sexta-feira, 26 de setembro de 2003

O cúmulo: Deep Purple na Caras

Sim. Tutty Vasques, o resenhista oficial da Caras, comenta que saiu na revista a foto:

"Seja lá quem for Andréa Prado, a amiga que levou Jô Soares ao show do Deep Purple tem estilo de causar inveja a Fernanda Young"

É aquela Caras que tem na capa o casamento da Donamarta do Petê. Alguém tem como escanear isso?

quinta-feira, 25 de setembro de 2003

I hear the beating of your wings...

No show da Cidade do México, ontem, no espaço de tempo entre o fim de Smoke on the Water e o começo do bis, o Purple recebeu das mãos de Jean-Pierre Harrison os restos de três CDs que a astronauta Kalpana Chawla levou para ouvir no espaço: Machine Head, Purpendicular e Down To Earth (este, do Rainbow). Logo depois, antes de Hush, a banda tocou Contact Lost uma segunda vez.

O material doado à banda tem certificado de autenticidade da NASA. Acho que o Harrison é esse cara de barba. Troquei alguns emails com ele, mas sempre fico sem jeito na hora de responder.


quarta-feira, 24 de setembro de 2003

Não me chamo Walter, nem moro em Niterói

E aí, o que vocês acharam do Casseta e Planeta com o Deep Purple?

Tá rolando um belo debate lá no fórum. Já te cadastrou? Participa lá!

I'm sword! Speak seriously!

No site do Casseta, tem uma entrevista com o Gillan e uma com o Paice, que caiu numa piada velha por covardia. Tem também uma canja de House of Pain.

segunda-feira, 22 de setembro de 2003

No frigir dos ovos

O Omelete publicou minha resenha sobre o show do Deep Purple. Pra quem ainda não leu, é só clicar no bannerzinho abaixo.


Estadão: Gillan se veste como personagem de comédia

O Estadão resenha o show paulista, sem poupar elogios aos Hellacopters. O jornal aponta, com exatidão, que a escolha do mix de bandas foi "esquizofrênica". Acho que Hellacopters abrindo pro Deep Purple dava bem. Hellacopters abrindo pro Sepultura não fazia feio. Mas o Sepultura no meio não tinha nada a ver, embora muita gente goste de tudo isso.

Ao Deep Purple, são reservados alguns parágrafos meio irônicos. Grifos meus:

"À 0h17, entra a cereja do bolo, o Deep Purple. Tiozinhos vitaminados, têm energia e um hit parade para segurar qualquer show. O cantor Ian Gillan é o primeiro a entrar, filmando o público com sua câmera de vídeo. 'Vocês são inacreditáveis', ele diz. Gillan se veste que nem o Agustinho, de A Grande Família, as camisas excessivamente engomadas e o visual de cafa de periferia. É um grande boa-praça, e a voz ainda segura uma grande onda.
Com um solo vigoroso do 'dono da banda', o baixista Roger Glover, o Purple ataca Highway Star, e começa um outro show, com outro patamar de qualidade sonora - técnica, bem-entendido. O guitarrista Steve Morse brincou com citações de guitarra, tocando introduções de músicas dos Beatles ou Stairway to Heaven, do Led Zeppelin, passando por Aquarela do Brasil, de Ary Barroso.
Canções como Woman from Tokyo, Smoke on the Water, Black Night e Hush pagam o preço do ingresso. Hora de ir para casa, acabou a missa. "

Steve escreve em Porto Alegre

Em seu site, o Steve escreveu uma notes from the road ao deixar Porto Alegre. Ele menciona a imensa quantidade de entrevistas e participações na TV que o Purple fez e comenta: "um dos programas de TV envolvia dois comediantes com nomes que só se pode dizer na TV a cabo nos States". Heh.

Ele manifesta surpresa com o fato de bastante gente cantar junto algumas das músicas do novo disco, e se pergunta se tudo isso é resultado de cópias piratas do disco novo. Poxa, nas primeiras filas do Gigantinho éramos só eu e a Mila cantando. E Bananas chegou a ser o décimo mais vendido no site da Saraiva, então deve estar tendo alguma saída, não acham?

