - a polícia baixava o cacete em quem tentasse dançar. O show acabou na metade.

Esse é o episódio mais sombrio da história do Deep Purple, sem sombra de dúvida. Ainda mais que exatamente um ano depois dele o Tommy Bolin morreu.

Pois o DVD Phoenix Rising vai ter, além do velho "Rises Over Japan", um documentário que vai do fim da Mk2 até o fim da Mk4, mais uma entrevista com Lord e Hughes especialmente sobre esse episódio macabro.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Jon Lord, no hall da fama da Classic FM

Mestre Jon Lord está mais uma vez no Hall da Fama da rádio inglesa Classic FM. O "Durham Concerto", composto por ele em 2007, está na posição 153 entre as 300 obras eruditas mais populares em 2010.

Lord foi o compositor que mais caiu em popularidade no ranking deste ano - em 2010 ele ficou nas posições 28, com o mesmo concerto, e 79, com o "Boom of the Tingling Strings". Entre os compositores vivos, ficou em terceiro. "One hit wonder", diz a revista. Incrível ver essa mentalidade de "hits" em se tratando de música erudita.

O criador do Deep Purple não está no topo, mas não é fácil um músico vivo e vindo de outra tradição musical concorrer com Beethoven, Mozart e Rachmaninov - este, aliás, ficou em número 1 neste ano, com o Concerto para Piano Número 2.

A peça com a qual Lord entrou no ranking foi composta sob encomenda, para o aniversário de 175 anos da Universidade Durham. Conheça um trecho no vídeo abaixo.