Mais pra frente ele até reconhece isso, atribuindo a uma vendagem possivelmente boa as pencas de convites para a TV. Ele reclama que sempre perguntam o motivo de o disco se chamar Bananas, e revela que cada vez eles inventam uma resposta mais estapafúrdia.

E é legal ver o Steve comentar sobre um fenômeno que eu sofri na pele: o empurra-empurra nas primeiras filas. Diz que na semana passada ele ficou apavorado ao ver a segurança empurrando a grade contra o público e as filas de trás esmagando cada vez mais os da frente contra a grade. Poxa, era fogo isso.

domingo, 21 de setembro de 2003

Dias de vôo



Uma matéria da New York Times Magazine lembra os dias de glória do Starship 1, o avião usado por todas as grandes bandas entre 1973 e 1976 - palco e símbolo de toda espécie de excessos por parte das bandas. (Certa vez, no documentário Os Anos do Heavy Metal, perguntaram ao Steve Tyler, do Aerosmith, o que acontecera com o avião deles. "Subiu pelo nariz", ele respondeu.) Entre outros luxos, ele era equipado com uma suíte com cama queen-size e colchão d'água, lareira, telão, bar com teclado, cadeiras com assento de couro e duas aeromoças totosas chamadas Suzee e Bianca.

O Deep Purple também usou o avião, na turnê de 1974 (de California Jam), e não podia faltar na matéria. É a primeira vez em que vejo uma menção à banda no New York Times desde 1997, mas posso estar enganado. Os dois trechos em que os mestres aparecem são estes:

"Para os membros do Deep Purple e seus roadies, a maior vantagem era assistir filmes pornô no monitor de vídeo de último tipo e usar o Starship para atiçar as groupies ["atiradoras de elite", segundo o Tiago]. 'As meninas entravam no avião e voavam até onde quer que fosse o próximo show', lembra Bruce Payne, o empresário do grupo. 'Pais dentro do perímetro de dois Estados ligavam para a polícia'. Mas o baterista do Deep Purple, Ian Paice, não se arrepende. 'O Starship era um belo lugar para entrar para o clube da alta milhagem', diz."

"Paice tem boas lembranças de estar em Miami e, de repente, voar para Boston para jantar lagostas. 'Era um tempo em que tudo era factível', diz. 'E não tínhamos vergonha de gastar a grana'. Bruce Payne, o empresário da banda, rugia: 'Esse jantar provavelmente nos custou US$ 11 mil'."

Seu Casseta e os adoradores do Roxo Profundo

Confirmado para terça o Deep Purple no Casseta. Eles botaram no ar um vídeo bem legal: o Beto Silva é fã do Purple (inclusive mandou um email para o The Highway Star avisando sobre o programa, e com alguma sorte acessa este humilde blogue); o Hubert não gosta. olha a polêmica e uns trechos de House of Pain ao vivo no Casseta. Diz o Hubert que é uma pouca vergonha que o Purple tenha juntado mais gente no estúdio do que a Sheila Mello.

Já o Hélio de La Peña tirou o maior sarro de alguns amigos, que chamou de Adoradores do Roxo Profundo:

No carro, rumo ao Projac, fui tomando várias cervejas para entender os dogmas dessa religião e decorar as diversas formações por que passou a banda. Os dois fanáticos trocavam considerações sobre hits do passado como se fosse um duelo de repentistas. Citavam riffs clássicos da primeira fase, baladas da segunda fase, sucessos de quando eles voltaram... E eu que nem sabia que eles tinham ido!

Procurei extrair um pouco de cultura da experiência. Descobri que o baterista é canhoto, que o vocalista é meio estrela, o baixista é careca, o tecladista é brocha e que o guitarrista – como todos os guitarristas de rock – toca pra caralho.

A porta do estúdio tinha mais homem do que set de filmagem do Carandiru. Fucker lembrava que já gravamos com as duas Sheilas do Tchan, Xuxa, Luma de Oliveira, Sabrina do BBB, enfim, as maiores deusas do país, e nunca tanto marmanjo apareceu para ver as gravações. (...)

A banda chegou. Os coroas, vestidos em trajes civis, entraram no camarim sem ser notados. Mas quando reapareceram caracterizados de super-heróis do rock'n'roll, o tempo parou. Dividiram o corredor do estúdio em antes e depois de Deep Purple. Inebriados, tontos, desnorteados, os Adoradores do Roxo Profundo não queriam que aquele momento terminasse.

Não consegui ver meus amigos dentro do estúdio. Era muito mico pra eles ficar ao lado de um cara que não manja porra nenhuma daquilo, que nem sabia que Ian Gillan e Ian Paice não são a mesma pessoa.

Chuva de cadeiras em São Paulo

Segundo a Folha, 33 mil caras foram ao Pacaembu ver o Purple no sábado.

É o Albertino quem conta. Pelo visto, a marcha da imbecilidade continuou em São Paulo, ao contrário do que garantiu um fã do Sepultura que entrou neste blogue e disse que o que eu presenciei era coisa de gaúcho...

"O show ontem foi marivilhoso, o set foi o mesmo dos últimos shows, com Space Truckin no lugar de Bananas. No solo do Airey teve um pequeno trecho de Mr Crowley,Aquarela do Brasil, Star Wars e uma música clássica, acho que do Vivaldi. Pena foi que quase no final de Haunted um imbecil jogou um negócio no rosto do Gillan. Pensei qté que ele ia parar de cantar, mas continuou. Não sei o que um débil mental desses tem na cabeça.
No Sepultura, além de haver uma invasão em massa do setor mais caro, houve uma chuva de cadeiras. Ainda bem que pelo visto ninguém se machucou. É ridículo querer fazer um show deles com cadeiras, estavam pedindo pra isso acontecer. Lamentável.
O Gillan cantou muito. O clima da banda no palco estava ótimo: um brincando com o outro, e o Morse sorriu praticamente o show inteiro. Dá gosto de ver eles tocando com tanta empolgação e harmonia.
Antes da Smoke o Morse tocou Sweet Child o Mine do Guns, Honky Tonk Women(Stones), Day Tripper(Beatles), Manic Depression(Hendrix).
Don Airey me surpreendeu: o solo dele foi bom demais. Eu conheço o trabalho dele há muitos anos pelas bandas e projetos onde tocou, mas não imaginava o quanto o cara toca. Em alguns desses momentos de sua carreira ele não tinha lá muito destaque, muitas vezes ele tocava e nem era considerado membro das bandas, apenas músico convidado. É claro que o mestre Lord faz muita falta e é por tudo que fez no Purple insubstituível, mas Don Airey está dando conta do recado."


O Zé Roberto dá mais detalhes:

"10 e 20 mais ou menos, entra o Sepultura e aí o bicho pegou. Eu estava em um setor meio distante (Setor G), e de onde eu estava, comecei a ver cadeiras voando no setor Vip Premium, (aquele dos convidados), arrancadas, desmembradas e atiradas longe pelos sem cérebro. Formou uma pilha enorme que os seguranças começaram a recolher. No nosso setor, som bom e ordem. Todos curtindo por incrivel que pareça. O Sepultura parecia que não acabava mais, mas acabou, e então passaram-se longos minutos de uma espera interminável, até que as 00:20, apagam-se as luzes e aí o estádio veio abaixo!!! Os primeiros acordes de Highway Star dão um arrepio de levantar até os pelos do nariz. Delírio total. É incrivel como podemos ver um Deep Purple super bem entrosado, com um bom humor incrivel entre todos. É como se eles tivessem formando a banda agora, com gás total. O Gillan era só alegria e estava num super astral, assim como o resto da banda. O set list foi o mesmo de Porto Alegre:

Highway Star
Woman from Tokyo
Silver Tongue
Lazy
Contact Lost
Haunted
Space Truckin' (com solo de bateria)
I Got Your Number
Knockin at Your back Door
Well Dressed Guitar
House of Pain
Solo do Don Airey, incluindo Aquarela do Brasil e o tema de Star Wars.
Perfect Strangers
Riff-raff do Morse: (trechos de Guns n Roses, Rolling Stones, Led Zeppelin, AC/DC e Beatles)
Smoke on the Water
Bis:
Hush (com solo de bateria)
Black Night

Grande parte da platéia, ficou boiando com as músicas novas, mas é impressionante como Contact Lost ficou linda ao vivo. Haunted nem se fala. House of Pain uma porrada e I got your number, do cacete pra não falar outra coisa. Houveram dois mini solos de bateria do Ian Paice e um puta solo do Don Airey. Aliás falando nisso, acho que o Steve Morse poderia voltar a fazer com o Don Airey, aqueles duelos Guitarra/Teclado que fazia com o Jon Lord. O Pacaembú estava lotado e a vibração da platéia em algumas músicas como Perfect Strangers por exemplo, fizeram o Estádio tremer e ao terminar o showzaço do Deep Purple, eu nem lembrava mais quem tinha tocado antes. Meu amigo gravou os treis shows e eu estou curiosissimo pra ouvir. Tirou 80 fotos do Deep Purple, algumas de cima do palco e não vejo a hora dele revelar. Cheguei as 4 da matina em casa, quebrado e rouco, mas de alma lavada mais uma vez e dizendo: Long Live Rock n Roll, Long Live Deep Purple!!!!
Na volta pra casa, ouvindo o CD Bananas no carro, pensei nos Fãs de Curitiba e me senti muito triste, porque eles perderam o melhor show do ano. "


A Thaís também foi:

"o show começou demais, a banda estava alucinada com a platéia (amazing, unbeliaveble...), no começo uma energia muito boa e o show prometia ser daqueles muuuuuito intensos, mas eis que durante a Silver Tongue (acho), um IDIOTA qualquer lá da ala dos convidados jogou um troço qualquer na cara do Ian, bem no final da música e aquilo eu vi que foi um banho de água gelada no vocalista... o Roger, já no começo da outra música fez um sinal de "toma cuidado" para a platéia e até que depois eles conseguiram manter o ritmo, mas aquilo deu uma esfriada na banda, eu senti muito isso. Deu pra ver que o Gillan ficou p. mesmo, mas o show tinha que continuar então a coisa continupu acontecendo... ele interagia muito com a platéia. O Morse tocando com aquele carinho e olhava para a platéia como quem só tinha aquilo a oferecer e meio que mostrava os acordes, era muito legal. Glover uma simpatia, sempre... altíssimo astral para a banda. Paice com suas caras e bocas na bateria, demais tb... "

sábado, 20 de setembro de 2003

Bronca curitibana

O Karl Ellwein foi mais um que perdeu a viagem:

"Cara, viajei 6 hrs de Londrina a Curitiba para ver o Purple... Vocês já sabem o resultado.... Pois bem. Até às 14.00hrs eu ainda ligava para um dos organizadores do evento, que me aconselhou a ir, por causa da liminar que poderia ser deferida pelo juíz... Eu estava com 30 pessoas ansiosas para ver o show. Resolvemos sair para a estrada, pois se esperássemos mais algum tempo demoraríamos muito para chegar... Se a gente não fosse e rolasse o show, não iriam devolver o dinheiro do ingresso. Resultado: Muitos se desentenderam por culpa de outras pessoas, pela péssima organização do evento, realmente desanimei em fazer novas excursões, foi uma experiência horrível. Chegamos lá e centenas de policiais para recepcionar a gente com cacetetes e armas... Inúmeras excursões voltando para suas cidades, todos deprimidos, enchendo a cara pra esquecer e descontando a raiva em outra coisa....E quem vai pagar as nossas despesas com a Van ??? Se fala muito em ingressos, mas e o pessoal de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Cascavel, Campo Mourão, Londrina ??? O que fazemos com os cerca de R$ 60,00 que cada um pagou na Van?? E com o choro da maioria do pessoal, do desgaste emocional ? Sugiro aqui que corramos atrás de nossos direitos através da Justiça, e que esses organizadores respondam judicialmente o que fizeram. Precisamos ser ressarcidos sim !!! Deixamos de ir a São Paulo, e agora vamos ver na TV e nos abalar mais ainda ???? Fica aqui registrado meu protesto..."